diario da manha

O artigo O silêncio dos inocentes, escrito, e muito mal escrito, pela advogada Silvana Marta, publicado no jornal Diário da Manhã, poderia ser risível, até pelos erros de grafia e de coesão que contém, mas é, sobretudo, desastroso em seus frágeis e ignorantes argumentos sobre a proposta de gestão compartilhada das escolas estaduais com Organizações Sociais apresentada pelo governador Marconi Perillo.

Tem Silvana Marta o fito de defender um grupo radical que invadiu as escolas sob o falso argumento da privatização e da ausência de diálogo com a comunidade escolar, mas que não sabe nem quer tomar conhecimento da proposta, visto que a “maioria” nem sequer estudante é.

Grupo radical que quer confundir a opinião de pais e alunos, espalhando a deslavada mentira de que se quer privatizar o ensino. Grupo corporativista que só fica ao lado de professores e estudantes quando para defender seus próprios interesses. Grupo que não representa professores ou alunos, mas os interesses políticos da oposição carcomida e ultrapassada liderada por PT e PMDB.

É do lado dessa gente que a indigesta “escritora” está.

A implantação das Organizações Sociais na Educação é um projeto ousado e moderno do governador Marconi Perillo, que vai transformar as escolas goianas em centros de excelência educacional, onde os filhos dos trabalhadores terão acesso às mesmas tecnologias, equipamentos e confortos oferecidos pelas escolas particulares. Com a diferença de que as escolas estaduais continuarão inteiramente públicas e gratuitas.

As Organizações Sociais, ao contrário do que afirma a rábula, não podem fazer o que quiserem na administração das escolas e muito menos com relação aos professores e funcionários administrativos, por estarem sujeitas a um contrato de gestão, com indicações claras e punições severas, até cancelamento do contrato, em caso de descumprimento das metas acordadas.

Pergunte aos pacientes dos hospitais sob a responsabilidade do Governo de Goiás, que estão sendo geridos por OSs, se alguém quer que eles voltem à situação anterior, quando faltavam medicamentos e sobravam imensas filas.

O governador Marconi Perillo é um democrata nato e sua equipe de governo há seis meses vem debatendo com pais, alunos, professores e diretores o melhor modelo para o compartilhamento da gestão das escolas com as Organizações Sociais. O diálogo permanece aberto em prol da construção do melhor modelo, porque a intenção do governo estadual é aumentar a qualidade de ensino, garantindo a melhor educação para os alunos da rede pública.

Num hipotético governo, comandado por uma múmia política da qual a Dona Silvana é admiradora fanática, a situação seria muito diferente. A repressão seria imediata, como sempre foi quando ele teve o poder em qualquer nível e, certamente, as forças de segurança já teriam recebido a ordem para expulsar os ocupantes.

Vivemos em outros tempos, e Marconi Perillo é um governante que trabalha para atender aos interesses da maioria dos goianos e não de minorias que defendem interesses políticos escusos, ultrapassados e corporativistas.

As escolas com gestão compartilhada com Organizações Sociais continuarão tendo eleições para diretor, o Conselho Escolar manterá sua autonomia e os direitos dos trabalhadores da Educação serão respeitados integralmente. Mas vai acabar a influência daqueles que vivem do suor do professor e dos educadores, usando o ambiente escolar como palanque para que alguns possam desfrutar do parasitismo sindical.

Com a gestão compartilhada, os profissionais da Educação que amam e defendem o nobre o ofício de ensinar e formar cidadãos conscientes – felizmente e sem dúvida nenhuma a maioria absoluta dos servidores – poderão se dedicar exclusivamente à sua missão. À Organização Social caberá promover as condições de infraestrutura para que o ensino-aprendizagem siga o seu curso, sem sobressaltos. Assim, professores, pedagogos e psicólogos poderão dar atenção integral ao aluno e ao ensino-aprendizagem, enquanto os gestores ficarão responsáveis, sob a fiscalização integral do Governo de Goiás, de promover a manutenção e reforma das escolas, compra, instalação e conserto de equipamentos, limpeza e conserva, segurança e outras atividades relacionadas à infraestrutura escolar.

Fica o alerta aos pais e alunos de escolas públicas: o que esse grupelho que tem Silvana Marta como porta-voz está querendo é manter interesses sindicais e corporativistas. Grupelho que não está nenhum pouco preocupado com a qualidade da educação ou com a melhoria da qualidade das escolas. O governador Marconi Perillo quer uma educação nota 10, que forme alunos preparados para a vida em comunidade e para o mercado de trabalho.

Já esse grupelho quer que tudo continue como está para que continuem tendo os argumentos que justifiquem as greves, para que se mantenha o espírito de corpo, mais interessado em privilégios e penduricalhos salariais do que em oferecer aos nossos filhos um ensino digno, moderno, seguro, confortável e motivador.

Quanto à Silvana, sua infeliz candidatura ao cargo de deputada estadual diz tudo: nem a família votou nela, o que prova que ela realmente está qualificadíssima para o debate de grandes temas da vida do povo goiano.

 

(João Aquino Batista, jornalista)

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