Opinião

Lula é candidatíssimo

diario da manha

Qual é o ob­je­ti­vo de Lu­la com es­tas ca­ra­va­nas que es­tá re­a­li­zan­do pe­lo pa­ís? Já são três- pe­lo nor­te nor­des­te, por al­gu­mas re­gi­ões de Mi­nas e a úl­ti­ma por ci­da­des do Rio de Ja­nei­ro. Em ne­nhu­ma de­las fez o que pro­me­teu: ou­vir o po­vo pa­ra sen­tir su­as ca­rên­cias e ex­pec­ta­ti­vas.

Ao con­trá­rio, em al­gu­mas ci­da­des, on­de ha­via pou­ca gen­te, até evi­tou o con­ta­to com a po­pu­la­ção e on­de su­biu ao pa­lan­que, mais fa­lou do que ou­viu. E do que tem fa­la­do? De sua pró­pria si­tu­a­ção, ju­ran­do ino­cên­cia e acu­san­do os que, se­gun­do ele, es­tão em com­plô pa­ra pre­ju­di­cá-lo.

Não se po­de di­zer, ape­sar de sem­pre in­clu­ir em su­as fa­las a pos­si­bi­li­da­de de dis­pu­tar as elei­ções e vol­tar ao Po­der, que Lu­la es­te­ja em cam­pa­nha. O tom ca­da vez mais agres­si­vo con­tra os que no­me­ou seus ini­mi­gos, mais cla­ra­men­te con­tra Sér­gio Mo­ro, ex­põe um Lu­la ame­dron­ta­do, na qua­se cer­te­za de que se­rá con­de­na­do e que, por is­so, pro­cu­ra se mos­trar ao seus se­gui­do­res co­mo um per­se­gui­do po­lí­ti­co. Seus dis­cur­sos são ca­da vez me­nos uma pe­ça de cam­pa­nha e ca­da vez mais uma pe­ça de de­fe­sa.

Lu­la es­tá con­ven­ci­do de que não es­ca­pa­rá de uma con­de­na­ção e que por is­so, di­fi­cil­men­te dis­pu­ta­rá uma no­va elei­ção em 2018. Bus­ca uma sa­í­da pa­ra sal­var sua bi­o­gra­fia, sem a dra­ma­ti­ci­da­de do ges­to de Ge­tú­lio, mas que o co­lo­que co­mo uma ví­ti­ma que tom­bou por de­fen­der os po­bres.

Se não é is­to o que pen­sa Lu­la, é bom que co­me­ce a mu­dar sua es­tra­té­gia. Seu cam­po de apoio, ape­sar das pes­qui­sas in­di­ca­rem  o con­trá­rio, vai fi­can­do re­du­zi­do. Ele pre­ci­sa agir pa­ra re­cu­pe­rar a clas­se mé­dia que, se ain­da não o aban­do­nou, an­da mui­to des­con­fi­a­da de sua vi­a­bi­li­da­de po­lí­ti­ca.

Apa­ren­te­men­te fir­me com ele per­ma­ne­cem os elei­to­res mais po­bres, de­pen­den­tes dos pro­gra­mas so­ci­ais que im­plan­tou, e a tur­ma da es­quer­da ca­vi­ar. O pri­mei­ro gru­po po­de ser con­quis­ta­do por ou­tro can­di­da­to, es­pe­ci­al­men­te se hou­ver uma só­li­da re­ver­são na si­tu­a­ção eco­nô­mi­ca. Já a tur­ma do ca­vi­ar, os in­te­lec­tu­ais que in­sis­tem em não evo­lu­ir, de­vem ir com ele até  fi­nal.

Mas são mui­to pou­cos, sem po­der de in­flu­en­ciar pes­so­as, por is­so pou­co sig­ni­fi­ca­ti­vos nu­ma dis­pu­ta elei­to­ral.

 

(Pau­lo Ce­sar de Oli­vei­ra, jor­na­lis­ta e di­re­tor-ge­ral da re­vis­ta Vi­ver Bra­sil e do jor­nal Tu­do BH)

 

Comentários

Mais de Opinião

27 de outubro de 2018 as 21:44

A estratégia de Pedro

27 de outubro de 2018 as 21:18

Bom dia, Brasil

26 de outubro de 2018 as 21:35

As propostas de Bolsonaro

26 de outubro de 2018 as 21:34

Ensaio sobre a criação do espaço

26 de outubro de 2018 as 21:33

Um amor de Goiânia

26 de outubro de 2018 as 21:32

Brasil e totalitarismo

26 de outubro de 2018 as 21:07

Esses corregedores do CNJ são uma piada

26 de outubro de 2018 as 21:00

O voo do DM

26 de outubro de 2018 as 20:57

Casos de câncer de mama sobem no País

26 de outubro de 2018 as 20:53

O Brasil pede socorro à CNBB!

26 de outubro de 2018 as 20:49

O direito de sonhar

26 de outubro de 2018 as 20:47

O STF legisla demais