Ante as dificuldades do momento
Redação DM
Publicado em 23 de maio de 2017 às 02:14 | Atualizado há 9 anos
Nosso País está passando por momentos difíceis. Depois de alguns anos de relativa estabilidade política e econômica, a impressão que temos é de que essa terra agora treme.
O importante para nós, cidadãos do povo, é agora nos perguntar se estamos preparados para enfrentar o período de turbulências que vem por aí. Não sabemos ainda o grau das possíveis mudanças, mas já sabemos que elas estão batendo à nossa porta.
Uma das preocupações que nos vem à mente é a questão com os gastos, pois as turbulências políticas geram a instabilidade econômica. Fala-se muito que os pobres não têm o que economizar e que essa lengalenga só vale para os ricos. Não concordamos.
É frequente vermos o quanto as pessoas de menores posses esbanjam o dinheiro quando têm alguns reais nas mãos. Em lugar de guardar um pouco para fazer frente a possíveis necessidades futuras, criando um fundo capaz de minorar as angústias provocadas por uma adversidade qualquer, muitos torram seu dinheirinho com coisas absolutamente supérfluas.
Saber administrar as pequenas e grandes ambições não é tarefa fácil. Há pessoas que não aguentam passar sem comprar uma série de bugigangas, sacrificando nisso o dinheiro que poderia ser economizado para garantir-lhe maior tranquilidade no caso de uma crise política e econômica; ou mesmo para uma melhor alimentação ou mesmo para uma vida mais equilibrada.
Vale a pena, portanto, tocarmos neste assunto no momento atual, quando as mudanças que estão por vir poderão surpreender e castigar os que não se prepararam. Com um pouco mais de cuidado e prevenção, podemos poupar a nós e à nossa família de muitas inquietações que agitam e entristecem a vida, de muitas violências que arrasam a convivência diária, e até mesmo de muitos problemas que comprometem a saúde física e mental.
Paralelamente a tudo isso, é bom também cultivar a valentia para enfrentar os pequenos e grandes problemas do dia-a-dia. Como ensina o pensador e educador González Pecotche, “o homem necessita de muita valentia para viver e muita, também, para morrer. Na realidade, tudo na vida tem que ser feito com valentia: uma valentia serena, firme”.
(Dalmy Gama, escritor, docente de Logosofia)