Opinião

Mão de obra do bem

Voluntariado representa 16 milhões de brasileiros que colaboram com trabalho de instituições e hospitais, com humanização e qualidade do serviço prestado

diario da manha

 

Sem remuneração e com prestígio social, o trabalho voluntário é uma forma de ajudar quem precisa fazendo a diferença. Pesquisa realizada no setor demonstra que 16,4 milhões brasileiros são voluntariado, desses apenas 7% são jovens, número bem menor do que é encontrado nos Estados Unidos com 62%. Além disso, 54% dos jovens brasileiros desejam ser voluntários, mas não sabem por onde começar.

De acordo com o gerente Wellington Divino Fassa, do Centro Goiano dos Voluntários (CGV) da Organização das Voluntárias de Goiás, esse tipo de trabalho é sem remuneração alguma. em diversas formas de atividades, organizadas ou não, em prol da melhoria da qualidade de vida.

A lei que determina como deve ser o trabalho de voluntário, é a Lei n.º 9.608, de 18 de fevereiro de 1998. “O serviço voluntário foi caracterizado como atividade não remunerada prestada a Instituições sem fins lucrativos ou entidades publicas. Estabelece também um instrumento de trabalho denominado termo de adesão, que é um documento a ser celebrado entre a entidade e o prestador de serviço voluntário”, afirma o gerente Wellington Fassa.

Wellington esclarece que a intenção de ser voluntário é para dar um novo sentido a vida, uma forma de gratidão, religiosidade em alguns casos e pelo fortalecimento da cidadania. Mas, o gerente ressalta que para ser voluntário, o interessado por capacitação antes do início do trabalho. E não existe tempo determinado pelo trabalho, só depende do voluntário se tiver vontade de dar continuidade, além de disponibilidade e tempo.

Quem pode ser voluntário? Fassa explica que toda pessoa pode ser voluntária, começando pelo pré-cadastro via telefone ou e-mail, posteriormente a participação de palestra de capacitação. “Para ser encaminhado, o voluntário capacitado passa por uma entrevista com assistente social e/ou psicóloga da CGV. Feita a escolha da Instituição e havendo vaga, fornecemos o encaminhamento a ser apresentado ao coordenador de voluntário da empresa”.

“Respeitar valores, crenças e normas da instituição (sigilo profissional) e que o trabalho voluntário deverá ser exercido com o mesmo cuidado, carinho e responsabilidade que qualquer outro trabalho”, enfatiza Wellington referindo a ética no trabalho voluntário.

O gerente Wellington comenta que o trabalho voluntario dentro dos hospitais tem se destacado nos atendimentos com  a humanização e a qualidade dos serviços prestados, buscando sempre a satisfação dos pacientes e seus familiares, além de somar  com  a equipe de profissionais.

Somente no ano passado foram cadastrados 1.257 voluntários pelo CVG e atualmente são 179 instituições cadastradas. Entre os hospitais parceiros com convênio na OVG: Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), Hospital Materno Infantil (HMI), Hospital de Medicina Alternativa (HMA), Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e a Vila São José Bento Cottolengo. Além disso, há várias outras empresas na área social, educação, cultura, esporte e lazer e outros.

Voluntária Marinalva Rosa Medeiros, 57 anos, mãe de treze filhos com idades entre 20 a 42 anos, é voluntária há 4 anos do Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). Ela conta que veio embora da Bahia devido uma grande crise na seca e trabalhava como produtora rural, acabou perdendo tudo que tinha com a plantação. Ao chegar em Goiânia, se deparou com pessoas muito bondosas que a ajudaram a proporcionar o melhor para os filhos. Com isso, pensou que era preciso buscar uma outra forma de contribuição a um povo “tão hospitaleiro”, como relata.

A voluntária conta que presta serviço como apoio ao setor de psicologia, no hospital. “Ajudo a preparar o visitante quando vai visitar o enfermo, passo as orientações e os cuidados que devem ser tomados. Gosto muito desse trabalho!”, afirma.

Projeto afeto

Em Goiás, um grupo de voluntárias criaram uma ação social elaborada por um grupo de mulheres de diferentes idades e áreas de formação com o propósito de realizar uma ação voluntária para atender mulheres em condições menos favorecidas e em situações de risco. “Compartilhamos da citação de Dalai Lama ao refletir que a ajuda aos semelhantes deve ser motivada pela preocupação do bem estar alheio, considerando que na prática as pessoas envolvidas na ação, adquirem um maior vínculo afetivo, amizade, fraternidade e o espírito de solidariedade”, explica Cleusa Almeida, uma das organizadoras do projeto.

O projeto “Afeto e beleza: levando carinho e cuidado às mulheres menos favorecida” distribui bolsas, itens de beleza e higiene para serem distribuídos para as mais necessitadas. “Temos a certeza que levaremos momentos alegres ao distribuir itens materiais a quem precisa ou tenha perdido a chance em continuar usando e levar alegria”, relata.

Voluntárias que participam do projeto Afeto. (Divulgação)
Judoca com síndrome de Down será voluntário na Rio 2016

Judoca com síndrome de Down será voluntária na Rio 2016

Agência Brasil

Primeiro atleta com síndrome de Down a conquistar uma faixa preta no judô em todo continente americano vai trabalhar como voluntário nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Breno Viola tem 35 anos e, além de judoca, é ator e trabalha como autodefensor na ONG Movimento Down. Ele diz estar otimista com o desempenho do Brasil neste ano nas Paralimpíadas.

O judô paralímpico é praticado exclusivamente por pessoas com deficiências visuais. Os atletas começam a luta segurando o quimono do adversário e o contato deve ser constante.

Breno Viola diz que seu trabalho será acompanhar os competidores até a arena. Para além dos Jogos Paralímpicos, Breno Viola luta para ampliar as oportunidades de trabalho para as pessoas com síndrome de Down.

No último dia 21 de março, foi comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A síndrome é uma alteração genética que consiste na existência de um cromossomo extra e atinge aproximadamente 1 a cada 700 bebês.


Emprego: saiba como o trabalho voluntário pode valorizar o seu currículo

Agência Brasil

O voluntariado pode potencializar a sua carreira. No mercado de trabalho cada vez mais competitivo, sai na frente quem consegue se diferenciar. Entre os pontos que podem ajudar seu currículo a se destacar em meio aos demais concorrentes, o voluntariado ganha cada vez mais força.

Segundo definição da Organização das Nações Unidas (ONU), recebe o nome de voluntário o jovem ou o adulto que, devido ao interesse pessoal e ao espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, às diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social ou outros campos.

O consultor de Carreiras da Plataforma de Empregos, Renato Mendes contou que o trabalho voluntário tem sido um diferencial para as empresas há algum tempo, tanto para o profissional que está se colocando no mercado ou aquele que está à procura do primeiro emprego.

“As empresas dão preferência para candidatos engajados em um projeto voluntário, ou que já fizeram algum projeto. Eles acabam sendo destaque e, às vezes, até um ponto definitivo na hora da contratação”.

Segundo o consultor, as empresas levam em consideração a pessoa que já participou ou faz algum trabalho voluntário pelo fato de ela ser uma pessoa mais focada para a área humana. Ou seja, na visão das empresas, ela tem mais facilidade em um momento de crise e, por isso, são mais valorizadas no mercado de trabalho.


 

Médicos brasileiros voluntários nas Olimpíadas superam estrangeiros

Agência Brasil

O número de médicos brasileiros que se inscreveram como candidatos a voluntários nos Jogos Olímpicos de 2016 superou o de estrangeiros nas últimas duas semanas, disse o chefe médico do Comitê Organizador Local (COL), João Grangeiro. Aproximadamente 750 profissionais brasileiros estão com nome na lista. Entre os estrangeiros, o número é quase 600, invertendo o quadro verificado pelos organizadores no início do mês.

“A expectativa é ter mais médicos brasileiros do que estrangeiros. Posso dizer que essa é a nossa expectativa e esse é o nosso sonho”, destacou Grangeiro, ao acrescentar que o número de médicos estrangeiros costuma ser alto em todas as edições dos jogos. “Existe uma população de médicos estrangeiros que trabalha com a medicina do esporte há muito tempo e se programa a cada quatro anos para estar nas Olimpíadas. Eles tiram férias para poder estar com a gente aqui por 10, 20 dias.”

O número de inscritos já supera a quantidade de médicos planejada para atuar nos jogos – entre mil e 1,2 mil profissionais. Os candidatos a voluntário, no entanto, ainda passarão por um processo seletivo antes de ter a participação confirmada. “Há muito espaço ainda [para inscrições], e o que a gente não pode esquecer é que, mais na frente, vai haver um processo seletivo também. Muitas dessas pessoas têm a intenção hoje de participar, mas, amanhã, acontece alguma coisa, e elas são obrigadas a ir embora e viajar, ou assumem outros compromissos. Então, a ideia é a gente continuar a incentivar fortemente que essas pessoas entrem no site até o dia 15 de dezembro e façam a inscrição.”

Os candidatos passarão por análise curricular e entrevistas e deverão comprovar a formação declarada na inscrição. Os médicos voluntários atuarão principalmente nas estruturas pré-hospitalares apresentadas por João Grangeiro e integrantes da organização no 46º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, no Rio de Janeiro. O evento nacional, que ocorre na cidade junto com congresso mundial da especialidade, tem sido um polo de atração de interessados, pois o COL montou um estande de inscrições e informações na área de exposições.

“A maioria desses médicos está familiarizada com competição esportiva, e a grande maioria atuará nos locais de competição, trabalhando junto com a equipe local prestando socorro aos atletas.”

Segundo Grangeiro, é muito provável que hospitais públicos e privados sejam usados no atendimento de atletas durante os jogos. A expectativa dos organizadores é que a recorrência desses atendimentos seja pequena. “O que eu posso dizer é que, historicamente falando, o número de atletas e oficiais que necessitam de tratamento hospitalar, ou seja, que dão entrada num hospital é muito pequeno. Até porque, a gente monta uma estrutura e uma cadeia de atendimento pré-hospitalar que é bastante eficaz. O número de pessoas que acabam tendo necessidade de ir ao hospital é bastante reduzido.”

As unidades de saúde que serão usadas ainda não estão definidas, mas o planejamento já está “desenhado”, segundo o chefe médico. “A gente não tem nenhum interesse em sobrecarregar a rede pública ou a rede privada com o número extra de atendimentos.”

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