Diploma de inimigos da república aos corruptos e corruptores?
Redação DM
Publicado em 31 de dezembro de 2016 às 00:06 | Atualizado há 10 anosQual sua opinião, leitor? Quando se monopoliza o poder, contrariando a alternância, marca registrada da república, será que o propósito, de tais gestores públicos, contratados pelo voto, não é o de aproveitar da sociedade eleitora, em vez de bem servi-la? Por certo, bem servi-la não pode ser, pois, o quadro atual, quase as mesmas pessoas, toda vida, no poleiro, relembra o passado, anterior ao movimento Iluminista, onde a perpetuação era regra geral. O nepotismo vivia em lua de mel com o despotismo, tendo como corolário a familiocracia, ora vicejando em nosso meio, legando, como caldo de cultura, aliás, cultura virulenta, o patrimonialismo. Com efeito, avançou assombrosamente, e, modernizou-se, com a subcultura corruptiva endêmica, nos municípios, estados e país, como se pode observar, pela operação Lava Jato, laureada, bem laureada, pelo “Petrolão”.
Entretanto, para passar o país a limpo, o que vem a ser uma sublime missão, terá que haver determinação, associada, se necessário, a mobilização da sociedade. A toda hora, o Congresso, envolvido até os dentes, no maior escândalo corruptivo da nação, tenta obstruir a ação da Lava Jato. De modo que, para assegurar sua continuidade, com eficácia, o leitor terá que fazer corrente, formar opinião, no sentido de tornar todo brasileiro, de boa fé, bem informado e assim, vigilante, na sua defesa, ora, bem conduzida pelo juiz Sérgio Moro, subsidiado pelo Ministério Público, Polícia Federal, STF, agilizando, fazendo funcionar, mesmo, a operação “Mãos Limpas” brasileira, plagiando o que se fez na Itália, contudo, naquele país, custou a vida, do juiz Giovanni Falcone, seu condutor. A maioria do legislativo e executivo tenta, a toda hora, obstruí-la, sujando a sua imagem, perante o povo, como se pode observar pela própria imprensa, a cada dia, cresce o número de pessoas descontentes, com o regime democrático atual. Motivo pelo qual, devem ser considerados inimigos da república, como tal, titulados e proibidos de se candidatarem, pelo resto da vida.
Atualmente acontece o contrário, citando, como exemplo, o ex-presidente Collor de Melo, caçado por corrupção, por oito anos, voltou ao poder, desta feita, como Senador, mas antes tentou, novamente, a presidência, valendo-se do privilégio de senador, continua a abusar do cargo, figurando como grande beneficiário do propinoduto da maior estatal brasileira, a Petrobras, recebeu, de forma ilegal, 32 milhões de reais. Tanto ele, como o Senador Renan Calheiros, presidente do Senado, bem como, miríade de outros, vem tentando, por meios escusos, massacrá-la. De igual forma, o ex-presidente Lula, querendo fazer valer sua vontade egoística patrimonialista, sobre a vontade universalista da operação Lava Jato, esta, acessível e aceitável por cada um, e, válida por todos, apurando, na forma da lei, desejada, por milhões de patrícios, de boa fé, do mais pobre ao mais abastado, os seus malfeitos. Enquanto, a vontade egoística, exclusiva, deles, inimigos da república atrelados à ganância, maquiavelismo, de minoria privilegiada, mama nas tetas recheadas do erário público.
Proverbial acrescer leitor, pequena história do lado falso da política: Maquiavel, escritor de renome, na época que viveu, de príncipes, reis, súditos, carecia, como escriba, de apoio deles para continuar seu trabalho de escritor. Diferente de hoje, tinha que agradá-los para continuar escrevendo, por isto, fez um pequeno livro intitulado “O príncipe”, ensinando aos monarcas da época, como passar mel na boca dos súditos, ludibriá-los, intimidá-los, para eternizar-se no poder. Crível ou não, este pequeno livro fez Maquiavel famoso, entre os monarcas de ontem, e governantes brasileiros de hoje, tanto que, abraçaram o lado velhaco da política, esquecendo o seu lado bom, positivo, feito, há mais de dois mil anos, por Aristóteles, considerado um dos maiores sábios da antiguidade, autor do primeiro tratado político do mundo, onde, conceitua política, como arte de promover o bem maior da sociedade.
De sorte que leitor, o hábito do cachimbo fez a boca torta, é possível que a maioria no Congresso, na dica de nada conheça da obra de Aristóteles, de forma diversa, use, com sobeja artimanha, os conselhos que Maquiavel fez aos reis e príncipes, daquele tempo, ludibriando o povo. Abismal leitor, o hábito do cachimbo pintou, em cores dantescas, o quadro negro da política, atualmente, dominante, nos municípios, estados e país. A operação atual, para passar o país a limpo, terá que banir da vida pública, esses inimigos indiscretos da democracia. Para conseguir isso, o jeito é mobilizar a população, engajando-a numa imensa jornada cívica. Fosse ela, politizada, já teria tomado a dianteira, fazendo tudo de forma ordeira, pacífica, consoante slogan de nosso pavilhão nacional: Ordem e Progresso.
Fazer baderna é próprio dos extremistas, de igual forma, inimigos da democracia, undosos amigos do totalitarismo. Separando o joio do trigo, os que estão mamando nas tetas gordas da pátria terão que apagar a nódoa de inimigos da república, ganhando, como milhões de patrícios, o pão de cada dia, com o suor da vida laboriosa, provando, na iniciativa privada, sua capacidade, porém, agora, exercitando trabalho honesto, trabalho um eleito de Deus, bendito, pois, ao alimentar biologicamente, saciar a fome, alimenta, também, o espírito, preenchendo os espaços vazios da mente: mente vazia, oficina do diabo, enfim, constitui bálsamo para a vida.
De modo diverso, espantoso, o que praticam, na atualidade, constituí deverás, assombroso, amargo fel, para a república. “A nossa democracia, é uma modalidade de comunidade livre. Por isto, não pode sobreviver, genialmente, atolada na imoralidade”. Periga, atualmente, como perigou no passado, pois lobos, raposas, tanto da esquerda, como da direita, estão sempre a espreita, aguardando, momento oportuno, para golpeá-la. A escola, na atual reforma, reforma em tramitação continua ignorante, ao não incluir no currículo escolar, conhecimento sobre educação política, esquecendo, propositadamente ou não, que a república, para ser, de fato, república, carece, incisivamente, de uma sociedade politizada, robusta no conhecimento, sublimando, deste modo, o valor do voto, voto qualidade, capaz de premiar os bons e punir os maus gestores públicos, além do mais, ungida pela razão, trocar o voto subserviente leniente, pelo voto consciente sapiente, assegurando a alternância do poder, de forma altiva, transparente.
A atual política, leitor, encontra-se eivada de vícios, portanto, caduca, beneficia os maus representantes, punindo, ao mesmo tempo, os bem intencionados, desencadeando, no meio de nossa gente, descrença na democracia. Advindo, como resultado negativo, número crescente de patrícios, querendo a volta da ditadura, tudo culpa, máxima culpa, dos perdulários representantes do povo, da atualidade, contratados pelo voto, quase todo ele, subserviente-leniente, nas barbas da justiça eleitoral. Imagine o nascer deste terceiro milênio, milênio de avanços extraordinários nas ciências, houvesse ética na política, deste modo, contas equilibradas, PIB positivo, poupança elevada, seus frutos poderiam, sobejamente, estarem sendo convertidos, em bem-estar de milhões de patrícios deserdados da sorte, entre os quais, soma abismal mutilada pelas drogas, outra, vorazmente abocanhada, pelo banditismo organizado.
Por isto leitor, como recompensa, recompensa “honrorosa”, perdulária, deveriam ser agraciados com diploma de inimigos da república, proibidos, para sempre, pela justiça eleitoral, de se candidatarem a cargos públicos.
(Josias Luiz Guimarães, veterinário pela UFMG, pós-graduado em filosofia política pela PUC-Go, produtor rural)