Brasil

Da janela…

Redação DM

Publicado em 8 de janeiro de 2016 às 23:19 | Atualizado há 10 anos

O tempo passa… Se esfumaça…

O entardecer traz nostalgia.

Da janela,

Vejo um alaranjado brilhante…

É o dia chegando ao fim.

Cada dia é único…

E todos eles têm sua beleza

E sua dose de humor,

Explícito em cada história de amor.

Da janela,

Vejo a vida que se espreita

Como o dia desaparece

Junto ao sol,

Ao final do dia.

Não se vive uma história sem amor.

Não se faz um percurso,

Sem esforço e sem coragem.

Há dias de chegadas e de partidas…

Da janela,

Posso ver os dias passarem coloridos.

Para mim, os dias não passam em branco…

Em branco, não vive meu coração.

Da janela,

Por ironia do destino,

Vi sua partida sem dizer adeus.

Dose de ironia ou desamor?

Com você a palavra!

Da janela, revejo e reflito

Tudo que passou.

As boas lembranças ficam…

O resto,

Eu as envio para o labirinto.

Da janela,

Hoje posso ver o que de melhor me restou.

As boas imagens, deixo-a engavetadas

No âmago do meu ser.

E na janela do agora,

Minha memória sem uso está.

Cada dia que amanhecer e anoitecer,

Apenas me fará recordar.

Da janela, entre um tempo e outro,

Fico apenas observando e penso:

O tempo não tem mais volta…

O tempo, não volta jamais!

Da janela,

Agora triste, solitária e olhos marejados

Vejo o tempo brincando com a dor…

Que em breve, irá virar passado.

Da janela,

Imersa em meus pensamentos,

Vejo os dias sorrateiramente passarem.

Desejo coisas boas para o presente…

As velhas,

Eu já as mandei embora.

 

(Lu Couto, jornalista – Twitter: @lucouto28 / Blog: Livrepensareviver.blogspot.com)

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