Brasil

Indústria gráfica: motor da economia de Goiás e do Brasil

Redação DM

Publicado em 26 de junho de 2015 às 23:30 | Atualizado há 11 anos

 

Comemorado no dia 24 de junho – data escolhida em 1988, em alusão ao nascimento do alemão Johannes Gutemberg, inventor da prensa móvel em 1450, na Alemanha, considerado o pai da comunicação moderna –, o Dia da Indústria Gráfica realça o setor que é responsável pela produção diária de milhões de impressos, que ajudam a gerar empregos e a movimentar a economia do nosso País. São cerca de 21 mil gráficas, empregando em torno 220 mil profissionais, nas áreas de criação, pré-impressão, impressão e acabamento.

Desde o funcionamento da sua primeira gráfica, instalada em 1808, quando teve início a era da Imprensa Régia, implantada no Rio de Janeiro por D. João VI, o Brasil conta com este setor estratégico, precursor da modernidade industrial e tecnológica, que contribui de maneira muito significativa para o progresso socioeconômico nacional.

As produções do setor industrial gráfico, que comemora este ano duzentos e sete anos de existência no Brasil, apresentam excelente qualidade e têm uma importância fundamental para as áreas da educação, cultura, comunicação e outras esferas da economia nacional. Ela tem grande responsabilidade no nascimento e desenvolvimento da imprensa, da literatura e da propaganda. É a maior aliada da cultura.

Embora com desempenho superior à média da indústria de transformação nos últimos anos, o setor enfrenta dificuldades, expressas em queda de produção, emprego e investimento, neste período de retração, que afeta o conjunto da economia nacional. Não obstante, sob a liderança da Abigraf Nacional, organizada em 22 regionais, incluindo o Estado de Goiás, este setor soma-se às forças produtivas do País na reivindicação por reformas estruturais urgentes (tributária, previdenciária e trabalhista) e mais segurança jurídica, responsabilidade fiscal, lisura na gestão pública e redução do chamado custo Brasil.

A indústria gráfica defende a superação da crise e à retomada do crescimento. Entre outras reivindicações, este setor demanda junto aos poderes públicos: o fim do conflito tributário entre ICMS e ISS; a redução na importação de livros; a aprovação do Projeto de Lei 7867/2014, do Deputado Vicentinho, que proíbe a aquisição de publicações gráficas de procedência estrangeira pelos órgãos públicos e do projeto de lei sobre alíquota “zero” de PIS/Cofins para a impressão de livros no Brasil.

É importante esclarecer que as gráficas nacionais sofrem concorrência desigual e desleal dos importados, que usufruem de benefício fiscal e estão livres desses tributos. Outra medida necessária para a retomada do crescimento sustentado da nossa economia seria a isenção tributária para compras de maquinários sem similar nacional, de forma a fomentar o aumento da competitividade da indústria gráfica.

Em Goiás, a indústria gráfica exerce um papel de relevo no cenário econômico, com mais de seiscentas empresas empregando mais de quatro mil trabalhadores. Sob a liderança do Sigego, fundado em 24 de outubro de 1950 e um dos responsáveis pelo surgimento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, o setor busca permanentemente inovações tecnológicas, qualificação profissional e melhoria da gestão empresarial, com foco no aumento da produtividade, dentro dos parâmetros do respeito às normas técnicas, qualidade, valorização do capital humano e exercício da responsabilidade socioambiental.

Durante a trajetória desta entidade, obtivemos conquistas históricas, como a aprovação da lei de isenção do ICMS para equipamentos gráficos novos, de iniciativa do governador Marconi Perillo. Esse instrumento legal implementou e desburocratizou a aquisição desses equipamentos, contribuindo para a modernização do parque gráfico goiano.

O nosso parque gráfico é motivo de orgulho para Goiás. Ele está bem estruturado, com impressoras modernas, que proporcionam a maior fidelização possível de cores, aderência e durabilidade nos impressos, máquinas revisoras eletrônicas e de acabamentos de última geração. Atendemos dentro de elevados padrões de qualidade, demanda e prazo, com tecnologias que permitem maior produtividade e o melhor custo-benefício do País. Estamos plenamente aptos à prestação de serviços gráficos com rapidez, qualidade e eficiência, desde o envio do orçamento até a impressão e entrega do material.

Com criatividade, equilíbrio, dinamismo e planejamento, o setor gráfico goiano conseguirá atravessar a crise, que afeta o conjunto da economia brasileira, para buscar ainda mais a sua expansão e modernização com o vigor característico deste valoroso segmento empresarial.

 

(Antônio Almeida, vice-presidente da Fieg e presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, do Sigego/Abigraf, da Editora Kelps, do Ibraceds e presidente de honra da Abraxp)

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