Em tempos de crise, ao gerenciar as mudanças evite a incompatibilidade de papéis
Redação DM
Publicado em 6 de outubro de 2015 às 22:19 | Atualizado há 11 anosEscolho como guia as palavras de um santo:
“Nas coisas cruciais, unidade… nas coisas importantes, diversidade… em todas as coisas, generosidade.” (Discurso inaugural do presidente GeorgeBush).
Queridos leitores, em continuação ao tema ”Gestão de Carreiras” e continuando o raciocínio do tópico anterior: “Para vencermos nossos obstáculos pessoais…” – DM 23.09.15 – artigo opinião – esta semana falaremos da importância de conhecermos a incompatibilidade dos papéis gerenciais e como eles podem ser obstáculos para um gerenciar eficaz.
Para gerenciar os problemas causados pelas mudanças em tempos de crise, precisamos saber tomar boas decisões e implementá-las de forma eficiente no seu momento certo. A qualidade de nossa gerência é uma função da qualidade das decisões que tomamos e da quantidade de energia que temos para implementá-las.
Ao tomarmos uma decisão, precisamos saber focalizar os serviços que devem ser (P)roduzidos para satisfazer a principal razão pela qual a organização existe. Este é o Papel(P). Este papel torna a organização eficaz a curto prazo, porque os serviços necessários mudam com o tempo. Ichak Adizes(Ph.D, professor associado adjunto da Universidade da Califórnia – Los Angeles, fundador do Institute Adizes) em seu livro: Gerenciando as Mudanças – Pioneira, definiu os quatro papéis ou “ vitaminas” gerenciais de decisão, chamando-as de (PAEI),aonde: (P) – produzir os serviços necessários,(A)dministrar estes serviços, (E)mpreender e (I)ntegrar. Confuso? Vou explicar melhor:
Para que as organizações possam trabalhar de uma maneira eficaz e eficiente, necessitamos destes quatro papéis gerenciais em sincronia, dependendo do papel ou decisão tomado(a), se por acaso, um vier à faltar, a organização poderá ser ineficaz ou ineficiente a curto ou longo prazo, certo?
Para sua organização ser eficaz a curto prazo, você precisa proporcionar as necessidades dos seus clientes, por isso, o papel (P), pode ser medido pela repetição das suas vendas ou atendimentos satisfatórios. Eficiência a curto prazo significa usar o mínimo de recursos possíveis, inclusive o tempo gerencial para a realização de alguma coisa. Para que isso ocorra, a organização precisa ser (A)dministrada, sistematizada e organizada, e isso chamamos de “disciplina”. Agora, para que sua organização seja eficaz a longo prazo, você precisa (E)mpreender, ou seja, pró-agir!, imaginando as futuras necessidades dos seus clientes e posicionar-se de forma a poder satisfazê-los, sendo criativos e dispostos a assumirem riscos. E, finalmente, para que sua organização seja eficiente a longo prazo, ela precisa ser (I)ntegrada pela criação de um clima de co- operação entre todos os funcionários para satisfazer as necessidades dos seus clientes. Se todos cooperarem e nenhum sentirem dispensáveis, a organização pode ser eficaz a longo prazo. Para que isso ocorra a organização precisa identificar e ser sensível às necessidades de todos os interessados, clientes, e projetar um sistema, um clima, que satisfaça mutuamente essas necessidades.
Meus parabéns! Vocês estão começando a compreender o quanto nossos papéis de decisão são importantes no dia a dia, nos momentos de mudanças ou crise, e como devemos ter consciência das necessidades sejam elas espiritual de interdependência, unidade, e de todos aqueles que estão ligados à organização; e não somente satisfazer as pseudo-necessidades.
Boas decisões tornam as organizações eficaz e eficientes a curto e a longo prazo, elas as tornam funcionais, sistematizadas, pró-ativas, em termos de consciência. Quando uma organização é jovem, ela busca soluções (P) ignorando a (A), ela satisfaz seus clientes, voltadas somente às vendas até entrarem em crise. Neste ponto, contratam um (A)dministrador profissional para organizar a casa. Conflitos são inevitáveis e seus funcionários antigos resistem às mudanças e muitas vezes esse gerente é demitido. Por serem papeis interdependentes, ao adotarem a solução (A), seus clientes também mudaram.
Qualquer combinação dos quatro papéis é incompatível, sejam eles: (P) e (I), (A) e (E), sabemos que políticas, regras e comportamentos institucionalizados inibem as mudanças.
Portanto, para que esses papéis, estejam em sintonia com a realidade da sua organização, a sociedade moderna está cada vez mais orientadas para (A)dministrar; pense nisso. Há manuais para tudo – como escutar, falar, vestir, comer etc. É difícil achar um campo do empreendimento humano para o qual não existe um manual de “como fazer”. Até mesmo nossas conversas podem ser transformadas em um manual sobre como gerenciar, liderar, educar ou governar. A motivação correta não é (pAeI- Administrar e Integrar) e sim (paEI – empreender e integrar), por isso que a produtividade japonesa é tão forte. Lá eles são contratados para longo prazo, não é à toa que eles tem uma visão a longo prazo.
Caros leitores; cientes dos fatos, vamos à luta!
(Cezar Tadeu, especialista andragógico em Gestão de Pessoas)