Brasil

II Famiglie

Redação DM

Publicado em 8 de abril de 2017 às 02:36 | Atualizado há 9 anos

A ingenuidade pátria ignora que o monopólio midiático no Brasil funcione como uma organização, cujos objetivos estão submetidos a uma direção colegial oculta e que repouse numa estratégia de manipulação e indução da opinião pública, para defenderem seus interesses empresariais e políticos.

Invariavelmente, os poderes públicos do Brasil – sejam governadores, ministros e presidentes – sempre se agacharam frente esse poder imperial, que determina os rumos da economia e de nosso desenvolvimento, ou retrocesso. Os que resistiram pagaram caro pelas sequelas impostas por esses barões.

Agem no conceito “famiglie”, um conjunto de pessoas que possuem interesses comuns e se juntam em irmandade para a obtenção de suas aspirações pessoais, políticas e econômicas.

O poderosíssimo monopólio midiático no Brasil que junta as cinco “famiglies” possuidoras das maiores empresas deste ramo, como: Civitas – Revista Veja, Marinhos – Organizações Globo, Frias –  Folha de SP, Mesquitas –  Grupo o Estadão e os Saads –  Grupo Bandeirantes.

Essas “famiglies” atuam dolosamente contra o conceito de Soberania Nacional, são desprovidas do sentimento pátrio, por seus mercados e pelo complexo de submissão, é o caso, por exemplo, da revista Veja que funciona como porta-voz dos mais espúrios negócios do departamento de Estado dos EUA contra o Brasil.

Constantemente, as “famiglies” foram contra a construção da Petrobrás, conseqüentemente contra o projeto de desenvolvimento implantado por Getúlio Vargas e pregaram confessadamente o golpe contra João Goulart, adularam e enriqueceram com o regime dos generais, escoraram José Sarney, produziram Collor, se deram ao luxo de alçar FHC, engoliram Lula, e derrubaram Dilma, e agora tentam arquitetar Dória.

A folha corrida destas “famiglies” contra o Brasil é imensurável, todavia contam com a benevolência da justiça acovardada, e com os seus tentáculos em todas as esferas de poder.

Mas o pior crime dolosamente cometido por essa organização é a manipulação infame da opinião pública brasileira, que segue o rito da criminalização da política, e retransmiti o conteúdo panfletário dos integristas, que aproveitam da despolitização secular que temos.

Esse carcinoma que agride a sociedade brasileira precisa ser enfrentado. A unificação do discurso da submissão, da alienação e da aceitação cordata de que somos desprovidos de direitos, e que isso é da natureza humana, nos regride e nos remonta aos tempos escravocratas.

A crise em que atravessa o Brasil, a perda de direitos da classe trabalhadora e a corrupção institucionalizada têm as digitais das grandes “famiglies” que detém o monopólio da alienação pátria.

 

(Henrique Matthiesen, bacharel em Direito)


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia