As brincadeiras da infância
Redação DM
Publicado em 7 de outubro de 2015 às 22:19 | Atualizado há 11 anos“As brincadeiras da infância como um pré-ensinamento para a vida adulta.” Este o título do artigo escrito pela Da. Kelly Lisita Peres. E com sua permissão quero desenvolver sua inspiração perfeita me fazendo lembrar das minhas brincadeiras de infância. Vivemos um mundo moderno, falamos mais com as máquinas do que com o ser humano. Não se pode trocar mas trocamos e afinal a tecnologia é fantástica e importante mas nada pode substituir o falar ouvindo ao vivo a voz de uma pessoa. Olhar nos olhos, tocar, ouvir, abraçar e beijar. E as brincadeiras de hoje pelas crianças é dentro de padrão tecnológico não existindo criatividade nem improviso. Brincar na rua com bola, com peteca, soltando ‘pipa, brincar com bola de gude, com ‘finco’, com terra, nada disso existe praticamente mais. Brincar de ‘pique’ subindo nos telhados , saltando muros, subindo nas árvores, jogando bola nas pedras e no barro, nadando em rios e lagoas. Andando de bicicleta, patins, patinetes, pegando carona em caminhões e trens, uma farra perigosa. Brincava de ‘mocinho’, improvisava revólver com raiz de uma planta, e afinal o tempo era curto para tantas brincadeiras. Me permita repetir algumas frases suas: “A infância é sem dúvida uma fase inesquecível sobre essas brincadeiras”, “…São tantos desejos, esperanças e perspectivas”, que mãe e esposa de virtudes que deve ser. Quando diz: “Hoje em dia preparo as refeições, o lanche, o suco para o meu filho Lucas e o meu marido Leonardo, lembro-me da época em que fazia comidinhas de folhas, de terra, quando dava aula para minhas bonecas, das mamadeiras de mentirinha e etc.” “Sinto saudades da minha infância” (eu também). Certamente você, com as bênçãos de Deus, deve ser muito feliz, “assim como era nos seus sonhos de fada”! “Sou saudosista e você, como aconteceu comigo, deve ter inspirado a muitos leitores em alegres lembranças e creio que devemos conservar um pouco da ‘criança’ que vivemos. Na realidade privilegiados fomos ao passar o tempo infantil com brincadeiras inocentes e criativas. Criança cheia de amor, de alegria e de esperança. Até hoje não resisto ver uma criança pular corda sem pedir uma ‘puladinha’. Meu filho mais novo de 26 anos também se chama Lucas e gosto de ver que aprecia ‘desenhos animados’ gosta de brincar com cachorro é maduro mas não esquece seu tempo de infância, inclusive de gostar de ler revista ‘Mônica, Cascão e etc. e tem muito boa formação graças a Deus. Formado em Administração é um bom filho muito estimado e lamentamos que as crianças de hoje não tem esta oportunidade de ser realmente criança. Meninos de dois a seis anos estão com celular nas mãos e agem ‘viciados’ com este e outros maravilhosos aparelhos eletrônicos. Este período da vida considero nos dias de hoje de uma importância vital, e até os 15 anos uma presença dos pais com carinho compreensão e orientações sérias para o discernimento do bem e do mal. Só com esta atitude os pais podem formar um adulto preparado para enfrentar as tentações, as más influências. É muito linda a sua narrativa e me lembro bem das amiguinhas e primas com as brincadeiras semelhantes. Você ainda disse uma verdade com respeito a formação da personalidade e que define ou entusiasma quanto aos dons e os desejos de cada um. As moças e rapazes deste século não passaram por esses caminhos que foram substituídos pelos caminhos da tecnologia moderna.
São inteligentes, às vezes criativos, mas muito envolvidos pelas máquinas e pelos ‘botões’ mágicos’. A sensibilidade que você relatou é o sentimento de amor, de responsabilidade, de carinho, e de respeito que está muito relacionado com as brincadeiras da infância Precisamos pensar se de dois a seis anos seria possível, e acho que sim, implantar as brincadeiras inocentes de infância, as brincadeiras da simplicidade e da criatividade, da imaginação fértil e como sonhos realizados com material de inspiração que alegra os pequenos corações. Sou formado em Direito, conheci, em visita a Anápolis, o dr. Lucio Flávio, que me pareceu bom candidato a presidente da OAB. Deus te abençoe, dra. Kelly, com seu filho Lucas e marido Leonardo, a toda a família afinal.
(Pr. Leordino Lopes de Carvalho Junior. Presidente do CPA)