Direito globalizado e tecnologias mundiais como novas lamparinas
Redação DM
Publicado em 31 de agosto de 2021 às 14:04 | Atualizado há 5 anos
“O espaço se globaliza, mas não é mundial como um todo senão como metáfora. Todos os lugares são mundiais, mas não há um espaço mundial. Quem se globaliza mesmo são as pessoas” (Milton Santos, 1993).
A tecnologia 5G hoje realidade somada coma realidade virtual dentre todas as outras realidades que se criaram e que criamos através do impacto e difusão das variações de realidades distintas num mesmo tempo de vários tempos onde o tudo agora é possível, mas será?
É possível pensar numa tecnologia a exemplo da distribuição de energia mundial como Tesla propôs um dia em seu tempo?
É possível dentro da caricatura vendida acerca da ideia de liberdade uma liberdade livre de qualquer ideologia ou dogmas? Ou liberdade está correlacionada ao poder de consumo?
Seria pensar em inteligência artificial como o futuro acessório rumo a globalizar o conhecimento e seu uso? Ou, seria então, definir a inserção dos lugares em uma rede de relações humanas de modo a valorizar a singularidade em meio à totalidade dentro de um mundo mais solidário?
As grandes questões humanas ou todas as possíveis probabilidades em se pensar, representar e propor as relações caminham na contramão da história e a contragosto se revela na predominância da competição desenfreada por mercados e tecnologias, a busca incessante por recursos naturais e a intensa exploração das nações enfraquecidas pelo código ou o Direito que na verdade são direitos para imposições arbitrarias seja aqui ou acolá,
Ainda que diante cada vez menos postos de trabalho e de privilégios e assim por diante de inúmeras obras pertencentes aos ditos grupo de intelectuais que permeiam e se exprimem por pensamentos críticos os fatos afirmam que estarmos diante de uma completa estetização da realidade, resultado do mosaico pós-moderno lançado nas últimas décadas ,assim como, apregoou Jameson em lato preocupação com os efeitos desse processo na cultura, que tenderia a ser homogênea usando a utopia das argumentações frente à distopia abrupta da realidade que desenhou desde o judiciário ao ser mais excluído da sociedade numa revolução cada vez mais capitalista.