Opinião

Messias: O Desqualificado Contumaz no Poder!

É notório que a investidura de algum cidadão ou cidadã ao cargo máximo do poder público nacional, via sufrágio universal, é ato de legitimação legal e fortalecimento dos demais ditames constitucionais

diario da manha

É notório que a investidura de algum cidadão ou cidadã ao  cargo máximo do poder público nacional, via sufrágio universal, é ato de legitimação legal e fortalecimento dos demais ditames constitucionais. Aspectos os quais sinalizam que às vontades do povo são soberanas. Mas, é pertinente entender que legitimação legal, isoladamente, é insuficiente para conservar o ser político em estruturas de plenas sustentabilidades político-sociais. É necessário somar outros itens imprescindíveis, isto é, legitimação moral, credibilidade e fidelidade social. Esmiuçando-se, legitimação moral se baseia na busca pelo reconhecimento, através de apoios efetivos, por parte substancial da coletividade. Respaldos sociais estes criados e fortalecidos a partir de positivas condutas morais do ser político para com a sociedade, há tempos. Já, credibilidade social se conquista ao longo do tempo e do convívio íntegro e verdadeiro perante à sociedade. Para completar, fidelidade social, essa germina e cresce em alguns políticos possuidores de características éticas e de bons costumes como lealdade e honradez. A fidelidade evidenciada, vê-se por completa quando os eleitores, em vasta gama, se convencem que as juras, compromissos e promessas do ser político são reais e aceitas naturalmente. E que somente o tempo cronológico separa as palavras ditas das suas realizações concretas. Levando-se em consideração as afirmações explanecidas e reportando para a lastimável realidade política brasileira, chega-se à seguinte conclusão: “que Bolsonaro, ainda, se serve de legitimação legal credenciada pelas urnas eletrônicas. Mas, legitimação moral, credibilidade e fidelidade social estão, a cada novo raiar do sol, bem distantes de seu ascoso, sórdido e hediondo perfil humano e político”. Aspecto que demonstra que o atual presidente da república não possui credenciais político-sociais à altura para governar, com respaldo necessário, o continental território brasileiro e muito menos seu glorioso povo. A realidade, nua e crua, é que Jair Messias Bolsonaro é ser vivente de grau humano inferior, criatura de intelecto limitado e maligno por natureza. Que se encontra com frangalhas rédeas do poder nacional. Comando este delegado através do “erro histórico” que a maioria do eleitorado foi acometido junto às urnas. Melhor dizendo, o povo foi enganado, ludibriado e roubado pelas mentiras eleitorais de Bolsonaro e de seus apoiadores teleguiados inescrupulosos. Messias é tipo de “político” desqualificado contumaz para capitanear, minimamente, milhões de vidas pelo país afora. E mais, para envergonhar, ainda mais, a nação brasileira, o Jair não tem capacidade suficiente para participar de debates e, essencialmente, convencer nenhuma autoridade internacional. Observa-se, incontestavelmente, que aliviante bálsamo está vindo ao encontro da tão sofrida nação brasileira. Certamente, através de implacável impeachment, cassação da chapa eleitoral pelo TSE, avassaladora “surra” nas urnas ou por algum outro modo. Assim, as cidadãs, os cidadãos e a imensa população como um todo se livrarão deste atroz pesadelo que se encontra de inquilino efêmero no pomposo palácio presidencial. Por “ironia do destino”, edificado através da garra, da gana infindável do notável presidente da república, na acepção do termo, Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976). Por fim, alerta ao “presidente de republiqueta” em questão e seus acéfalos, ignóbeis de plantão: “é possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível é enganar todas as pessoas todo o tempo” (Abraham Lincoln/1809-1865).

Valério Gomes – Sociólogo pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Pós-graduado em Ensino de Sociologia e Gestão Pública.

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