Opinião

Investigar Lula e Dilma é clamor da nação

diario da manha

O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (ele também é ministro do Supremo Tribunal Federal), no cumprimento de suas atribuições constitucionais, determinou que a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal realizem investigações sobre a origem do dinheiro destinado à campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, pois segundo delatores presos na Operação Lava Jato, entre eles o doleiro Alberto Youssef, a campanha de Dilma recebeu  vultosos valores desviados da Petrobras. Como instituição de Estado e não do Governo, a Polícia Federal, com  o respaldo do Ministério Público Federal, deve mapear a extensão do escândalo de corrupção que já atinge o Palácio do Planalto, cujo esquema criminoso funcionou nos dois mandatos do governo Lula, com início  em 2004, seguindo  até  2012 na gestão de sua afilhada política. O correto procedimento do ministro Gilmar Mendes, ao  ordenar a investigação sobre a procedência ilícita dos desvios na Petrobras à campanha da atual presidente da República, que desgoverna o País, vem ao encontro da restauração da dignidade, da moralidade e da ética na gestão  pública da Nação. O governo do PT é o responsável pela megarroubalheira na Petrobras nos últimos 12 anos. O povo  brasileiro está  certo  de que a Polícia Federal, os procuradores federais, o juiz Sérgio Moro e outros magistrados que honram a toga, vão minimizar  a corrupção endêmica no Brasil, notadamente na estatal-símbolo criada pelo ex-presidente  Getúlio Vargas.

No recente artigo “O Elo José Dirceu, Lula e Dilma Rousseff” (DM, 15/8) revelamos as estreitas ligações deles e respectivas afinidades político-partidárias e  ideológicas e os métodos  ilegais usados como projeto de poder. O primeiro, que foi da luta armada contra a ditadura militar, ocupou a chefia da Casa Civil no governo Lula a partir de 2003, quando  se tornou operador do mensalão (compra de apoio parlamentar) e pelo qual  foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Voltando a delinquir, foi novamente preso, agora  pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, no Paraná, por desvios de milhões de reais da principal estatal  brasileira. Ele irá depor segunda-feira na CPI da Petrobras, que vai ao Paraná. Será que ele falará  que Lula é o pai do mensalão e do petrolão? Achamos que não. Lula, com seu  cinismo, criou a tática de menti r e mentir até parecer verdade, tentando imitar o nazista Joseph Goebbels,  chefe de propaganda de Adolf  Hitler. O ex-presidente finge nada saber  sobre o mensalão e a corrupção na Petrobras. É mais um deboche de Lula (ele voltou a blefar no horário político) não estava preparado para comandar a Nação, tal qual sua dileta afilhada política. Os delatores presos pela Lava Jato, entre os quais Ricardo Pessoa, Renato Duque, Alexandrino Alencar, Léo Pinheiro, Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Alberto Youssef,  já chegaram com a corrupção no Planalto com Lula, Dilma, ministros e ex-ministros.

Entre os mais de 50 políticos citados pela Lava Jato, abrangendo vários partidos, com maior abrangência no PT, PMDB, PTB, PP, PR, PDT, PC do B, além do PSDB, constam ministros, ex-ministros dos governos Lula e Dilma, senadores e deputados e outros figurões, entre os quais Renan Calheiros. Eduardo Cunha, Fernando Collor, Aloizio Mercadante, Gleise Hoffmam, Lindbergh Farias, Edison Lobão, Romero Jucá, Aguinaldo Ribeiro, Humberto  Costa, Valdir Raupp, Ciro Nogueira, Mário Negromonte, Benedito de Lira, Waldir Maranhão, Antonio Anastasia, Fenando Haddad (atual prefeito de São Paulo), José Dirceu (preso), José de Filippi Junior (responsável  pelas finanças  da campanha de Lula à reeleição em 2006), José Carlos Bumlai, ex-deputado André Vargas (preso), ex-deputado Cândido Vaccareza, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT (preso) e homem de confiança do ex-presidente Lula da Silva. No caso dos  políticos citados pela Lava Jato, a realidade é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reconduzido às funções pela presidente Dilma Rousseff, só denunciou até agora o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que o criticou duramente na sabatina do Senado; o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a  ex-deputada Solange Almeida, também do PMDB do Rio de Janeiro e ligada ao presidente da Câmara. Por que Janot não incluiu na sua listagem o ex-presidente Lula e sua cria Dilma. O estranho, porém, é que o procurador Rodrigo Janot, afagando a presidente Dilma, deixou de denunciar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que  voltou a fazer o jogo do Palácio do Planalto na agenda de votações, inclusive tentando influenciar o Tribunal de Contas da União para aprovar as contas irregulares de 2014 da presidente, que lança mão de todos os meios, inclusive aéticos, para se manter no governo. E o que não dizer ainda dos gastos de sua campanha eleitoral pendentes de aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral e que estão sob suspeitas de doações que sua campanha recebeu (milhões de reais) dos desvios na Petrobras, conforme sucessivas denúncias de  delatores presos pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. Daí a justa decisão do ministro Gilmar Mendes ao decidir  que a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal investiguem  a origem dos milhões de reais pró-campanha Dilma em 2014.

A recente acareação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, com o doleiro Alberto Youssef, na CPI  da Petrobras, não era necessária, pois Youssef, em fins de outubro de 2014, em depoimento de delação premiada a delegados da Operação Lava Jato e na presença de um procurador federal, no Paraná, declarou que o “ex e a atual presidente da República, não só conheciam como também usavam o esquema de corrupção na Petrobras”. Lula é que deve ser convocado para esclarecimentos sobre doações à sua campanha com desvios saqueados do Petrolão (passível de ações penais), assim como a presidente Dilma, que também  está sendo investigada por decisão do ministro Gilmar Mendes. Ademais, suas contas de 2014 estão sub-judice do TCU, o mesmo ocorrendo com seus gastos de campanha no TSE (crimes contra a probidade na administração e de responsabilidade CF, art. 85, incisos V e VI). Por sua vez, Lula está sendo investigado  pela Procuradoria da República do Distrito Federal por tráfico de influência com suas  viagens ao exterior em jatos da Odebrecht, mas até agora tudo  está em sigilo. E os recursos suspeitos do Instituto Lula? Será que a CPI do BNDES vai deixar de convocá-lo, pois bilhões de reais foram gastos com fins subalternos, enquanto não há recursos para a saúde, educação, segurança e outros setores públicos essenciais.

Na verdade, o lulopetismo, que diz uma coisa e faz outra, traiu o  Brasil, chegando ao absurdo de socorrer financeiramente países governados por ditadores, a exemplo da Venezuela, Cuba e Guiné Equatorial. Ao criar o slogan, “Brasil-Pátria Educadora”, Dilma incorreu em sua estratégia de enganação, praticando fraude, pois o Ministério da Educação fez cortes drásticos no relevante setor educacional. Na Universidade Federal de Goiás, por exemplo, professores e servidores estão em greve  há mais de mês, tendo em vista a redução de R$ 36 milhões no Orçamento da UFG. Que “Pátria Educadora” é essa, presidente Dilma, quando o Ministério da Educação deixa as Faculdades federais à mingua de recursos, prejudicando seus alunos, professores e servidores? Não  sem razão, o povo brasileiro, na sua grande maioria, está indo às ruas para protestar contra o desgoverno e a roubalheira do colarinho branco. Investigar Lula e Dilma é real clamor Nação para levá-los à Justiça.

PS: Dia 20 último, com a coordenação do ex-vereador Mário Ghanam, um grupo de moradores do Setor Coimbra, bairro nobre da Capital, se reuniu na esquina da Rua 237 com a 258, com o objetivo de pedir segurança para o populoso bairro diante de vários assaltos que vêm ocorrendo na região, inclusive em residências. A TV Serra Dourada esteve presente e ouviu as queixas do grupo de moradores sobre o descaso da segurança no histórico bairro e pediu providências das autoridades de segurança pública, sobretudo da Polícia Militar, para rondas diárias e noturnas nas diversas ruas do Setor Coimbra. Passados quase 10 dias, são raras as viaturas da PM que transitam no bairro e sua população continua assustada, a exemplo do que acontece nos demais bairros e região Metropolitana de Goiânia. Daí o nosso apelo ao coronel Sílvio Benedito Alves, comandante-geral da Polícia Militar, para que determine ao Comando metropolitano da PM um policiamento mais ostensivo no setor, tendo em vista o justo pleito de seus moradores por mais segurança no bairro. Ao longo de nossa história no Jornalismo, defendemos a criação do Ministério de Segurança Pública para uma ação integrada com os Estados (o Brasil vivencia o regime da bandidocracia), motivo pelo qual a segurança pública não pode ser apenas dever do Estado, mas também da União. O Congresso tem o dever institucional de reformar o artigo 144 da Lei Maior do País.

 

(Armando Acioli, jornalista e formado em Direito pela UFG)

Comentários

Mais de Opinião

27 de outubro de 2018 as 21:44

A estratégia de Pedro

27 de outubro de 2018 as 21:18

Bom dia, Brasil

26 de outubro de 2018 as 21:35

As propostas de Bolsonaro

26 de outubro de 2018 as 21:34

Ensaio sobre a criação do espaço

26 de outubro de 2018 as 21:33

Um amor de Goiânia

26 de outubro de 2018 as 21:32

Brasil e totalitarismo

26 de outubro de 2018 as 21:07

Esses corregedores do CNJ são uma piada

26 de outubro de 2018 as 21:00

O voo do DM

26 de outubro de 2018 as 20:57

Casos de câncer de mama sobem no País

26 de outubro de 2018 as 20:53

O Brasil pede socorro à CNBB!

26 de outubro de 2018 as 20:49

O direito de sonhar

26 de outubro de 2018 as 20:47

O STF legisla demais