É preciso prender o chefão
Redação DM
Publicado em 18 de setembro de 2016 às 01:00 | Atualizado há 10 anosAno passado, quando Eduardo Cunha aceitou o pedido de impeachment, e os idiotas úteis compraram a ideia do João Santana de que a Dilma não tinha conta na Suíça e era vítima de uma vingança e que era necessário abolir o Eduardo Cunha do mundo, escrevi um texto dizendo que Cunha não me preocupava. Seu destino era inexorável, e era uma questão de tempo para que ele fosse jogado na lata de lixo. Na época, coloquei dois motivos pelos quais não precisávamos nos preocupar.
O primeiro era que Cunha ousou desafiar a maior organização criminosa que o País já viu. Cunha se voltou contra o PT quando percebeu que o partido o abandonara, e ele estava à própria sorte. Não é fácil peitar esses bandidos. Celso Daniel que o diga. E, ali, quando ousou ser presidente da Câmara, assinou sua sentença de morte política.
O PT cambaleava com a Lava-Jato, mas ainda tinha força em seus puxadinhos: PGR e STF, que voltaram sua fúria contra Cunha enquanto convivia feliz com Renan.
O outro motivo era: Cunha se fiava em um centrão, formado por bandidos ladrões de galinhas sem prestígio na ORCRIM, e sem fidelidade no crime. Gente que não seguraria em alça de caixão nem para salvar a mãe. Logo, a questão de Cunha era apenas de tempo.
Portanto, não comprei a ideia do “E o Cunha?” e alertei que deveríamos manter o foco nos dois personagens que causavam um mal real ao País e poderiam continuar fazendo isso, se déssemos chances, Dilma e Lula. Na época, o Bessias nem existia.
Graças ao Cunha, Dilma caiu. Graças a Dilma e Lula, o Cunha caiu. Agora ainda falta o chefão, o sr de todos os crimes, o que sequestrou o Brasil e o envolveu em sua rede de crimes, Lula.
Esta semana, ele estava no STF zombando da justiça. A pergunta é: até quando?
(Marina Remy, socióloga e jornalista)