Deus é único. O ser supremo
Redação DM
Publicado em 11 de novembro de 2016 às 02:04 | Atualizado há 10 anosA fé no Ser Supremo deve se sobrepor a qualquer outra coisa, assim tanto se pode ser católico, evangélico, praticante do budismo, do espiritismo, do islamismo ou de outro seguimento religioso, o importante é sempre se destacar a supremacia e os ordenamentos que vem do Pai.Sou católico, convicto e praticante, porém respeito e admiro todos os que professam a sua crença em Deus, seja qual for a designação para tanto utilizada e que hoje são centenas, pois desde que o homem passou a ter compreensão de que sua existência terrena é finita, ele tem buscado um apoio espiritual, de firmeza, de direcionamento e, sobretudo, de salvação de sua alma quando partir desta para a outra vida.
No ínicio dos tempos predominavam as adorações simultâneas a várias entidades que os povos julgavam divinas, oferendas de sacrifícios muitas vezes de vidas humanas, penitências, jejuns, expiações de pecados com castigos corporais (que persiste ainda hoje em muitas culturas) e um sem fim de procedimentos cujo objetivo principal era o de manifestar, dentro de sua fé, um apreço a quem eles se dirigiam.
O fortalecimento e a universalização do cristianismo a partir do século IV da nossa era, fez com que os cultos pagãos e exagerados fossem ficando para trás, sendo que a partir do século VII com o surgimento do islamismo mais se consolidou o monoteísmo, hoje praticamente uma unanimidade no mundo todo, o que não poderia ser diferente, pois Ele é único, seja por qualquer religião ou forma com que se o adore, o importante é saber que Deus é o Ser Supremo e Único.
Muito se utilizou, no decorrer da existência humana, do nome de Deus em vão e assim de forma pecaminosa, quando não criminosa, em várias épocas e situações, como as cruzadas empreendidas para retirar os mouros de Jerusalém e em tantas outras.
Os registros históricos não mentem, por isso sabemos que exageros, crueldades e mortes houve aos milhares decorrentes do abuso e vigilância exagerada do catolicismo, cujos representantes queriam se colocar acima de tudo e de todos, provocando um grande sisma e o surgimento do protestantismo, inclusive designação mais do que acertada pois de fato se protestava mesmo contra os absurdos então praticados no que ficou conhecido como inquisição, uma vez que comissões compostas de representantes da igreja faziam verdadeira caça às bruxas, inquirindo, torturando e condenando à morte, quase sempre na fogueira para que se purificasse os, por aqueles, considerados culpados do que lhes fora imputado, da prática de heresias, de grandes pecados por cultos com tal considerados impróprios.
A evolução decorrente de um infinito processo de modernização que engloba e, portanto interliga, as várias partes do mundo em questão de segundos, tem levado a população a rever conceitos e valores, não se mensurando aqui se negativamente ou positivamente, nisso se incluindo também a prática religiosa, já que hoje não se precisa sair de casa para se assistir qualquer pregação religiosa e em qualquer língua que se deseje, portanto havendo uma grande evasão das igrejas e templos.
Paradoxalmente a essa evasão, vem se proliferando por todos os cantos desse nosso belo país, um sem número de seitas religiosas que de tudo fazem para atrair adeptos, cuja forma de atuação é bastante peculiar, não sendo afeto a discutir religiões e á sua prática por qualquer que seja, pois cada um professa como quer e de livre escolha tem a sua, portanto a nenhuma delas não faço qualquer crítica ou objeção, mas não deixo de manifestar minha estranheza pelos exageros e, sobretudo, pela inversão das pregações pois ao invés de se falar mais em Deus, na sua misericórdia e infinita bondade , a palavra que mais se profere em alguns desses locais é demônio, pois volta e meia quem está lá na frente, no púlpito está a mencioná-lo e se servindo dele como instrumento de intimidação e de se impingir nos fiéis, grande temor.
Passando dias atrás na porta de um desses estabelecimentos, embora sob uma temperatura elevada e o causticante sol das 16 horas, estando ele aberto vi que lá dentro estavam algumas pessoas atentas escutando quem estava lá frente que, aos brados, vociferava a todo momento o nome do anjo do mal, Lúcifer.
Como sempre pensei que a gente precisa reforçar a todo o momento é o nome de quem é Bom, e esquecer aquilo que ao mal representa, portanto quase nunca a ele se referindo, me lembrei de que em outras ocasiões também já havia presenciado e me espantado com esse tipo de manifestação, ao meu ver, equivocada, num procedimento feito às avessas, pois como se enaltecer ao Senhor se ele é colocado em segundo plano?
Respeito e admiro àqueles que fazem belas pregações com equilíbrio, conhecimento bíblico e discernimento para ministrar a palavra santa, e esses, portanto, cônscios de suas atribuições, por certo, irão concordar com o que aqui escrevo, porém os falsários e charlatões que cometem verdadeiras explorações aos fiéis, por certo se levantarão e protestarão contra o meu artigo, já que ele atinge o âmago, o cerne da questão, de se propalar erroneamente o nome do Mal, enquanto o Bem fica para segundo plano.
Ressalto não quero buscar polêmica, mas ela é inevitável, apenas manifesto meu aturdimento pela forma com que muitos hoje, em cada bairro da capital, a toda semana, ao abrir portas e sob denominações as mais variadas possíveis, instalam uma nova e estranha seita, nas quais é comum se usar sempre do mal e dos sofrimentos como instrumento principal de pregação, e se esquecerem de que se deve, isso sim, priorizar. louvar e bendizer sempre à infinita e bondosa misericórdia Divina que vem dos altos.
Temos que temer mesmo aquilo que nos possa prejudicar e à salvação de nossa alma, entretanto não se combate um mal colocando-o em primeiro plano citando o a cada momento, pois ao mal se deve é ignorar, renegar, e fazer o possível para nem sequer se fazer menção à sua existência.
Oras, necessário é sim, que combatamos as tentações, as práticas nocivas ao espírito e ao corpo, entretanto, dentro da minha singeleza e formação, creio que devemos estar a todo momento, é evocando ao Senhor, reverenciando, louvando e glorificando-o pelas maravilhas que se operam diariamente em nossas vidas.
Ele sim deve estar a todo o momento presente em nossos pensamentos e ações, pois se esses estiverem assim direcionados, nenhum mal nos advirá ou chegará aos nossos lares, para que neles reine o amor, a sabedoria e a bondade, tão necessários e exigidos em todos os tempos, principalmente nos atribulados dias de hoje, de grandes inseguranças e preocupações de toda sorte, pela falta de expectativa de empregos, para os nossos jovens, pela insegurança, pela deficiência e má qualidade do ensino, enfim, por muitos e muitos problemas.
(José Domingos, auditor fiscal, escritor, ex-tesoureiro do Movimento Pró-Cidade de Goiás Patrimônio da humanidade, professor universitário e jornalista. Email: [email protected])