Brasil

As aparências enganam e nos deixam desconfiados

Redação DM

Publicado em 12 de agosto de 2015 às 22:36 | Atualizado há 11 anos

Sabe, meu querido cara pálida, a sociedade caldas-novense, dias destes, ficou meio atônita com uma notícia que correu de boca em boca, em todos os setores da cidade.

Um determinado elemento (cujo nome vou omitir), com trânsito em todo local, desde clubes e festas familiares, ou não, estava por dentro. Este, inclusive, “colocava” as pessoas em colunas sociais dos jornais, com fotos tiradas por ele, num agrado geral de todo mundo.

Este rapaz era festejado por todos. Livre trânsito nos locais onde aparecia, tal a sua influência e penetração.

Mas aí, como raio que caísse e tomasse de turbilhão  grande parte desta nossa Caldas Novas, veio o rumor: tal elemento foi pego furtando alguns objetos de um supermercado local.

Os proprietários, desconfiados das ações de tal pessoa, mandou instalar câmeras em locais estratégicos e ficaram vigiando o procedimento daquele em que desconfiavam. E eis, que de inopino foi este “pego com a boca na botija”, ou seja, furtando só coisas finas, como salmão e vinho de qualidade.

Chamada a polícia, vistoriado sua sacola, tais produtos furtados foram apreendidos e por mais que este negasse, as filmagens pelas câmeras foram mais do que fatais.

Com o conhecimento de tal abordagem e acusação, parte da sociedade começou a vasculhar suas memórias, que em determinadas festas, alguns objetos “sumiram” sem explicação alguma e agora, com a apreensão deste elemento, muito coisa ficou esclarecida.

Deixo de divulgar o nome do tal rapaz, pois que toda a sociedade tomou conhecimento de quem escrevo, e seria até uma falta de ética divulgá-lo, porque este sempre dizia que pertencia a uma determinada organização da imprensa escrita.

Hoje, não vi nenhuma divulgação do acontecimento nas colunas dos jornais e não seria eu, nesta oportunidade, fazer o apontamento do nome do tal elemento, mas aqueles que conviveram com o mesmo, souberam de seu inusitado gesto.

Sei que existe uma doença que se chama cleptomania, isto é, uma pessoa furta sem saber o que está fazendo, e só pequenos furtos. Será que o nosso rapaz é possuidor de tal doença?

Fica tal caso para uma análise de um psicólogo, pois somente este profissional de alto gabarito poderá aquilatar o comportamento deste jovem rapaz.

Mas o comportamento dele na ocasião em que foi pego no supermercado foi inusitado, isto foi.

Agora vem a grande indagação: quem confiará mais em tal pessoa? Qual festa em que este estará presente não faltará quem o aponte e desconfie de sua presença?

Mas, como diz o ditado popular: “O tempo cura queijo.” Poderá curar o indigitado rapaz?

Fica, portanto, caríssimos caras pálidas, tal interrogação.

 

(Orimar de Bastos é juiz de Direito aposentado, advogado militante em Caldas Novas, membro da Academia Tocantinense de Letras, ocupante da Cadeira n° 33 e membro da Academia de Letras e Artes de Piracanjuba-GO e Cidadão Caldas-novense.E-mail:  [email protected])

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