Opinião

O amor sempre vence

André Luís ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

A busca pela verdade não é exata: ela passa pelos sentimentos!

O amor é expresso no perdão. Só sabe amar quem sabe perdoar, aceitar e desistir.

A exatidão é buscada por todas as grandes civilizações da história humana: sumérios, babilônicos, chineses, vikings, maias, egípcios, judeus, gregos, romanos e cientistas sem pátria, todos sabiam que a exatidão existe e deve ser buscada!

Todos os cálculos, fórmulas e métodos apontam para uma singularidade extrema que é em si só a prova de que a exatidão existe. Somos simplesmente obrigados a aceitar que a perfeição é a regra do universo.

Mesmo naquilo que parece ser uma imperfeição e uma inexatidão, se for analisado à fundo fica evidente a amortização das inexatidões no sentido de conduzir todas as variações em direção à uma singularidade.

Até mesmo a análise da própria vibração de onda eletromagnética prova que tudo conspira para uma singularidade!

O problema dos cálculos é que eles apresentam uma perspectiva rígida da verdade e não toleram as interferências críticas que desestabilizam a ressonância harmônica do sistema.

Num ambiente totalmente mecânico não é admitido nenhuma falha: qualquer mínima alteração no sistema resulta no colapso total e na auto-destruição de todas as engrenagens.

No sistema ideal, regido por algoritmos, matemático-semântico-informáticos, a realidade é bem mais tolerante a falhas, preparado para novidades não previstas no sistema e pronto para receber as novas linhas de abordagem com a mesma austeridade de um sistema matemático puro, e tendo ao mesmo tempo os mecanismos de inferência lógica de tratamento de erros e direcionamento energético para que esses erros sejam direcionados para o acerto e assim o sistema como um todo passa a ser coeso e íntegro sem a auto-destruição dos componentes do mesmo.

O sistema matemático é perfeito sim, completo, absoluto e eterno em si mesmo, mas não reflete a realidade da imprevisibilidade e da randomização das variáveis que o compõem. O acaso é a constante que destrói qualquer sistema matemático perfeito. Estando o acaso no âmbito das variáveis vazias do ambiente pode ser atendido por qualquer valor aleatório disponível ao redor, pois grandezas sem propósito sempre são oportunistas e querem manipular o sistema em seu benefício próprio.

O sistema algorítimico matemático-semântico-informático é perfeito no tocante a prever e tratar essas mudanças de potencial energético em direção à um único resultado satisfatório para todos: a verdade contida no amor!

Pode parecer bizarro associar sentimentos e lógica, mas a lógica necessariamente passa pelos sentimentos!

Não existe cálculo sem motivação. Se a máquina estiver parada não há resultado!

Quando o portador do poder de decisão está diante de uma problemática ele deve decidir usar o raciocínio ou as emoções. Isso gera uma guerra interna, que não deveria existir, mas que ele acredita ser a pura divisão interna.

As sociedades ancestrais disseram que os sentimentos não tem nada a ver com as emoções.

Os sumérios, chineses, vikings e maias afirmaram que a exatidão é a perfeição. Isso gerou sociedades bizarras e fascinantes, dentro da ideologia da exatidão, com a mácula da comparação e da competição pela candura do sistema.

Babilônicos, egípcios, judeus, gregos, romanos e cientistas sem pátria, por sua vez, apresentaram um mundo mais flexível e tolerante a falhas, onde o mecanismo do “perdão” foi implantado, agregando o erro ao acerto e trazendo os indivíduos errados do sistema para dançar dentro da partitura determinada para todos dançarem igualmente.

Em ambos os sistemas uma coisa é inegável: a uniformização não é uma tendência sem sentido, mas é uma força constante em direção à normalização dos movimentos dentro do sistema.

A diferença entre a matemática e os algoritmos é que a matemática trata apenas tão e puramente só de números enquanto os algoritmos tratam de todos os mecanismos matemáticos e ao mesmo tempo dos mecanismos lógicos inferenciais que tratam a explosividade sentimental imprevisível dentro do sistema.

Isso cria uma tensão mundial preocupante, visto que já gerou até a criação de uma muralha de mais de 6 mil quilômetros, dividindo a exatidão chinesa e a inexatidão dos mongóis que os invadiam para roubar sua produção.

A exatidão tem sim seu valor e deve ser a principal sintonia da equação, afinal, sem a exatidão os algoritmos não funcionam, portanto, um depende do outro e podemos afirmar que os dois são um só cálculo com um só resultado!

A inexatidão judaica, por exemplo, agrega o mecanismo do “perdão”, que traz toda uma nova abordagem sobre a reabilitação dos aglomerados dissidentes do sistema que desejem voltar a fazer parte do sistema.

O sistema chinês já entrou em colapso algumas vezes nos últimos 5 mil anos enquanto o sistema judaico se manteve coeso e intacto nesses últimos 5 mil anos simplesmente pela diferença de abordagem da realidade: um sistema primou pela exatidão e ruiu implodindo sob seu próprio peso a cada mil anos (em média) enquanto o outro sistema conseguiu manter sua integridade, apesar do desgaste sofrido por ações externas e a dispersão forçada, sem ruir, sem entrar em colapso e sem interferir na sua identidade original.

Pessoas que se consideram certinhas demais certamente vão cair, assim como a civilização chinesa (que hoje é colônia das potências industriais europeias e americanas), justamente por ser exata demais e não estar preparada para lidar com as variações sistêmicas.

Pessoas que se perdoam a si mesmas e que sabem perdoar as outras pessoas vão continuar de pé, porque, assim como os judeus, sabem perdoar, sabem lidar com a pancada proveniente de um vulcão em erupção sem entrar em auto-colapso interno entre os integrantes do sistema.

O principal motivo de Samael decidir ser contra Jeová foi justamente a acusação de que quem perdoa é cúmplice e conivente com o pecado, portanto, Samael acusou Jeová de ser partícipe dos pecados alheios e, portanto, assim, não ser um Deus tão justo quanto diz ser.

Mas é o ponto de vista de Samael (chamado aqui na terra pelo vulgo: “Satã”). O ponto de vista de Samael é a exatidão e por isso ele caiu: porque ele acha que não deve existir o perdão e ele realmente não perdoa ninguém!

O Pai de Samael, Jeová, por outro lado, perdoa, tolera as falhas do sistema, sabe tratar e lidar com indivíduos que não estejam dentro da frequência harmônica ideal para manter o universo em perfeito equilíbrio, fazendo com que esses indivíduos mais ou menos frenéticos entrem na ressonância perfeita e façam parte do universo, contribuindo para o fluxo das equações.

É justamente a arrogância que traz a queda: o orgulho causa a derrota! A ideia de que é perfeito traz a sensação de plenitude completa e eterna que faz a pessoa se ver como superior aos outros, enquanto a ideia do perdão traz à tona a realidade da informática, que é bem superior à simples matemática dos cálculos exatos: os algoritmos admitem falhas e tratam essas falhas metodicamente para que sejam absorvidas pelo sistema sem que haja o colapso total do sistema, então os sentimentos vencem os cálculos sempre! É por isso que fomos criados com sentimentos, para haver o verdadeiro contraponto entre a exatidão e a inexatidão contida no perdão, que traz o verdadeiro amor leal!

 

(André Luís Neto da Silva Menezes, pseudônimo: Tiranossaurus Rex – publicitário, inventor, filósofo, músico, integrante da Royal Society Group e vice-presidente da Associação Canedense de Imprensa – [email protected])

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