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Leite, intolerância à lactose, osteoporose

Redação DM

Publicado em 15 de outubro de 2015 às 00:44 | Atualizado há 11 anos

O leite é uma excelente fonte de proteína animal e o constituinte dietético mais adequado para consumo.

O valor nutricional do leite é bem conhecido entre as pessoas de todo o mundo, por incluí-lo em sua dieta. O leite é uma fonte ideal de nutrientes, tais como vitamina A, B12, D cálcio, fósforo, selênio, magnésio, proteína, zinco e riboflavina. Estes são essenciais para o funcionamento geral e a saúde do corpo, e que reduzem a probabilidade de certo número de deficiências, e melhoram a saúde de uma variedade de maneiras.

A baixa ingestão de leite e seus derivados faz com que o corpo precise cada vez mais de cálcio para seu bom funcionamento e, infelizmente, o consumo apenas de vegetais verdes-escuros não é suficiente para suprir a necessidade diária deste mineral.

Já a proteína, também presente em boas quantidades no leite e derivados, irá auxiliar no crescimento de crianças, na formação e manutenção dos órgãos e na cicatrização.

A princípio, todas as pessoas devem ingerir leite e derivados, porém algumas podem ter a chamada intolerância à lactose que pode determinar a má absorção do cálcio. Esse problema deve ser acompanhado com orientações de um nutricionista.

Entretanto, a capacidade de digerir a lactose contida no leite depende da presença e da atividade da enzima lactase, cuja atividade diminui com o passar dos anos devido a uma redução na sua quantidade no intestino, ocasionando à má-absorção da lactose.

O acúmulo de lactose no intestino induz à fermentação por microrganismos intestinais, o que resulta na formação de gases que são responsáveis pela flatulência, distensão e dor abdominal. Além disso, a presença de lactose não absorvida no intestino aumenta a pressão, retendo água e aumentando o trânsito intestinal, o que resulta em fezes amolecidas e diarreia, podendo levar a uma absorção comprometida de cálcio.

Ao sentir estes sintomas, procurar um médico especializado, para fazer um diagnóstico correto e descartar outras intolerâncias, que podem ser  confundidas com intolerância à lactose.

Verificar qual o grau de severidade da intolerância. Procurar um nutricionista com experiência no assunto para não que você não sofra restringindo alimentos sem necessidade. A maioria dos derivados do leite pode ser consumida sem problemas, desde que sem exageros, por intolerantes à lactose, a não ser que a intolerância seja severa. Os derivados apresentam quantidades reduzidas ou mesmo traços do açúcar, já fermentado durante o processo de produção de iogurtes, queijos, coalhadas, etc. Há também opções de alimentos com muito baixo ou até mesmo leites totalmente sem lactose.

A presença dessas reações pode levar a um menor consumo de leite e de derivados e, consequentemente, a uma ingestão insuficiente de cálcio, predispondo seus portadores a maiores riscos para o desenvolvimento da osteoporose.

A infância e a adolescência são os melhores períodos na vida das pessoas para aquisição mineral óssea e obtenção do pico de massa óssea (definido como a quantidade máxima de massa óssea). Se não tivermos uma alimentação correta, ou fizermos restrições exageradas de alimentos – dietas da moda, dietas radicais – podem ocorrer déficits importantes, comprometendo a saúde da vida inteira e aumentando o risco de fraturas por osteoporose.

A osteoporose provavelmente é a mais conhecida dentre as doenças ósseas relacionadas à nutrição e também à falta de atividade física. Essa patologia é caracterizada por desmineralização e redução da matriz óssea – levando a perdas graves do osso. Ela progride lentamente e raramente apresenta sintomas, até que ocorra a quebra dos ossos. É mais comum em mulheres, e mais ainda, entre aquelas de etnia branca. Como o período de maior retenção de mineral ocorre durante a infância e a adolescência, é nesta fase que o consumo de cálcio deve estar mais adequado.

Para diagnosticar osteoporose, o médico poderá solicitar uma densitometria óssea a cada um ano. O tratamento nutricional para osteoporose pode ser feito através de uma alimentação rica em cálcio. Boas dicas são adicionar queijo ralado, amêndoa ou creme de leite light (com moderação) às refeições, se possível, e nos lanches dar preferência aos iogurtes enriquecidos com vitamina D.

Caso não consiga suprir a necessidade, o ideal é utilizar suplemento alimentar à base de vitaminas e minerais como cálcio, magnésio e vitamina D. O tratamento para osteoporose é voltado para o fortalecimento dos ossos.

É necessário a prática ideal e  regular de exercícios físicos. A osteoporose não tem cura e o tratamento nutricional e medicamentoso (quando houver necessidade) deve ser feito por toda vida. Quando a osteoporose é devidamente controlada diminui o risco de quedas e de fraturas ósseas.

 

(Juliana Monteiro Senra, nutricionista CRN1/10456, pós-graduanda em Nutrição Esportiva – Fanut)

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