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Jóquei Clube de Goiás: essa chama jamais se apagará

Redação DM

Publicado em 31 de março de 2017 às 02:58 | Atualizado há 9 anos

Sempre sou abordado pelas pessoas sobre as condições atuais do Jóquei Clube de Goiás e não consigo responder pois cumpri a missão que me foi destinada e passei a dedicar-me às atividades outras.

Entretanto desde o início desse ano, passei a observar que o clube na sua sede social vem retroagindo e fechou as suas portas novamente e sinto-me na obrigação de discorrer neste artigo esclarecedor sobre importantes passagens que ocorreram.

No ano de 2009 formamos uma chapa denominada “O Jóquei é nosso” e vencemos o prefeito com 80% dos votos dos associados que foram às urnas em eleição realizada no Hipódromo da Lagoinha.

O Jóquei estava sucateado sem luz e água, instalações danificadas, piscinas com águas esverdeadas com perigo de dengue, salão de bilhar, saunas, ginásio de esportes, academia e restaurante destruídos e as salas administrativas com documentações violadas e lixo acumulado (18 toneladas foram retiradas).

Encontramos diversas ações trabalhistas e dívidas salariais com os funcionários e fornecedores.

No ato da posse tomamos conhecimento do contrato de parceria Jóquei e Faculdade Padrão realizado pela Diretoria anterior e com duração de 20 (vinte) anos e prorrogáveis por mais 20 (vinte) anos.

Imediatamente entramos em contato com a parceira Faculdade Padrão para que fosse cumprido o contrato ou seja os investimentos necessários para viabilizar o clube e em contrapartida o Jóquei honraria a sua parte no estabelecido, ou seja disponibilizar as áreas do estacionamento e o antigo Ginásio em frente à Caixa Econômica Federal.

Encontramos dificuldades cotidianas mas com diálogo e muito esforço os objetivos foram alcançados com a completa recuperação das instalações do clube, quitação dos encargos com a CELG e Saneago e os acertos das dívidas trabalhistas e quitação dos salários dos funcionários.

Presto neste espaço os esclarecimentos que a Faculdade Padrão efetuou ainda outros aportes financeiros para viabilizar o Jóquei e inclusive ressarciu as despesas que havíamos despendidos por exemplo na recuperação da bomba do posto artesiano e outros gastos necessários como as compras de materiais de limpeza, materiais elétricos e hidráulicos. É importante esclarecer que Presidente do Jóquei não recebe salários…

Em seguida no dia 25 de Julho (domingo) de 2010 o Jóquei foi reaberto e entregue aos joqueanos e à população goianiense em perfeitas condições de uso.

Publicamos aqui as palavras do conceituado médico Dr. Luiz Rassi no ato festivo e que infelizmente nos deixo, partindo para a eternidade no sábado passado:

“Meu coração se alegra porque hoje se escreve mais uma importante parte da história do Jóquei Clube de Goiás. Esperava há muito tempo por essa data sem ter a certeza de que chegaria de uma forma tão bonita e especial como está sendo.

Sinto orgulho de ser sócio desde 1.949.

Tenho o prazer de exibir minha carteira social de número 106.”

O nosso período frente à Presidência foi de 02 (dois) anos e em 2.011 encerramos a nossa gestão vitoriosos com nossas conquistas.

De repente agora em 2016 o nosso Jóquei fechou novamente por falta de pagamentos à CELG e SANEAGO e por outros motivos não esclarecidos.

As notícias escassas e que tomamos conhecimento é que o contrato de parceria não está sendo cumprido.

De acordo com o estatuto do clube teremos eleições para a Diretoria em breve e fui procurado por diversos sócios para enfrentarmos esse desafio e resgatar o patrimônio dos goianienses, pois a história do Jóquei se confunde com a história de Goiânia e o Jóquei é nosso.

Respondo então que posso contribuir sem participar de nenhuma chapa e que tenho obrigação como joqueano antigo há mais de 40 anos como sócio remido de oferecer algumas sugestões. Proponho a união das partes para o alcance dos objetivos. Radicalizar e insistir no antagonismo não é certo.

Apresentando algumas propostas:

Sem pretensões de prejudicar ninguém mas defendendo o clube e os associados legítimos é importante rever o contrato de parceria Jóquei/Padrão, pois entendemos que não existem mais razões de prevalecer. Parceria tem que ser positiva para ambos os lados.

Exigir que a parceira do Jóquei invista novamente altos valores para reformar as instalações do clube e a correção das infiltrações (rachaduras perigosas) vai gerar mais problemas e grande aporte financeiro.

Não deviam permitir que o Jóquei fechasse novamente…

Que em ato seguinte seja discutido com os associados as possibilidades de promover negociações para as áreas do clube no total ou parcialmente com as seguintes objetivos:

Permanecer com a sede social da Rua 03 e Av. Anhanguera toda reformada e sem dívidas e os empresários constroem nas áreas livres.

Ou que seja comercializada toda a área do clube e que se construa nova sede social dentro do Hipódromo da Lagoinha que é do Jóquei, unindo Hipismo e setor sócio/esportivo no mesmo espaço e que seja reformado todo o hipódromo. Que se edifique o Novo Jóquei em Padrões modernos.

Acredito que com o sacrifício de todos nós haveremos de resolver essa confusa situação que vem perdurando há muito tempo.

Os esforços e o legado deixados pelo honrado fundador do Jóquei Clube de Goiás Dr. Pedro Ludovico Teixeira não podem ser desconsiderados.

As nossas responsabilidades perante as futuras gerações nos induzem a lutar sempre pelo patrimônio goiano cuja pedra fundamental foi lançada em 28 de Abril de 1.937 com entusiasmo do nosso primeiro Presidente Dr. Pedro Ludovico Teixeira.

E para finalizar conclamo os ilustres Governador Marconi Perillo e Prefeito Eleito Iris Rezende Machado para que voltem os olhos para o Jóquei oferecendo suas contribuições, pois repito a história do Jóquei se confunde com a história de Goiânia e essa chama jamais se apagará…

Que uma comissão mostre projetos aos governantes citados e materializarem o que possam contribuir.

Encerro o artigo neste espaço gentilmente concebido pelo Diário da Manhã indagando aos antigos sócios do Goiânia Tênis Clube, Balneário Meia Ponte, Clube Social de Campinas na Av. 24 de Outubro e outras, quem pode explicar corretamente o que aconteceu com suas ações?

Atitudes sérias e transparentes devem ser determinantes para o encontro da continuidade do jóquei e o poder Judiciário acionado sempre para proferir as justas sentenças. Assim acredito.

Em tempo: procuramos o prefeito Paulo Garcia e o então secretário de Esportes Luis Carlos Orro em 2.010 para que em cumprimento da Lei complementar nº 170/2007 sobre a concessão de Incentivos Fiscais (IPTU/ITU) fosse implantado programas de Iniciação Esportiva para a comunidade.

 

Dever cumprido e a luta continua…

Que os amigos do Jóquei colaborem e os associados decidam.

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