Brasil

E ganharão a eterna luz

Redação DM

Publicado em 9 de abril de 2016 às 03:12 | Atualizado há 10 anos

Ó vós que sofreis que andais aflitos e cansados: não permitais que o desespero vos ensombre os corações, e nem que a revolta vos instale na alma, nos períodos difíceis de vossas vidas.

“Lembrai-vos de Mim — diz a esperança — que sou a Luz que viceja nos corações confiantes”. Sou irmã da fé e da caridade, e venho vos consolar mais uma vez.

Estações de alegria além da matéria aguardam os que sabem sofrer sem lamúria e sem revolta. Outros sóis de luz mais intensa brilham além dos vossos olhos, acalentando outras estações de vida no firmamento, comprovando-nos que realmente “há muitas moradas na casa de nosso Pai”.

E cada lágrima vertida no silêncio da vossa resignação e da vossa esperança, representa uma sombra que se dissipa no vosso espírito; para atingirdes as gloriosas paragens da luz eterna, urge que estejam límpidos como uma estrela, simples como uma criança, alvos como os lírios dos campos — e rutilantes como os sóis infinitos.

Para alcançardes, no entanto, essa condição, é necessário vos esforceis na prática do bem e no cumprimento das leis ministradas pelo Cristo, principalmente no que se concerne à humildade, ao perdão e ao amor ao próximo.

Não julgueis, por outro lado, que a luz é privilégio apenas dos santos, não o é. Jesus, o amigo dos enfermos morais que somos todos nós, jamais nos abandonou um só instante. Permanece ainda agora curando as enfermidades físicas e espirituais de todos os que o procuram, no campo da Caridade e do próprio esforço de redenção.

Eu, a Esperança, fui anunciada por Ele, anulando a presunção dos que se julgam privilegiados pela luz, quando disse que “não se perderá uma só de suas ovelhas”.

Como podeis notar radiantes, não é a luz privilégio de alguns, mas certeza absoluta que deve abundar todas as consciências, pois os ensinamentos divinos — que são remédios para todos os vossos males — não são próprios apenas para os que se julgam isentos de culpas, mas principalmente para todos os que se acham enfermos do corpo e da alma, consoante, aliás, as palavras do próprio Médico Sublime, que fora bem explícito — “os sãos não precisam de médico”.

Eis porque deveis ter esperança. O sublimado Amigo não se encontra a restabelecer os que consideram sãos (bons) — mas a todos os doentes do corpo e da alma, que se dispuseram a busca-lo dentro de si mesmos, segundo os seus esforços de ascensão para o bem.

E ao vos convidar a ser “perfeitos como o vosso Pai o é”, Jesus debruçava em vossos corações outro bálsamo de fé, coragem e esperança, pois  anuncia com isso que sereis, um dia, cedo ou tarde, inundados de intensa luz, graças ao concurso abençoado da reencarnação, uma concessão a mais da bondade do Pai.

Assim, deixareis de ser os doentes morais que hoje sois.

Tenhais, portanto, muita esperança. Vossas dores e aflições encontrarão termo, um dia. É preciso, contudo, que conserveis, nas vossas almas, a chama ardente da fé, da esperança e da caridade.

Benditos todos os que sofrem trabalhando no bem, por amor a Deus, pois serão aliviados pela messe da caridade que semearem — porquanto, já foi dito:

“É dando que recebereis,

é amando que sereis amados,

é perdoando que sereis perdoados,

É GANHAREIS A ETERNA LUZ”

 

(Iron Junqueira é escritor)

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