As travessuras dos embaixadores do céu
Redação DM
Publicado em 16 de junho de 2016 às 02:53 | Atualizado há 10 anosÉ chegado o momento tormentoso da gloriosa transição planetária. Em meio às dificuldades temporais que assolam a humanidade, clarinadas de luz caem como verdadeira melodia de amor sobre o céu das nossas almas. Luminosas e perfeitamente sintonizadas com os vaticínios do Cristo elas rasgam os horizontes do tempo e anunciam com palavras não articuladas a alvorada de um novo amanhecer para a história da humanidade.
Estamos no limiar do fechamento de um ciclo. Uma porta se fecha aqui e outras portas haverão de se abrir. Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Altaneira e soberana a Espiritualidade amiga preside com sabedoria a justa aplicação da misericordiosa Lei da Destruição. A terra evoluirá e o projeto de implantação do reino de Deus no coração da humanidade prosseguirá, ponderou o Senhor. Ninguém destruirá esta obra de amor.
Enquanto isso, aqui pelas cercanias do orbe, a humanidade sofredora, dividida e discorde em si mesma continua tangenciando e ferindo de morte as soberanas e inderrogáveis lei morais da vida. É lamentável que muitos dos nossos legisladores temporais tenham-se divorciado do Evangelho, que é o maior código de ética da humanidade. Impostergável este código foi insculpido na consciência de toda criatura independentemente de sua crença e de seu grau evolutivo. Extraordinariamente fantástico e venerando este Ordenamento Jurídico Divino destina-se a reger a trajetória evolutiva de todos os orbes, de todas as criaturas e portando de todos os espíritos que, criados simples e ignorantes, jornadeiam eternidade afora rumo à plenitude.
Contagiadas pelo orgulho, o egoísmo e a vaidade, por interesses pessoais não raramente as autoridades dos governos temporais olvidam seus projetos de missionários do bem e esquecem completamente de seus juramentos.
Ao influxo do arbítrio e da prepotência rasgam o muito bem urdido Ordenamento Jurídico do país, um conjunto de normas norteadoras da conduta de todos os brasileiros, seguramente abrigado na Carta Magna Brasileira, uma das melhores Constituições do planeta. Estribado em mandatos populares conferidos pelo voto livre, secreto, democrático e universal da sociedade brasileira, eles conquistaram assento na assembleia dos doutos para bem representar o povo. Alçados a este honroso patamar muitos deles se imaginam senhores absolutos da razão. Desprovidos de cautela e órfãos de vigilância muitos destes ilustres representantes legais da sociedade deixam se contagiar por este ególatra sentimento de orgulho e vaidade que infelicita a vida da nação.
Divorciam-se de seus compromissos de legisladores, abandona o espírito de cidadania, o civismo, a urbanidade e vergonhosamente mergulharam-se no charco lodoso da mentira, do crime e da corrupção. Envoltos em densos e torpes pensamentos de orgulho e extrema vaidade expulsaram da Câmara Alta de República a ética, o decoro, o bom senso, o respeito, a dignidade moral, o civismo, o espírito patriota e a conduta cristã e republicana. Ingratos e sem nenhum pudor vários deles viraram as costas para seus muito bem urdidos projetos reencarnatórios. Escravizados por seus próprios interesses pessoais deixaram cair no olvido seus sagrados compromissos como embaixadores do Céu à terra, paladinos da democracia e missionários da vida e da esperança.
O Congresso Brasileiro, outrora palco das grandes decisões nacionais vergonhosamente foi transformado em um ringue de lutas estéreis, desumanas e fratricidas. O Império do ego que aturde a mente humana e sufoca ferindo de morte a esperança que nasce no coração, agora reina soberano e altaneiro no Parlamento Brasileiro. Vitimados por este cenário tenebroso de ódio e de rancor a harmonia, a serenidade, o equilíbrio, o amor, a esperança e a paz, por certo foram buscar seguro abrigo em outros horizontes.
A presença da ausência destas venerandas virtudes norteadoras da conduta das almas iluminadas criou um cenário de dúvidas e incertezas no universo político do país verde amarelo. O templo sagrado da democracia, a casa do povo em Brasília onde fora plasmada a Constituição Cidadã, vanguardeira da paz e timoneira das liberdades democráticas, hoje mais se assemelha à casa de Irene, casa da mãe Joana, um verdadeiro cabaré de cegos. Diante deste cenário de pessimismo, de dúvidas, de incertezas, de desespero e de atrozes dores morais, emerge do nosso entendimento a compreensão de que estas dificuldades passageiras são próprias das características de um mundo de provas e expiações. Em verdade tudo isto vai passar. O projeto do Cristo para a implantação do Reino de Deus no coração da humanidade não sofrerá nenhuma solução de continuidade. E no momento aprazado ele se consolidará com a contribuição da classe política, sem ela ou apesar dela.
Nem tudo está perdido. Perdura o projeto do Cristo Planetário para que o Brasil seja alçado ao honroso patamar de celeiro da humanidade, coração do mundo e pátria do Evangelho. A nossa nave planetária não é um barco a deriva e Jesus continua sobranceiro e soberano no comando desta embarcação. Ninguém ludibria ou derroga as Leis Naturais. Quem as fere leve ou gravemente, mais cedo ou mais tarde haverá de reparar a lesão provocada. A Justiça Divina não falha e haverá de ser justa e misericordiosa conosco e com essas crianças espirituais que hoje comandam os poderes da República.
(Irani Inácio de Lima, presidente da Associação Jurídico Espírita de Goiás. [email protected])