Opinião

Dinheiro na mão é sinal de problemas

diario da manha

Pesquisas recentes afirmam que em uma nota de R$ 2, existem cerca de 247,25 micróbios por centímetro quadrado. Desses micróbios, 42% são do tipo estafilococo, uma bactéria que pode causar inflamações nos ouvidos e intoxicação alimentar.

É preciso lavar as mãos antes de ingerir qualquer alimento. Para os especialistas, não adianta lavar as mãos por 20 ou 30 segundos, nem com o uso apenas de água. Embora não pareça muito prático, o ideal é esfregar as mãos com sabão durante 1 minuto. Em alguns casos especiais aconselha-se lavar as mãos com álcool durante 3 minutos.

Outro aspecto que favorece a contaminação é a falta de saneamento básico, pois uma vez que esse dinheiro cai em um solo contaminado com fezes ou esgoto, ele já se contamina. Recapitulando, essa contaminação vem de manipulação, de exposição e de desleixo, ou seja, falta de cuidado com o dinheiro.

Essas bactérias encontradas na pesquisa podem causar aquelas infecções mais comuns que a pessoa tem sem saber onde contraiu, como terçóis, faringites, otites, acnes, furúnculos e micoses, por exemplo. Essas infecções podem se tornar muito sérias, se forem manipuladas, e se as bactérias penetrarem na corrente sanguínea. As pessoas que manuseiam dinheiro diariamente, e também ás que não tem cuidados básicos de higiene (manuseiam dinheiro e colocam a mão na boca) estão muito mais expostas a essas contaminações.

As cédulas são companheiras inseparáveis no dia a dia, mas o que muita gente deixa passar despercebido e´ que o dinheiro e´ uma grande fonte de contaminação. Devido à falta de higiene, as bactérias encontram um caminho fértil para se proliferar e contaminar outras pessoas. Durante um ano, a bióloga Fernanda Ribeiro Inocente coletou 200 cédulas de real sendo 50 de cada valor – R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 50. As duas de menor valor, que circulam com mais facilidade entre a população, foram as que apresentaram uma quantidade maior de bactérias. Nas de R$ 2 foram encontradas 59 tipos e nas de R$ 5, 69. Ja´ nas de R$ 10 foram 43 tipos e nas de R$ 50, 37 bactérias diferentes.

Não encontramos somente bactérias impregnadas nas cédulas de Real. Oito em cada dez notas de R$ 2 que circulam no comércio estão contaminadas por cocaína. O estudo foi feito pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais, e por alunos do Centro Universitário Una. O dado mostra como a droga, embora pareça invisível para muitos, está presente em nosso ambiente social e cada vez mais pulverizado pelo tráfico. A média de teor da droga nas cédulas foi de 136 microgramas. “É uma quantidade baixa do ponto de vista toxicológico, mas alta do ponto de vista social.”

O que será que tem mais bactérias? O dinheiro, o carrinho de mercado ou uma maçaneta? Situações do dia a dia oferecem mais riscos de contaminação, como por exemplo, pegar o dinheiro e levar a mão à boca, tocar na maçaneta da porta do banheiro ou levar o carrinho de supermercado.

Em todas essas situações, o hábito de lavar as mãos ou higienizá-las com álcool gel já ajuda muito a evitar a contaminação, no entanto, o álcool gel é ainda mais eficiente porque mata as bactérias, enquanto a água e o sabão apenas as retiram da superfície.

Nossas mães sempre diziam; “não deve pôr dinheiro na boca porque o dinheiro passa na mão de todo mundo, e é difícil saber onde todo mundo pôs a mão antes de pegar no dinheiro”. Esse fenômeno de notas de dinheiro passando de um para o outro é o que causa o chamado “Dinheiro Sujo”: notas de dinheiro infestadas de micróbios, bactérias e vermes. Sem dúvida é um grande problema social, que faz com que as pessoas fiquem muito felizes quando tiram dinheiro do caixa eletrônico e veem com alegria que ele é novinho (até estrala).

O cartão de débito é a melhor saída para vários males, além de diminuir consideravelmente a quantidade de bactérias, ele também evita que outras “bactérias e vermes do mal“ surrupiem nosso dinheiro.

 

(André Junior – Membro UBE – União Brasileira de Escritores – Goiás [email protected])

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