Opinião

A história do Zebu goiano

diario da manha

Rodando pelas estradas das regiões Sudeste e Centro-Oeste que margeiam propriedades rurais temos uma cena comum da porteira para dentro. Bovinos de cupim alto que é a marca registrada da raça zebuína e que hoje figura nas planilhas do IBGE como sendo 80% da raça predominante no País com 218 milhões de cabeças.
Para chegar a esta atual ocupação de currais, pastos e sistemas de confinamento a raça percorreu um longo trecho desde o século XIX, quando os primeiros exemplares vieram com a finalidade principal da comercialização.
O propósito era atender demandas de consumo interno crescente pela carne bovina. Hoje são mais de 20 milhões de cabeças puras ou híbridas. O mugido do campo de ipês e pequis já tem mais animais que goianos.
Desembarcaram em Goiás na década de 50 e foram abrindo as portas da organização em classe e de trabalho dos criadores. Em 1972 tinham fundado a Associação Goiana de Criadores de Zebu (AGCZ).
Juntar-se era necessário. Tínhamos uma raça nova advinda de um País sem tradição pastoril, com animais pesando pouco mais de 300 kg. Portanto, muitos desafios para o melhoramento genético que utilizou o genoma e as células, além de uma alimentação balanceada para hoje serem gigantes pesando mais de uma tonelada, produzindo mais carne e gerando mais filhos.
A exportação de gado de corte é responsável por boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao agronegócio. Gir, Nelore, Tabanel, Guzerá, Sindi entre tantos outros compõem a história do zebu em Goiás que após alguns anos de pesquisa e conversas com criadores podemos reunir estes e muitos outros dados no livro Uma Parte da História do Zebu em Goiás, que será lançado durante a 9ª Goiás Genética agora em outubro.
Além de história vivemos de futuro. Uma prática constante do agrobusiness. As novas ferramentas tecnológicas revolucionam a produção e incentivam uma verdadeira convulsão no campo.
Nunca foram tão usadas as palavras inovação e disrupção que têm significado mercadológico de mudança constante nos paradigmas de gestão dos plantéis para a concorrência forte no mercado externo e interno. A entrada das startups nos meios de gestão, produção e logística mudam tudo a cada segundo.
Desde o desembarque em um Brasil ainda colonial, a raça Zebu solidificou, ganhou amantes e segue rumo à continuidade de sua história o próximo século com enfrentamentos para ser sempre a mais e melhor opção de mercado.
Wagner Miranda – Presidente da Associação Goiana de Zebu (AGCZ), médico e produtor rural.

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