Brasil

Eleições municipais 2016 e os financiamentos

Redação DM

Publicado em 9 de julho de 2016 às 02:21 | Atualizado há 10 anos

Estamos em período pré-eleitoral com diversas movimentações políticas de candidatos a prefeito e a vereadores em todas as cidades do Brasil. E uma pergunta que “não” tem resposta é feita por grande parte dos eleitores: de onde virão os recursos para bancar tais campanhas?

Sabe-se que até pouco tempo atrás os recursos eram desviados de empresas estatais, como exemplo vimos o caso da Petrobras revelado pela investigação da Lava Jato. Partidos considerados de grande porte tem uma fatia significativa do fundo partidário que neste ano somam 800 milhões. Este recurso é distribuído a todos os partidos proporcionalmente pelas suas bancadas no Congresso Nacional.

Uma campanha a prefeito em cidades como Aparecida de Goiânia, Anápolis e Goiânia, custava até as últimas eleições milhões de reais. No caso de vereadores a média foi de 300 mil (Anápolis) e 500 mil (Goiânia), com alguns gastando até quase um milhão de reais. Para Gomes (2011, p. 278), “Trata-se dos recursos materiais empregados pelos candidatos com vistas à captação de votos dos eleitores.”

Lógico que esta conta não fecha, pois o salário não cobre estes custos de forma alguma. Surge, assim, outra pergunta: porque gastar tanto se não vai ter retorno? A resposta pode ser pelo poder, ou para defender os interesses próprios ou de terceiros. O fato é que sempre estas duas questões dominaram a política e ainda tem muita influência.

Mas nós, os eleitores, pensando no bem estar social perguntamos: Em quem devemos votar? Em quem demonstra lutar pelo interesse público, ou seja, da coletividade e não o meu ou o seu. Quanto ao financiamento neste ano teremos uma campanha de poucos recursos ou de caixa dois como nunca se viu. Pois, para os que não querem perder o poder vale tudo. Aqui entra a figura do eleitor consciente que deve denunciar os abusos e irregularidades. Se queremos de fato uma política mais limpa faça a sua parte e procure conhecer o seu candidato, não vote em pessoas envolvidas em casos de corrupção. E boa sorte em suas escolhas, pois, delas depende o futuro de nossas cidades.

 

(José Antônio Nunes de Morais,  formado em Ciências Contábeis, pós-graduado em Gestão Universitária, servidor público estadual, possui complementação pedagógica em matemática, estudante de licenciatura em Física e secretário geral do PSB do Diretório Municipal de Anápolis-GO)

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