Brasil

A esperança de um mundo melhor!

Redação DM

Publicado em 30 de setembro de 2016 às 02:23 | Atualizado há 10 anos

Parece exagerado mencionar esperar por um mundo melhor, haja vista a intenção desse artigo ser a de tecer elucidações sobre a importância de saber votar.

Necessário também esclarecer inicialmente que não existe intenção alguma em elogiar ou ofender quem quer que seja.

O voto teoricamente é uma das mais justas formas da prática da cidadania e é um poderoso instrumento que tem o condão de arruinar ou não um país, uma cidade, um estado. Alguém poderia argumentar o porquê de se falar em mundo melhor focando-se nas eleições que não elegerão o(a) presidente nesses próximos dias.

Ocorre que a união de cidades, estados auxiliam a composição de uma nação, de algo muito maior e dotado de muitas peculiaridades que vão se enraizando e demonstrando simultaneamente situações que são dependentes umas das outras.

Saber escolher os representantes do povo, é de suma importância, de nada resolve sair às ruas, gritar, bater no peito em sinal de louvor à pátria, se o voto não for amplamente pensado e analisado com carinho, com racionalidade. A finalidade da votação  além de eleger alguém, é permitir a fala do povo, as indagações, os pedidos por mudanças.

O país e seus “filhotinhos” (Estados e Municípios) passam indiscutivelmente por uma situação difícil e conturbadora. São tantos candidatos que se apresentam na imprensa televisiva e de forma tão rápida, que fica difícil a população compreender quais são suas propostas.

Não defendo o aumento do horário político, mas apenas observo quantos cidadãos se candidataram e reflito se todos eles sabem do papel a ser exercido pelos eleitos e quão fundamental isso é  para erguer ou arruinar o país como um todo ou seja, estados, municípios.

Algumas pessoas acreditam que votar nulo seja uma solução plausível, mas não é, haja vista que alguém vai ter que ocupar o cargo “x “e o cargo “y”. Então é melhor escolher alguém cujas propostas sejam mais convincentes, sérias, que entenda que todo o trabalho feito por ele em mandatos anteriores não foi um mero favor à população, sofrida e tão desesperançosa,mas sim a realização de uma obrigação que o próprio cargo impõe,exemplo: construção de escolas.

Outro fator importante condiz com a capacidade de administrar e gerir o patrimônio público, atendo-se a detalhes tais como conduta moral, familiar, participação na vida popular em tempos que não sejam somente antecedentes à eleição.

A vida política interessa a todos nós, tem consequências positivas ou negativas de acordo com nossas escolhas, o nosso interesse em mudar um cenário de extremas preocupações e lamentações. Tem sido cada vez mais raro ouvir das pessoas que as mesmas acreditam em algo ou alguém,no entanto sempre há tempo de se mudar!

O poder de acrescer ou diminuir está nas mãos da sociedade, o povo que luta, que se manifesta em movimentos sociais deve ser o mesmo que vai às urnas nesse mês de outubro, que já está chegando cheio de expectativas e “pingadinho de esperança”!

 

(Kelly Lisita Peres, advogada, professora universitária. Especialista em Direito Penal e Processo Penal, Docência Universitária e Direito Civil)

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