Brasil

As borboletas do estômago voltaram

Redação DM

Publicado em 28 de março de 2017 às 02:49 | Atualizado há 9 anos

Ele tinha olhos claros, que pareciam trazer calmaria pros meus dias corridos. Seu cheiro era de liberdade-Culpa do signo, ascendente e tudo mais-e sua pele era suave e pálida.

Era de alguma cidade de nome engraçado do sul. Tocava guitarra e falava cinco línguas.

Mas o toque áspero de suas mãos e o gosto dos seus lábios eu só conheci naquela quinta-feira qualquer, em que estava sozinha e o convidei para vir até o meu apartamento.

Naquele dia, a vontade da pele falava alto, e como ultimamente conversávamos muito sobre os nossos devaneios, achei um bom momento para falarmos a língua do corpo.

Teve café. Fizemos piadas, falamos banalidades, eu cozinhei alguma coisa. Brindamos aquela noite com o vinho que trouxe consigo.

Em algum momento entre os goles do bom vinho e um leve toque de embriaguez, o beijo. O toque, as camisas jogadas de qualquer jeito, o sofá da sala, suspiros ofegantes e o sono merecido de manhã, pão com margarina e nada de pudor, apenas a leveza de uma boa conexão de corpo, alma e coração.

Nos vimos novamente, fizemos amor loucamente muitas vezes. Morro de medo que estamos vivendo. Pois só de lembrar o seu beijo já me causa inverno na barriga.


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