A olimpíada do Rio redescobriu o Brasil
Redação DM
Publicado em 25 de agosto de 2016 às 02:23 | Atualizado há 10 anosAs expectativas do mundo inteiro eram as mais pessimistas quando o assunto era a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. O pessimismo e a descrença foram os combustíveis alimentadores do noticiário da imprensa internacional que apostava no fracasso e na derrocada total do ousado empreendimento.
Uma crítica ostensiva e impiedosa por parte da imprensa brasileira e internacional se abateu sobre os organizadores do maior evento esportivo do planeta a ser realizado nas terras do Cruzeiro do Sul. Renomados órgãos da imprensa internacional vaticinavam com estardalhaço ressaltando os aspectos negativos que haveriam de contribuir para que a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro fosse realmente um fracasso.
O laureado jornal norte americano The New York Times um dos mais conceituados do planeta chegou a afirmar taxativamente que os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro seriam um “desastre” e uma “catástrofe”. Com o país envolto em uma grave crise moral, econômica, social e em meio às dúvidas e incertezas proporcionadas por um cenário político pouco alentador a nação brasileira ficou dividida entre os que acreditavam e os que não acreditavam no empreendimento.
O tempo, senhor absoluta da razão e que passava celeremente se encarregou de dirimir as dúvidas e restabelecer a ordem natural das coisas. A abertura dos Jogos foi apoteótica, um evento magistral de raríssimo esplendor que encantou o mundo, deu serenidade aos organizadores e arrefeceu as expectativas pouco alvissareiras dos pessimistas.
Era previsível que não haveríamos de encontrar perfeição total em um evento de excelente magnitude e levado a efeito num momento histórico caracterizado por grandes convulsões sociais, com a violência grassando por toda parte neste mundo de incoerências, paradoxos e contradições.
E os pontos negativos se materializaram na Piscina Verde, nas críticas pontuais da China e Austrália com as falhas nas instalações, as filas, as arenas vazias, metrôs fechados, ônibus e trens lotados, pedradas, bala perdida e morte de soltado, além da inesperada queda da Câmera lesionando várias pessoas. O que mais causava medo aos atletas e participantes dos Jogos Olímpicos era o vírus da Zika, a falta de segurança e o terrorismo.
Felizmente para a alegria dos visitantes e para Gaudio e felicidade das autoridades, dos organizadores e do povo brasileiro a segurança foi reforçada afugentando o fantasma indesejável do terrorismo. A ausência do caos aéreo ensejou a pontualidade nos voos, o Metrô, os ônibus, os BRTs e trens metropolitanos suportaram com sucesso o aumento da demanda. Quase 600 mil pessoas passaram pelos aeroportos do Rio e de Guarulhos jornadeando em clima de serenidade e paz.
Ressalte-se que a excelência da programação cultural durante os jogos reuniu milhares e milhares de pessoas no Boulevard Olímpio para visitar museus, shows, fotos e outras atrações. Afinal restou comprovado que as ações emergenciais promovidas pelos organizadores para despoluir a Baia de Guanabara e combater o terrorismo deram certo.
A partir da abertura do evento com mais de 5 mil pessoas em campo, milhares e milhares de espectadoras e as brilhantes participações de Elza Soares, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anita e Jorge Ben, a imprensa do mundo inteiro passou a olhar o Brasil com outros olhos. Quando exuberante e bela a modelo Lea T calorosamente aplaudida surgiu à frente da delegação transexual o Brasil comprovou ao mundo inteiro sua imensa capacidade de aceitar a diversidade e de conviver pacificamente com as diferenças.
As esperanças se renovavam a cada instante na mente e no coração das pessoas e a experiência deu certo, ultrapassando as mais otimistas e alvissareiras expectativas com o Brasil realizando um dos melhores eventos esportivos de toda a história dos Jogos Olímpicos internacionais.
No cenário das disputas esportivas o país alcançou sua melhor performance em toda a história das Olimpíadas conquistando 19 medalhas: 6 de ouro, 6 de prata e 7 de bronze.
A postura dos brasileiros dentro e fora dos gramados, das arenas, dos tatames, dos ginásios, dos ringues, das pistas e de todos os locais de competições fez com que o Brasil fosse respeitado e agraciado pela imprensa internacional que lhe conferiu, por merecimento, o título de campeão mundial da solidariedade, do acolhimento e da fraternidade universal.
Mundialmente conhecido como o país do futebol, o Brasil iniciou tímida e irreconhecivelmente a disputa, foi crescendo na competição e acabou conquistando de forma brilhante sua primeira e inédita medalha Olímpica no futebol consolidando uma conquista almejada desde o início dos Jogos Olímpicos Internacionais.
O que não se pode olvidar são os proféticos vaticínios do Cristo sobre o missionário compromisso do Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho. Enquanto futuro celeiro da humanidade o país verde amarelo abriu as portas do seu coração para fraternalmente acolher todas as nações do mundo envolvidas e os refugiados que nos honraram com suas presenças nas Olimpíadas.
Com este gesto de fraterna generosidade o Brasil se prepara para futuramente acolher e abrigar milhares de milhares de irmãos nossos de outras plagas que haverão de ser desalojados de seus continentes em deperecimento.
Além das muitas medalhas conquistadas os demais participantes dos Jogos Olímpicos levaram em suas bagagens o precioso legado da simpatia, da solidariedade, do entusiasmo, do carinho e da fraternidade do povo brasileiro, guindado ao pódio da esperança, da fé e da paz.
O nosso é, portanto o dever impostergável de ampliar nosso olhar existencial para entender a abrangência e a dimensão dos aspectos espirituais que envolveram este que é o maior evento do planeta.
Ressalte-se que não existe acaso na execução deste projeto do Cristo Planetário que haverá de ser tempestivamente consolidado com os homens, sem os homens e ou apesar deles. “A terra evoluirá – ponderou o Senhor – ninguém alterará minha obra de amor.”
(Irani Inácio de Lima, presidente da Associação Jurídico Espírita de Goiás. [email protected])