A força e o charme das feiras livres
Redação DM
Publicado em 8 de abril de 2016 às 03:12 | Atualizado há 10 anosSempre que me detenho a discorrer sobre essa histórica e aguerrida categoria que diuturnamente presta relevantes serviços à sociedade goianiense, faço questão de enfocar a pujança daquela que foi a maior feira livre de nossa cidade e que localizava-se na Praça A, antiga Praça da OK, em Campinas, nos anos sessenta.
Trago sempre na memória os aspectos dos produtos comercializados e as carroças que eram os meios de transportes à época e também porque tive a oportunidade de trabalhar com meu saudoso pai Miguel Alfredo Carneiro em suas bancas ali instaladas.
As feiras e os mercados que já tiveram em suas fileiras diversas pessoas que ali iniciaram seus trabalhos e que hoje honradamente podemos observar que são empresários de grandes redes de calçados, agências de viagens, construtores de grande parte, políticos, médicos, supermercadistas e outras atividades com destaque na sociedade goiana.
Quero registrar que a feira da Praça A foi transferida para as imediações do Estádio Antonio Acciolli, ali permanecendo até o ano de 1.975, sendo deslocada para o Setor Centro-Oeste (antiga Vila Operária), onde completa 40 anos no local.
Tradicionalmente as feiras são pontos de encontro da população e que além de oferecerem todas variedades de produtos in natura são dotadas de estrutura de atendimento na área alimentar e também nas imediações com os bares e restaurantes com excelentes iguarias.
Mencionando o conjunto dos agentes comerciais desse segmento e a participação popular, não poderia jamais deixar de enfocar as necessidades prequentes e constantes que são importantes e que o poder público e a classe política não providenciam as resoluções para os problemas.
É notório e todos percebem isso tanto os comerciantes e os compradores as necessidades e os compradores as necessidades de instalação de sanitários públicos, segurança e limpeza desses locais.
Temos percebido o início de apresentação de propostas por parte dos pré-candidatos a prefeito de Goiânia que são importantes, mas sugestões para a melhoria e o aperfeiçoamento das feiras livres não são mencionadas.
Os agentes de comercialização do comércio varejista que compõem esse setor que conta com milhares de pessoas, estão ansiosos de receberem idéias possíveis de aplicações para a melhoria de suas atividades.
Observo que os feirantes pelo potencial de votos e seguidores são decisivos em qualquer disputa política e infelizmente não possuem em nenhuma esfera representantes que canalizem suas aspirações ai eu incluo a ausência do sindicato dos feirantes como também a inexistência de associação da categoria.
Faço essas observações e conclamo os pré-candidatos e suas assessorias para pesquisarem junto aos feirantes se as colocações assim estão corretos ou não?
Apoiar os feirantes e contribuir para o seu fortalecimento deveria ser condição sine qua non para a melhoria de vida de nossa cidade.
Que as atenções para as feiras sejam voltadas e planejadas para durante o ano inteiro e não tão somente nos dias dos períodos eleitorais como sempre acontece.
E para encerrar esse artigo gostaria que o prefeito e os órgãos responsáveis pelo Setor de Abastecimento Alimentar de Goiânia mostrassem quais os benefícios que as feiras livres receberam nos últimos anos.
Eu realmente desconheço…
(Mário Ghannam, ex-presidente da Ceasa de Goiás, presidente da Associação brasileira de Ceasas e Sul-Americana, vereador e presidente da Câmara, diretor da OVG, deputado estadual e presidente do Jóquei Clube de Goiás)