Opinião

Fatos pitorescos e rocambolescos da política brasileira

diario da manha

Pre­so des­de ju­nho des­te ano em re­gi­me si­mi­a­ber­to, o de­pu­ta­do fe­de­ral Cel­so Ja­cob (PMDB-RJ) foi fla­gra­do no úl­ti­mo do­min­go ten­tan­do en­trar no com­ple­xo pe­ni­ten­ci­á­rio, em Bra­sí­lia, com dois pa­co­tes de bis­coi­to e um de quei­jo pro­vo­lo­ne es­con­di­do  na cu­e­ca. Fon­te: Uol no­tí­cias.

O he­si­tan­te  STF é uma ver­go­nha. Se ze­las­se pe­la Cons­ti­tu­i­ção, ja­mais po­de­ria per­mi­tir que um con­de­na­do e pre­so pu­des­se con­ti­nu­ar a exer­cer man­da­to po­lí­ti­co.

Por ou­tro la­do, os con­gres­sis­tas fe­de­ra­is são imo­ra­is igua­is ao Ja­cob, pois per­mi­tem que um con­de­na­do, e hós­pe­de da Pa­pu­da, con­ti­nue a pres­tar ex­pe­di­en­te na Câ­ma­ra Fe­de­ral, em des­res­pei­to à so­ci­e­da­de e ao con­tri­buin­te, que pa­ga os seus sa­lá­ri­os. Es­te pa­ís es­tá uma des­mo­ra­li­za­ção e pre­ci­san­do de ou­tra in­ter­ven­ção.

Mas não é só o ca­so Cel­so Ja­cob que de­ni­gre a ima­gem po­lí­ti­ca.  Ve­jam: (1) no pla­no fe­de­ral, Mi­chel Te­mer se sus­ten­ta no go­ver­no por ma­no­bras sor­ra­tei­ras ao usar o bal­cão de ne­gó­ci­os, em du­as opor­tu­ni­da­des, pa­ra com­prar a hon­ra­dez de mui­tos par­la­men­ta­res   e com is­so im­pe­dir a Câ­ma­ra Fe­de­ral de au­to­ri­zar a ins­tau­ra­ção de pro­ces­so con­tra o Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca: e (2) no pla­no es­ta­du­al, o pa­ís as­sis­tiu à As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va do Rio de Ja­nei­ro (Alerj) co­me­ter to­dos os ti­pos de des­res­pei­to le­gal ao man­dar li­ber­tar da pri­são, sem or­dem ju­di­cial, o seu pre­si­den­te, de­pu­ta­do Jor­ge Pic­cia­ni (PMDB),  e mais dois de­pu­ta­dos, Pau­lo Me­lo (PMDB) e Ed­son Al­ber­tas­si (PMDB), to­dos re­co­lhi­dos à pri­são por de­ter­mi­na­ção unâ­ni­me de de­sem­bar­ga­do­res fe­de­ra­is do Tri­bu­nal Fe­de­ral da 2ª Re­gi­ão (TRF-2).

Em que pa­ís es­ta­mos, on­de a Cons­ti­tu­i­ção é tra­ta­da com me­nos­ca­bo e in­ter­pre­ta­da be­ne­vo­la­men­te  a fa­vor dos mais for­tes e de for­ma im­pi­e­do­sa em des­fa­vor dos mais fra­cos? Que pa­ís é es­te, cu­jos po­lí­ti­cos es­que­cem a de­fe­sa  dos in­te­res­ses so­ci­ais, a éti­ca e a mo­ra­li­da­de pa­ra de­fen­der par­ti­dos po­lí­ti­cos e  par­ti­dá­rios cor­rup­tos com inex­pli­cá­vel re­le­vân­cia?

Com efei­to, não se po­de es­tar sa­tis­fei­to com o de­sen­ro­lar da po­lí­ti­ca na­ci­o­nal, cu­jos po­lí­ti­cos são be­ne­fi­ci­a­dos com o vo­to obri­ga­tó­rio, com a re­e­lei­ção e com o frá­gil cri­té­rio de fi­li­a­ção par­ti­dá­ria. O in­di­ví­duo pa­ra exer­cer man­da­to po­lí­ti­co, a par­tir de ve­re­a­dor, de­ve­ria ter cur­so su­pe­ri­or com­ple­to e vi­da pre­gres­sa ao man­da­to ili­ba­da.

 

(Jú­lio Cé­sar Car­do­so, ba­cha­rel em Di­rei­to e ser­vi­dor fe­de­ral apo­sen­ta­do Bal­ne­á­rio Cam­bo­riú-SC)

 

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