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Convocação geral!

Redação DM

Publicado em 29 de janeiro de 2016 às 22:55 | Atualizado há 10 anos

Conviver com pernilongos ou muriçocas sempre foi um incômodo, mesmo assim, o bom humor brasileiro fazia piadinhas e brincava com a situação, entretanto, surgiu o poderoso Aedes aegypti assustando inicialmente como o transmissor da dengue. O inseto virou praga e provocou uma reação desencadeando inúmeras ações de combate. Foram desenvolvidas campanhas de conscientização e exigidas responsabilidades dos cidadãos e das autoridades constituídas, inclusive estabelecendo leis específicas visando o enfrentamento. Em 2016 constatamos que tudo isso foi insuficiente, descobrimos que o mosquito aumentou sua potencialidade nociva, agora, além da dengue ameaçando a saúde do brasileiro, ele transmite a Zika e a Chikungunya. Apesar de novas, em nosso território, essas duas últimas doenças já causaram muita dor e sofrimento. Sem dúvidas, estamos diante de uma das piores situações de risco à saúde pública, especialmente considerando a existência da epidemia do Zika vírus, que causa a microcefalia. A preocupação é tanta que, conforme matéria publicada na edição do último dia 27, o respeitável magistrado goiano Jesseir Coelho de Alcântara, que já autorizou abortos legais em casos de anencefalia, afirma que é possível a autorização do aborto em casos de microcefalia com comprovação médica de morte do bebê, porém, cada caso deverá ser avaliado criteriosamente. O fato é que a contaminação provocada pelo aedes aegypti o transforma no grande vilão e o inimigo a ser combatido, todos temos que ser soldados nesta guerra.

Pesquisas indicam que o zika vírus em humanos é transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti; é relacionado aos vírus da dengue, da febre amarela e da encefalite japonesa, os quais igualmente fazem parte da família Flaviviridae. No Brasil, suspeita-se que sua entrada tenha se dado durante a Copa do Mundo de 2014, quando o país recebeu turistas de várias partes do mundo, inclusive de áreas atingidas de forma mais intensa pelo vírus, como a África – onde surgiu – e a Ásia. No primeiro semestre de 2015, já havia casos confirmados em estados de todas as regiões do país. Com sintomas mais brandos que os da dengue e os da febre chikunguny (doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti), a febre que chegou a ser ignorada pelas autoridades de saúde, porém há evidências de que a infecção pelo vírus está associada a casos mais graves, como microcefalia congênita (quando adquirido por gestante – afetando o feto) e síndrome de Guillain-Barré, que, embora continuem sendo condições raras, aumentaram de maneira incomum no país em 2015. Dados recentes sugerem que recém-nascidos de mães que contraíram o vírus Zika durante a gestação estão sob risco elevado de terem microcefalia. Casos de microcefalia cresceram exponencialmente no Brasil em 2015, ano em que também cresceu o número de infectados pelo novo vírus. Em 2015, foram registrados no Brasil 2782 casos de bebês que nasceram com microcefalia, constituindo um acentuado aumento em comparação com apenas 147 em 2014 e 167 em 2013. Em novembro de 2015, o vírus foi isolado em um recém-nascido com microcefalia no estado do Ceará. Desde dezembro de 2015, já existia a suspeita de que a infecção era capaz de ultrapassar a placenta e ocasionar microcefalia e danos cerebrais, essa suspeita foi confirmada em 20 de janeiro de 2016, quando cientistas do estado do Paraná, Brasil, descobriram que o vírus é realmente capaz de penetrar a placenta durante a gravidez. Nesse primeiro mês de 2016, um bebê em Oahu, Estados Unidos nasceu com microcefalia, e foi o primeiro caso de dano cerebral causado pelo vírus Zika nos Estados Unidos. O bebê e a mãe testaram positivos para uma cepa do vírus. A mãe provavelmente adquiriu a doença em uma viagem ao Brasil em Maio de 2015 durante os primeiros estágios da gravidez. Apesar de a gravidez ter progredido normalmente, a microcefalia do bebê só foi descoberta no nascimento. Restos do material genético do vírus Zika foi encontrado numa amostra de tecido da placenta de uma mulher que abortou devido a microcefalia.

As informações contidas no último parágrafo foram pesquisadas e repassadas somente a título de informação, o mais importante agora não é descobrir como iniciou o problema e sim como solucioná-lo. Atualmente as formas conhecidas para a prevenção contra a febre Zika são as mesmas da dengue, isto é, a eliminação do criadouro do mosquito do gênero Aedes Aegypti, e considerando o fato de que a Zika provoca microcefalia inclui-se a orientação à população ao uso de métodos contraceptivos em períodos de epidemia. As medidas de prevenção e controle dessa e outras doenças são da responsabilidade dos governos e da coletividade, que tem o dever de participar das atividades visando os combates. Somente com as atuações conjuntas de governos e populações com maior consciência ecológica preservando o meio ambiente, visando despertar a conscientização dos alunos e comunidades, com criatividade (promovendo gincanas, outras formas de incentivos ou premiando os destaques nas ações de combate) ou seguindo os exemplos de sucesso em outras comunidades, é que conquistaremos a expressiva e necessária grande vitória nessa grande batalha. Não é hora de apenas cobrar, vamos agir e parar de dar força para o atual inimigo número um da saúde pública do país.

 

(Natal Alves França Pereira, servidor público, graduado em Ciências Contábeis, filiado à Associação Goiana de Imprensa)

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