Bolsonaro nocauteado
Redação DM
Publicado em 23 de setembro de 2021 às 13:24 | Atualizado há 5 anos
Extraí da impressa brasileira nos últimos dois dias tópicos que caracterizam com exatidão o desastre político que representa um verdadeiro nocaute do capitão Jair Bolsonaro.
Veja o leitor um deles:
“As manifestações de 7 de setembro ao invés de ajudar na popularidade do presidente Jair Bolsonaro fizeram justamente ao contrário. De A a Z, o presidente perdeu pontos depois que “se rendeu” ao STF, por meio de carta elaborada pelo ex-presidente Michel Temer. Nas ruas, a candidatura de Bolsonaro à reeleição se desidratou.”
Observe-se a propósito que o fato de o Capitão Bolsonaro recorrer ao socorro de Michel Temer demonstra inequivocamente as suas limitações intelectuais e culturais. Aquele que na condição de vice-presidente eleito na garupa da presidente (pois a votação é unicamente para presidente e nunca para vice), traiu-a inominavelmente, é um político que deixou na história o infeliz exemplo de judas, além de ter praticado na presidência, que assumiu após o impeachment de Dilma, atos que o estigmatizam, tanto que se tornou alvo de vários processos criminais. Ao assinar a carta craneada por Temer, Bolsonaro cometeu ato de extrema pusilanimidade, covardia mesmo, pois renegou as ofensas e provocações que fez contra o STF e o Congresso Nacional. Ele que convocou milhares (veja bem o leitor: milhares, não milhões de pessoas para praticar um golpe contra as eleições e de consequência contra a democracia, vendo fracassados os seus propósitos adotou falsas afirmações e um recuo pode-se dizer covarde. Foi a nocaute, foi à lona. É hoje um político liquidado.
Veja o leitor também este retrato do caos em que se acha o Brasil neste outro tópico:
“Uma notícia nada agradável para economia brasileira. Quase 600 mil empresas fecharam as suas portas no Brasil em menos de dois anos dificultando ainda mais o mercado de trabalho, que já contabiliza mais de 30 milhões de desempregados no País. A continuar assim, com uma política econômica negligente, não haverá uma outra saída para o Brasil a não ser viver de pires nas mãos. A recuperação da economia não é vista como prioridade do atual governo federal. Pelo menos não se vê por parte do ministro da Economia qualquer evolução para que a crise seja superada. Ademais vê-se uma negligência, também, em relação aos preços absurdos dos combustíveis, que tem gerado um processo inflacionário vigoroso no Brasil. Não se comemoram cifras, números negativos, mas o governo precisa fazer a sua parte sob forte prejuízo do País não se recuperar tão cedo. A hora já está passando!”
O Brasil bolsonariano mergulhou no caos.
Bolsonaro, faz pouco tempo, colocou na presidência da Petrobrás um general antinacionalista, Joaquim Silva e Luna, identificado com o golpismo bolsonarista. Todo patriota brasileiro reconhece que a Petrobrás salvou da cobiça estrangeira essa riqueza fundamental para a economia do país que são as nossas enormíssimas reservas petrolíferas.
Oxalá sejam os antidemocratas, os inimigos das liberdades fundamentais do cidadão brasileiro, alijados para sempre do poder nas eleições de outubro de 2022.