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Direito ao acompanhante

Redação DM

Publicado em 8 de novembro de 2016 às 01:28 | Atualizado há 10 anos

A humanização no parto é entendida como responsabilização mútua entre serviços de saúde e comunidade, consistindo em acolhimento e resolutividade. Esse atendimento é importante para que o parto seja uma experiência satisfatória e segura para a mulher e seu filho. Entre as medidas do parto humanizado, destaca-se o direito da mulher decidir pelo processo de parturição que deseja ter dentro das suas limitações durante o processo de parto. Trata-se de um processo em construção, envolvendo aspectos físico-ambientais das instituições de saúde, qualificação dos profissionais de saúde e da própria cultura das usuárias, que mantêm muito arraigada a atitude submissa diante de seus direitos como usuárias do Sistema Único de Saúde.

O momento do parto é a etapa mais significativa para parturiente, recém-nascido e familiar, processo que depende de horas e provoca profundas mudanças fisiológicas e psicológicas, proporcionando-nos a oportunidade de colocar em prática nossas habilidades para assistir ao nascer com qualidade.

A humanização da parturição, quanto à legitimidade da participação da parturiente nas decisões, está pautada no diálogo com a mulher, na inclusão do acompanhante no parto, além da busca por melhoria na relação da instituição hospitalar e seus clientes. O parto entendido como humanizado não deseja abolir as tecnologias alcançadas para auxiliar a mulher nesse processo, porém elas não devem ser usadas rotineiramente, medicalizando o parto ou tornando-o estritamente cirúrgico.

Trata-se de processo em construção, envolvendo aspectos físico-ambientais das instituições de saúde, qualificação dos profissionais de saúde e da própria cultura das usuárias, mantendo muito arraigada a atitude submissa diante de seus direitos como usuárias do Sistema Único de Saúde.

Humanizar o parto é respeitar e criar condições para que todas as dimensões do ser humano sejam atendidas: espirituais, psicológicas, biológicas e sociais.

Uma boa comunicação em enfermagem é fundamental para uma boa interação. Esta relação é apresentada como um elemento de competência da própria profissão sendo essencial na qualidade do cuidado de enfermagem, as orientações para o relaxamento da parturiente como massagens, banho morno, apoio psicológico são meio de propiciar um ambiente onde a mulher possa se sentir mais segura e amparada.

Percebe-se que apesar de os profissionais demonstrarem uma abertura para aceitar a presença do acompanhante, esta prática ainda é envolvida por sentimentos de apreensão. Porém, mesmo envolto por esses sentimentos, os profissionais que atuam na assistência ao parto e nascimento avaliaram positivamente a presença do acompanhante, reconhecem os benefícios de sua contribuição na fisiologia do parto e para a melhoria da qualidade da assistência e de sua atuação junto à mãe e filho no estabelecimento do vínculo familiar.

 

(Denise Gonçalves Pereira,drª em genética e bioquímica. Débora Zanoni Antunes,especialista em Saúde Pública)

 

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