Criança Índigo
Redação DM
Publicado em 23 de agosto de 2016 às 02:20 | Atualizado há 10 anosO livro A criança índigo, de autoria do professor, escritor e poeta Emílio Vieira, é uma obra fantástica. Baseado em renomados filósofos, psicólogos, psicanalistas e professores e na doutrina kardecista, o autor encanta-nos e nos oferece informações preciosas.
Em várias partes do Planeta Terra, estão nascendo crianças índigo. Estas criaturas iluminadas estão vindo ao mundo para ajudarem pais e outros educadores a ser melhores enquanto tais e enquanto pessoas.
Elas estão vindo a este mundo para melhorar a humanidade. Segundo a doutrina de Alan Kardec e seguidores, são seres reencarnados com potencial extraordinário. E quem são estas crianças? Esta indagação foi feita, pela primeira vez, pela escritora americana, Barbara Condron, no seu livro – Aprenda a educar a criança índigo, 2002. Antes, porém, outros cientistas e pesquisadores, duas décadas atrás, já apresentavam conceitos e relatos de experiências acerca desse tipo de criança. No Brasil, além do livro, Educação do espírito, de Walter de Oliveira, 1952, existe uma Escola especializada para índigos, em Porto Alegre, baseada nos ensinamentos da obra – Educando Crianças Índico, de Egidio Vecchio, 2006.
Conforme estudos do autor, a criança índigo é autônoma, destemida, alegre, tem alto grau de inteligência racional e emocional, é criativa, pacífica, compassiva e, dentre tantas outras características, comporta-se, ás vezes, de modo maduro e sempre surpreendente. Imagine essas crianças nas mãos de pessoas despreparadas! Imagine elas sendo educadas(?) por professores autoritários! Hoje, ouve-se falar muito em crianças hiperativas. Seriam elas índigo? Pais sem consciência desta realidade, levam seus filhos com algumas destas características a psiquiatras para que tratem delas, fazendo com que fiquem menos irrequietas e mais obedientes. Eles, baseados nos seus conhecimentos científicos, receitam-lhes psicotrópicos que as tornam deprimidas e revoltadas, podendo, inclusive, entrarem no mundo das drogas ou da criminalidade.
Para ilustrar e comprovar estas e outras ideias, o autor apresenta substancioso relato sobre Maria Eduarda, criança índigo, que ele adotou como sua neta. Na sua vivência com ela, aprende e ensina, assusta-se e se enche de encantamento com as suas revelações. Ela desenha, pinta, dança, canta, faz poesia e dá respostas extraordinárias e emblemáticas. Para ele, que é um grande poeta, imagine o que experimenta ao ouvir esta canção da boca da sua netinha, com a seguinte letra: “Minha alma faz o mundo crescer./ Minha vida é meu amor/ que vem de Deus. Meu caminho é saber o certo e o errado./ Quando eu morrer vem alguém que entra/ em meu lugar. Esta música não é para brincar. É para vocês saberem.” Quando cantou essa canção Maria Eduarda tinha apenas cinco anos. Ele, por sua vez, embevecido, observando essa criança brincar, escreveu o poema, Somos iguais: “Somos iguais/ quando te vejo feliz e singular,/como feliz e sozinho eu era/ quando criança./ Somos iguais como almas/ de pássaros cativos/ que cantam nas gaiolas/ distantes dos seus ninhos./ Somos iguais perante o infinito/ quando sentimos/ saudade de nós mesmos/ nos caminhos do céu.”
Quem chegar a ler esta obra encantadora, encontrará respostas a muitas indagações. Terá, por outro lado, muito material para questionar. Aprenderá com os filósofos, psicólogos, psicanalistas, escritores, educadores e, principalmente, com o próprio autor como lidar com crianças ditas normais e, sobretudo, com as índigos. Verá, principalmente, como ciência e arte, no caso, a poesia entrelaçam-se no trato de um tema tão novo, tão interessante e tão belo.
(Isabel Dias Neves – Belinha. Mestre em Educação, escritora e poetisa)