Brasil

A sujeira chamada Brasil

Redação DM

Publicado em 28 de junho de 2016 às 03:02 | Atualizado há 1 ano

O sistema político brasileiro não é perverso, mas é sórdido em todos os sentidos. Os políticos brasileiros não são sórdidos tão somente, eles são de um cinismo que faz jus ao vampirismo. Nos acidentes de trânsito que ocorrem envolvendo pessoas que pagam religiosamente seus impostos, todos os políticos não se mexem o mínimo nem para amenizar a dor das famílias das vítimas. Sobretudo se os acidentes correrem próximos das cidades, prefeitos e vereadores fingem não ter mandatos ou qualquer responsabilidade sobre nada. O acidente que ocorreu na rodovia Mogi-Bertioga, por exemplo, demonstra na prática o que nós já sabemos, todos os políticos fecham os olhos para os acontecimentos. As famílias não recebem auxílios, assistências e ainda precisam gastar dinheiro com advogados, médicos, medicamentos, alimentação e, caso necessário, gastam dinheiro também com a compra de equipamentos para adaptações; muletas, cadeiras de rodas e outros. As empresas ou outros meios causadores de tragédias, protegidos pelo poder público, também nada fazem. Quantos acidentes aéreos ainda estão impunes neste País? Quantos acidentes e injustiças continuam engavetados? A quem interessa neste País, que nada se resolva? Que justiça nós temos e na qual podemos nos apegar? O povo brasileiro é que nem lixo, mas que nos períodos eleitorais é reciclado por um bando de abutres da vida pública, ou por outros pretendentes da boquinha. Até quando continuaremos com a farsa do sistema político brasileiro? Até quando a justiça continuará fechando os olhos para os casos graves, ou caminhando feito lesma? Entra governo, sai governo e o povo jamais será respeitado como deveria. A vida no Brasil não vale nada, principalmente se for vítima do poder público. Se o povo não barrar a farra em todos os setores que nos afrontam, a impunidade continuará rindo de nossas caras.

(João Silvino, via e-mail)


 

Fôlego para os Estados

Paulo Panossian

Michel Temer, que prometeu valorizar o diálogo com os entes federativos, atende uma importante reivindicação dos governadores, e ao mesmo tempo reforça um elo político que pode incrementar apoio dos governadores aos projetos do Planalto, nas votações do Congresso. Os estados pelo acordo firmado terão uma carência até dezembro próximo para o pagamento das dívidas com a União. E a partir de janeiro de 2017, um desconto escalonado de 10% sobre os 100% a cada dois meses sobre os valores a serem pagos, até que se zere o que levará exatos em 18 meses! Ou seja, um considerável fôlego para o caixa hoje vazio dos Estados. O Planalto, ao aceitar esse acordo, não vai aumentar o déficit fiscal já definido para este ano de R$ 170, 5 bilhões. A equipe econômica já tinha precificado esses valores no total do déficit. Com essa decisão certamente os governadores terão recursos para atender às necessidades básicas da população e, talvez, até manter regularizados os investimentos de obras em andamento. E, convenhamos, é melhor ter esses recursos sobre pressão da sociedade nos Estados do que em Brasília…

(Paulo Panossian, via e-mail)

 


 

O crime compensa

Izabel Avallone

À medida que o cidadão honesto vai tomando ciência da roubalheira praticada neste País, sob os olhos da Justiça que até aqui parece a mais injusta, vai ficando um sentimento de indignação, revolta, injustiça, desesperança e decepção. Senão vejamos, o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, em sua delação, confessa a propina recebida por ele. Citou políticos e expos a prática de um de seus filhos ao lidar com investimentos. Todos são milionários. A pena para o senador, uma tornozeleira em casa, com todo conforto de que seu lar dispõe, por três anos. O roubo? Bilhões, mas Machado vai devolver cerca de R$ 75 milhões, sendo 10 milhões, 30 dias após sua homologação e 65 milhões parcelados em 18 me- ses. Conclusão, neste País o crime compensa, principalmente aos olhos daqueles que se matam de trabalhar para ter algum bem. Inaceitável a pena que se dá aos bandidos assaltantes dos cofres públicos. Está muito difícil educar os jovens com tantos maus exemplos.

(Izabel Avallone, via e-mail)

 

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