A má influência dos pais na alimentação das crianças
Redação DM
Publicado em 15 de outubro de 2015 às 23:00 | Atualizado há 11 anosO Dia Mundial da Obesidade este ano chama a atenção para o aumento da população de crianças gordinhas, que deve chegar a 75 milhões até 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde. Considerada um problema típico de países desenvolvidos, o drama dos pequenos acima do peso atinge proporções endêmicas no Brasil (uma a cada três crianças é obesa) e desafia a saúde pública.
Crianças obesas podem desenvolver problemas de gente grande, como diabetes, hipertensão, distúrbio do sono, doenças cardiovasculares e, no médio, longo prazo, até mesmo câncer.
A dificuldade para tratar o problema começa em casa. De 30% a 45% dos pais não sabem identificar o sobrepeso e a obesidade. Para ajudá-los, foi criada a primeira calculadora da curva de IMC (Índice de Massa Corporal) para crianças, que levam em conta, além do peso e da altura, fatores como sexo e idade. A calculadora foi desenvolvida pela Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) e estará disponível, gratuitamente, no site da entidade. “Algumas vezes a criança não tem aquela aparência gordinha, apenas um acúmulo de gordura na barriga, mas, segundo a curva, está sim obesa”, explica a endocrinologista Cíntia Cercatto, presidente da Abeso. Site – Odia.com
A OMS lembra que a falta de atividade física e a cultura do consumo de alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar é uma combinação fatal. A obesidade está relacionada a uma série de fatores, como hábitos alimentares e atividade física, além de fatores biológicos, comportamentais e psicológicos. Não se trata de um problema meramente estético. Além de frequentemente sofrerem “bullying” por parte dos colegas frequentemente, crianças obesas tendem a desenvolver vários filhos obesos e tumores e também problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas e a má formação do esqueleto.
O sobrepeso e a obesidade são o quinto fator principal de risco de disfunção no mundo. A cada ano, pelo menos 2,8 milhões de pessoas adultas morrem em consequência do sobrepeso ou da obesidade. 44% dos casos de diabetes, 23% dos casos de cardiopatias isquêmicas e de 7% a 41% dos casos de alguns tipos de câncer são atribuíveis ao sobrepeso e á obesidade.
Atualmente, muitos profissionais ministram palestras de educação alimentar. Já existe uma tecnologia avançada e apropriada para calcular a quantidade de calorias ingerida diariamente. Mesmo com esses recursos, as pesquisas tendem a revelar que o número de crianças e adolescentes com sobrepeso continua a crescer.
Um fator que tem contribuído imensamente para o aumento da obesidade no mundo inteiro e para o declínio do consumo de alimentos mais saudáveis (frutas, saladas, alimentos integrais e sucos naturais, por exemplo) é a expansão do fast-food e do comércio de junk food (guloseimas muito calóricas, cheias de açúcares, gorduras e sódio), que podem causar doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.
Podemos considerar que a influência dos pais na alimentação das crianças também contribui para que elas se tornem obesas. Hoje em dia vemos que cada vez mais temos uma alimentação com base em lanches, doces, enfim, as chamadas porcarias, e menos alimentos saudáveis.
Os pais acabam influenciando os filhos a comerem alimentos mais gostosos e mais rápidos de se preparar, em vez de montarem uma alimentação saudável que contribui para um bom crescimento, boa saúde e menos problemas de saúde.
As causas podem ser costume dos pais em comerem aquele tipo de alimento, falta de informação ou até mesmo certos mitos, como o de que crianças mais gordas são mais saudáveis.
Algumas dicas para ajudar os pais a incentivar o exercício incluem:
- Limitar o uso de computador e televisão em até 1 hora por dia;
- Procurar atividades que a criança goste;
- Incentivar a família a participar regularmente de atividades ao ar livre;
- Permitir que a criança faça atividades como judô, natação, karatê, escolinha de futebol ou dança, por exemplo.
(André Junior, membro UBE – União Brasileira de Escritores – Goiás – [email protected])