Opinião

Acordos de Washington

diario da manha

Contemporaneamente o Brasil vive uma profunda crise política, econômica, e sobretudo de representação. Os inconformados com a falta de votos e a perspectiva de nova derrota eleitoral, as elites brasileiras destilam irresponsavelmente seu veneno cheio de ódio e preconceito contra o estado democrático de direito.
Pregam abertamente um golpe institucional, calçados em togas antirrepublicanas, na eterna aliança com o monopólio midiático, que sempre fora subserviente aos interesses mais primitivos de nossa pátria.
Neste momento, é importante buscarmos na história, referências para melhor compreendermos a atualidade, mas não devemos nos guiar pelo embuste da educação desonesta e alienante que apreendemos nos bancos escolares sucateados e contaminados por uma formação rasa de submissão e despolitização cidadã.
Neste contexto, é importante resgatarmos a implementação da indústria siderúrgica no Brasil, onde não se colocou a pátria de joelhos, mas de forma soberana.
Vivenciávamos a Grande 2ª Guerra Mundial, onde as forças nazifascistas, o ideário da extrema direita, que mostrou a face mais perversa do ódio e do preconceito contra seus adversários, dominava a Europa. Aqui no Brasil vivíamos o projeto de industrialização e conquistas de direitos, sob o Governo de Getúlio Vargas.
Na geopolítica mundial era estratégico o apoio do Brasil aos esforços aliados para combater as forças de Hitler na Europa, e foi quando Getúlio convidou o presidente americano Roosevelt para vir ao Brasil, fruto de diversas conferências entre os dois governos.
Em 28 de Janeiro de 1943, o então presidente Americano Franklin Delano Roosevelt, participou da Conferência de Natal. Embora curta a visita, foram acordados inúmeros compromissos, como por exemplo, a criação da FEB – Força Expedicionária Brasileira -, a construção da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN -, dentre outros, e o Brasil se comprometeu em fornecer minérios estratégicos e importantes produtos para a indústria bélica americana.
Assim, com esse acordo, Getúlio cria a CSN que forneceria aço para os aliados durante a 2ª Guerra Mundial, e na paz ajudaria no desenvolvimento do Brasil.
Acordo esse que não evitou a entrada efetiva do Brasil na 2ª Guerra Mundial com tropas em combate na Europa.
A edificação da Companhia Siderúrgica Nacional foi de suma importância para o desenvolvimento pátrio.
Contudo, as ações de Getúlio Vargas desmontaram de forma inconteste que os interesses legítimos do povo Brasileiro, sempre foram fator determinante em seu Governo.
Getúlio jamais se curvou ou admitiu que o Brasil se curvasse aos interesses externos. O que o difere dos presidentes que o sucederam, uma vez que sempre se comportou como um Estadista.
A CSN foi privatizada no Governo de Itamar Franco em um de seus delírios neoliberais.
Entretanto, a CSN foi um dos grandes símbolos, de que não é necessário que a pátria fique de joelhos.
E que assim como Itamar privatizou a Companhia Siderúrgica Nacional, a contemporânea direita quer privatizar a Petrobras, outra obra do Estadista Getúlio Vargas.

(Henrique Matthiesen, bacharel em Direito)

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