É legal, mas excrescente
Redação DM
Publicado em 17 de novembro de 2017 às 23:08 | Atualizado há 2 anos
Esta matéria do Estadão, no qual nos informa que nove deputados federais cassados nas últimas décadas por envolvimento em escândalos como de corrupção recebem aposentadoria de R$ 8.775,38 a até R$ 23.344,70 pode ser até legal, mas é de uma excrescência tal que esta afronta não pode mais ser aceita de forma passiva pelo povo brasileiro. Ora, esse parlamentar não foi eleito nas urnas para desviar recursos dos contribuintes. Foi guindado a este honroso cargo para representar seu eleitor com dignidade! E se cometeu o crime citado acima, deveria receber sua aposentadoria na proporção do que contribuiu, mas, pelo valor teto do INSS, de R$ 5.531,31. E sem que se abra mão de devolver centavo por centavo os recursos que desviou durante seu mandato. Assim também deveria ser a regra para qualquer servidor publico que cometeu crime contra o Estado. Precisamos acabar com esta ilha de privilégios, do qual, se beneficiam desgraçadamente altos personagens das nossas instituições…
(Paulo Panossian, via e-mail)
Partidos políticos

Os partidos políticos são também um exemplo de instituição política. No Brasil, inegavelmente essa instituição está caminhando para a falência. Os partidos hoje não mais estão ligados a uma ideologia, estão ligados às negociatas, ao toma lá dá cá. Os escolhidos para representar o povo dão as costas para o povo e nadam de braçada no mar da corrupção. O presidente Temer diz que a população brasileira tem tendência ao autoritarismo e já “desejou” golpe. Não mentiu o senhor presidente. O povo está P da vida com a esculhambação que tomou do Brasil e anseia por moralização. Mas acredito que o melhor golpe que poderia acontecer seria a instituição de candidatura avulsa, para que pudéssemos buscar fora da política partidária, homens que tenham o desejo de governar para o povo.
(Jeovah Batista, via e-mail)
A responsabilidade de todos

O déficit das contas da Previdência é tão catastrófico que a necessidade de aprovação da Proposta da Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 que muda as atuais regras para a concessão de pensões aposentadorias tornou-se uma questão de salvação nacional. Sempre é bom lembrar que em 2016 o rombo nas contas da União, dos Estados e municípios com os gastos previdenciários chegou a R$ 305,4 bilhões. E mais: o consultor econômico, Raul Veloso, já vem alertando há muito tempo de que 70% as 80% dos orçamentos federais, estaduais e municipais eram somente para pagar salários e benefícios, e mudanças urgentes deveriam ser feitas, pois sobrava muito pouco para investir internamente. Chegou a hora, e que Deus ilumine os parlamentares do Congresso Nacional !
(Edgard Gobbi, via e-mail)
“Nobres”

O noticiário dá conta de que a Alerj já se articula para anular, num prazo exíguo, a possível decretação, pela Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), da prisão de três dos muitos políticos desonestos que infestam os subterrâneos da casa. Consta também que a mobilização dos deputados é um espelho do que ocorreu relativamente ao afastamento determinado pelo STF, do Senador Aécio Neves (PSDB MG), quando o plenário do Senado Federal anulou a decisão da suprema Corte. Se em Brasília, as manobras dos “nobres” representantes provocaram ânsias de vômito, as que estão em perspectiva no Rio anunciam uma enfermidade incurável, na medida em que se trata de um estado falido por causa da corrupção, no qual seus funcionários estão sem receber salários.
(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)
Alerta sobre autoritarismos

Está certo o presidente Temer quando alerta para a tendência ao autoritarismo que, em momentos de crise, se manifesta no povo brasileiro, bastando ver a quantidade de cidadãos dispostos a abrir mão de sua liberdade e responsabilidade cívica para aderir a movimentos autoritários tanto à esquerda como à direita. No cerne desta tendência está a fantasia de que as coisas só se resolvem de cima para baixo, bastando colocar um líder ou um regime sentido como forte e imaginado como aquele que salvará o país de todos os problemas que o afetam. Neste dia 15 de novembro, Temer foi a Itu, cidade berço da República, onde marcou sua presença para ressaltar que a democracia é a única possibilidade de avançarmos em direção ao desenvolvimento sustentável. Nunca é demais enfatizar o valor da democracia, já que parte da população se distancia do fato de que esta só existe com a observância da independência dos poderes. Se assim não for, teremos um poder querendo se sobrepor ao outro não sendo possível um país prosperar em meio à confusão institucional que se estabelece. Assim, é importante que o povo brasileiro tenha claro que soluções que ignorem a ordenação e independência dos poderes possa por fim a qualquer crise, podendo até trazer a aparência de solução, mas nunca duradoura, levando após novo período, a outra crise mais grave ainda, pois não há paz que se sustente assentada em um modelo onde um grupo mande e o povo, se tiver juízo, que obedeça. Basta olhar para os países que adotaram o modelo autoritário para ver em que pé de desenvolvimento estão e compará-los aos que vivem em regimes de democracia plena com alternância de poder. Além do mais, imaginar que qualquer tipo de autoritarismo seja bom, mesmo que mascarado de “intervenção pontual” é transferir a responsabilidade de participação dos cidadãos na vida nacional a outrem de quem nunca se terá a garantia que nos assegure tudo o que foi buscado como solução. Parabéns ao presidente Temer portanto por nos lembrar quanto é importante perseguirmos o caminho democrático por mais difícil seja para encontrarmos as soluções que tanto nos angustiam.
(Eliana França Leme, via e-mail)