Jornalista defende padre Luiz Augusto do ataque da Rede Globo
Redação DM
Publicado em 11 de junho de 2015 às 03:55 | Atualizado há 11 anos
“Mas, eu digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” – Mateus 5:44
O padre Luiz Augusto mais uma vez é colocado na mídia como um indivíduo de conduta antiética e acionado judicialmente sob a acusação de ter praticado um ato de improbidade administrativa. Tudo por conta de ser funcionário efetivo da Assembleia Legislativa desde 1980 e de não dar expediente efetivo na Casa desde quando foi ordenado sacerdote.
A poderosa Rede Globo de Televisão pautou sua afiliada em Goiás para produzir uma reportagem que integrou uma série de outros casos espalhados pelo País e citou o caso do padre Luiz Augusto como sendo de um típico “funcionário fantasma” junto a outros supostos desmandos cometidos em Assembleias de outros estados.
Ato contínuo da orquestração que se iniciou em março desse ano, quando foi veiculada a primeira reportagem sobre o caso, o Ministério Público protocolou na segunda-feira, dia seguinte à veiculação da reportagem, a famigerada ação civil pública por ato de improbidade e pede o bloqueio de bens do padre Luiz Augusto e de outros citados na ação. O montante dá a dimensão do quanto a perseguição é cáustica: R$ 12,498 milhões em bens com pedido de bloqueio e contas bancárias ou aplicações financeiras e a indisponibilidade de bens e veículos.
O que causa mais estupor é saber que há centenas de casos de funcionários fantasmas em Goiás e até no Ministério Público, de improbidade administrativa grave e de dos mais deslavados casos de indecência pura na administração pública que poderiam ilustrar uma reportagem muito mais ampla, mas que foram deixados de lado e que somente o caso do padre Luiz Augusto importava. A razão é simples: trata-se o padre Luiz Augusto e tudo o que ele representa.
Esse sacerdote, em suas pregações, é crítico implacável de programas de televisão que banalizam condutas como homossexualismo, prostituição, incesto e apologia às drogas. Nas celebrações ele critica abertamente a Rede Globo e suas novelas que fazem alusão de normalidade e modo de vida moderno a práticas que desestruturam famílias, corrompem valores e induzem a atos que atentam contra a religião e a busca da perfeição. Esse mesmo presbítero fez pregação aberta contra outdoors e painéis espalhados pelas cidades que fazem propaganda de casas de prostituição e de motéis dizendo que isto destrói valores e famílias, além de distanciar os indivíduos de Deus e da religião.
Pois, a paga veio em forma de uma campanha de desmoralização e visando unicamente desacreditar um sacerdote que com seu carisma e pregação focada unicamente na mensagem do Evangelho arrebanha fiéis contados aos milhares. Como não podiam falar nada sobre sua atividade religiosa que combate o uso de drogas, prostituição, destruição de famílias, libertinagem e homossexualismo a perseguição entrou por uma fresta aberta no rumo dos salários recebidos pelo padre Luiz Augusto na Assembleia Legislativa desde que foi ordenado sacerdote.
Creia, caro padre Luiz Augusto, nenhuma dessas clavas que se levantam contra você tentando lhe atingir por vias transversas é digna de crédito ou tenha algum valor para quem conhece sua história e sabe da procedência das críticas que lhe atiram. O que está havendo é puramente um movimento para tentar lhe calar e impedir a continuidade de sua pregação de preservar valores e famílias. Há os inocentes úteis que não se intimidam em reverberar a batida do tambor que anuncia a abertura do patíbulo para enforcá-lo.
Os desígnios do Supremo Criador são insondáveis, mas sabemos que uma provação colocada em nossa existência tem o condão de nos imprimir sabedoria após a reflexão do que está acontecendo. Assim, talvez o que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, esteja pretendendo é lhe dar uma lição de que vigilância e constância são virtudes que um cristão não pode deixar frouxas, porque “nunca sabemos a hora que vem o ladrão”, como consta na parábola. Os inquisidores da mídia e do Ministério Público aproveitaram um instante de folga para entrar à sorrelfa visando confundir a opinião pública.
Nós que lhe conhecemos sabemos bem o valor de sua obra de evangelização e caridade e do quanto você é querido por todos, causando até mesmo muito ciúme em parcelas da Arquidiocese de Goiânia que não tem moral nem obras para competir com seu carisma. Temos certeza que nenhum valor recebido foi usado em proveito próprio ou para satisfazer vontades mundanas, tudo foi investido na obra de caridade e assistência social que você empreende na sua comunidade. Sabemos que sua pregação visa construir a justiça e buscar a perfeição junto às pessoas de boa vontade e que não será essa insidiosa campanha que irá nos afastar da sua obra evangelizadora, libertadora e absolutamente caridosa.
Não temas, meu bom irmão. Se lhe for determinado restituir todo o valor recebido, nós que sempre acreditamos em você vamos arrecadar cada tostão necessário e eu liderarei o movimento para isto. Vamos fazer rifas, coletas, sorteios e até mesmo passar um “Livro de Ouro” para arrecadar fundos e contribuir para elidir completamente sua responsabilidade civil. Aliás, Livro de Ouro é especialidade de uma autoridade que lhe aponta o dedo acusatório. Quando pretendeu ser candidato a um cargo eletivo não se intimidou em coletar R$ 15 mil junto a um expoente da contravenção fazendo-o contribuir em seu “Livro de Ouro”. O importante é que estaremos juntos, ao seu lado, no bom combate de não deixar que o mal sufoque o bem.
Acredite, meu bom padre Luiz Augusto, Deus coloca cruz pesada em ombros fortes e essa provação é para que aprendas algo de positivo. Mas, eu também sou Luiz Augusto na forma de pensar uma família livre de vícios e imperfeições. Cumpra o ordenamento do Sublime Mestre e reze por que lhe acusa, não permita que qualquer um dos seus fiéis maldiga os que lhe perseguem. Somente o bem tem o poder de neutralizar o mal por completo, assim como a verdadeira luz pulveriza a treva, dissipando a escuridão e libertando os espíritos.
Saiba que toda experiência é válida e o terror que agora vive será amálgama para as muitas construções que farão um mundo melhor, mais justo, onde as virtudes sejam cultuadas em templos e os vícios sepultados em masmorras.
(Hélmiton Prateado é jornalista)