Opinião

Os políticos devem ir aonde o povo está!

Gercy Joaquim Camêlo ,Especial para Opinião Pública

diario da manha
Em discurso na tribuna do plenário do Senado, senador Pedro Simon (PMDB-RS).

 

O político que se preza e valoriza a sua missão, deve ir aonde o povo está, e ter com ele uma perfeita identidade. O político depende do povo, consequentemente, deve respeitá-lo, agradecê-lo e trabalhar por ele. Infelizmente não é assim que acontece, porém, a luta deve ser sempre pela mudança de paradigma e de comportamento dos agentes envolvidos nesse processo. Não haverá mudanças a curto prazo, contudo, se bem trabalhada, poderá surtir efeitos a médio e longo prazos. Tendo em vista trata-se de mudanças na cultura do povo, e que o resultado depende de tempo e da boa vontade dos detentores do poder, é preciso trabalho e persistência de todos. Mas, como tudo na vida muda, a prática política também têm que mudar, mesmo não sendo esse o sentimento maior dos políticos brasileiros.

O senador da República, Pedro Simon, no discurso de despedida da vida parlamentar, proferido da tribuna do Senado, fez questão de dizer que mudanças no modelo politico-administrativo do Brasil, só virá com a pressão da sociedade sobre os parlamentares. Alertou também que, se depender dos atuais políticos, dificilmente isso vai acontecer. O desinteresse dos políticos têm causas: é a falta de compromisso com a missão que receberam; a supremacia do interesse pessoal e grupal sobre o coletivo; o desconhecimento do verdadeiro papel da política; e a facilidade de levarem vantagens sobre tudo. A prova disso é o mar de lama a que estão atoladas pessoas e as instituições pública e privada do País. Por conta do clamor popular, o Congresso Nacional está desenterrando projetos que há anos dormem nos gabinetes de deputados e senadores. A esperança está na pressão popular e na atitude dos parlamentares e governantes ou ouvirem as vozes das ruas. Independente da classe social a que pertencem, o governo tem que governar para todos. O Brasil é um País rico e com dimensões continentais, não justifica milhões de brasileiros viverem na miséria e provando de tantas injustiças e desigualdades sociais. A esperança de que isso venha mudar, repito, depositamos nas instituições permanentes e nas autoridades do País.

No quadro de dúvidas e incertezas que vivemos, entre outras coisas, uma chamou mais a minha atenção, foi a apatia dos partidos políticos. São mais de trinta partidos políticos, grandes e pequenos, todos dependem e recebem recursos públicos. Até aí, tudo bem, é legal. A questão é que poucos contribuem para o fortalecimento da democracia, e menos ainda para a escolha de bons candidatos à gestores públicos. A política se faz com bons políticos, todos os dias, e não apenas à época das eleições, como geralmente acontece. O candidato à cargo público, que realmente pretende servir a comunidade, deve ser escolhido entre os melhores, ter ficha limpa e preparo intelectual para cumprir bem o cargo pleiteado. A competência para selecionar os candidatos é dos partidos. Para tanto, deverão está organizados, bem estruturados e dirigidos por alguém que tenha tempo para exercer a função na sede dos partidos.

Não se trata de discriminação, todo filiado tem o direito de se candidatar a presidência do seu Partido. Esta é apenas a minha opinião, madura e independente. Para que tenhamos um Partido forte, é necessário que haja união entre os seus filiados, que tenhamos programas e metas definidos, e conhecimento do Estatuto e das normas que disciplinam o Partido. Em Goiás, nem todos os partidos investem no fortalecimento dos diretórios como deveriam. A maioria deles, fora do período eleitoral, até parece casas abandonadas e sem finalidade. Quando na realidade, os diretórios deveriam ser o acervo político dos filiados e o local adequado para se expor as divergências de opiniões e construir os projetos de interesse da sociedade. Finalizo dizendo que, a política se faz todos os dias e os políticos devem ir aonde o povo está.

 

(Gercy Joaquim Camêlo, coronel da Reserva Remunerada da PMGO e governador do Rotary International, Distrito 4530, Ano 2012/2013)

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