Ainda sobre o livro “Cara a cara com João de Deus”
Redação DM
Publicado em 29 de fevereiro de 2016 às 23:53 | Atualizado há 10 anosExistem pessoas que quando a vemos pela primeira vez e ao passo que estabelecemos maior contato, resgata algo dentro de nós, que poderíamos creditar à certa empatia espiritual que não sabemos explicar no plano material.
São pessoas desprendidas de orgulho, prepotência, desapegada de vaidades fúteis e de bens materiais, que demonstram humildade até na forma de falar e muito mais na forma de agir.
Assim tem ocorrido comigo nos últimos tempos, que acredito ser uma dádiva ou quando não um grande presente que a vida me oferece. Primeiro quando no ano passado, mais precisamente em julho, fui apresentado ao médium João de Deus, que de lá para cá, cada vez mais mostra e demonstra ser a mesma pessoa, o mesmo ser humano, imbuído de humildade e simplicidade, que não se envaidece pelos dons recebidos de Deus e continua seu caminho de pregação como instrumento utilizado por Deus, propagando as palavras e os ensinamento de Jesus de Nazaré, Santo Inácio de Loyola, dr. Augusto de Almeida, dr. Osvaldo Cruz e tantos outros Espíritos de Luz, que no dia a dia nos servem, minorando os sofrimentos e angústias espirituais e carnais de todos que chegam na Casa de Dom Inácio de Loyola em Abadiânia.
E para minha felicidade, logo depois, através José Liberato, desembargador aposentado do TJ/TO e que, também me honra com o prefácio do livro, conheci o dr. Emílio Vieira, professor universitário, advogado e escritor, membro da Academia Goiana de Letras, da União Brasileira de Escritores de Goiás e da Associação Goiana de Imprensa. Homem organizado, apegado aos princípios da moral, da justiça e da ética, cônscio de seus deveres enquanto membro da sociedade e acima de tudo interligado, diuturnamente, às potencialidades que o mundo da espiritualidade coloca em nosso dia a dia. Com ele tenho aprendido muito, também. E dentro desses parâmetros, meu coração pediu que solicitasse ao mesmo, que se possível, fizesse a apresentação do livro de minha autoria, intitulado “Cara a cara com João de Deus”. E ele, prontamente honrou não só a mim, mas a todos os futuros leitores do referido livro, com o seguinte texto, que lá encontra-se inserido na contracapa e que chega ao conhecimento de todos enquanto o livro não chega: DA GRATIDÃO A JOÃO DE DEUS.
Nada há mais sublime na Natureza do que agradecer a um benfeitor. Este livro è um preito de gratidão do autor José Cândido Póvoa ao médium João de Deus, em nome de tantos quantos já receberam por seu intermédio as curas fenomênicas prodigalizadas pela Espiritualidade, sobretudo aquelas não materializadas pela medicina convencional.
O autor adverte, em considerações na exordial, que há fatos narrados neste livro aparentemente idênticos a outros já focalizados por outros autores em obras precedentes sobre o mesmo médium. Mas esclarece que fatos iguais, narrados por autores diferentes, geralmente refletem detalhes desapercebidos de um ou de outro, cujos desdobramentos desafiam a percepção daqueles que se ocupam da fenomenologia espiritualista.
Em depoimento pessoal, relata o autor que de repente viu toda a sua vida resumida num centro cirúrgico e, após recuperar-se de uma parada respiratória, começou a meditar “sobre essa linha imaginária e divisória que há entre a vida e a morte”. Esse fato o colocou em alerta diante de outras situações e acontecimentos que a vida apresenta tanto no plano material quanto no plano espiritual.
Nesse sentido a primeira lição que recebeu de João de Deus foi exatamente um sábio conselho, de como devemos cuidar de nossa saúde: “Nunca devemos abandonar os tratamentos médicos convencionais, uma vez que esses profissionais são, também, instrumentos utilizados por Deus para procederem a cura de todos nós que os procuramos, bem como comprovarem as curas operadas através dos bons espíritos.”
Por outro lado, não se pode esperar uma tal abertura de espírito de alguns médicos positivistas, que confiam mais na ciência do que em Deus, enquanto João de Deus confia mais em Deus do que na ciência, porque recebe a assistência espiritual de entidades que foram inclusive cientistas e hoje, em outra dimensão, sabem que há mais ciência na espiritualidade do que na própria medicina.
A diferença é que o médium não é necessariamente cientista, nem poderia sê-lo para a missão que lhe é confiada, mas apenas um instrumento da Providência divina destinado ao mister de dirimir alguns males da humanidade.
Com este livro esclarecedor o autor não tem a pretensão de convencer, mas de revelar, enquanto apresenta a problematização necessária. Sua natural inquietação é aquela de passar à mente do leitor(a) a certeza de que a força maior da espiritualidade é que dá sentido e plenitude à vida humana.”
Em breve à disposição dos leitores.
(José Cândido Póvoa – Poeta, cronista e advogado – [email protected])