No reino da palavra
Redação DM
Publicado em 10 de janeiro de 2018 às 22:13 | Atualizado há 9 anos“Aulas da vida” é o título de uma obra magistral psicografada pelo incomparável Francisco Cândido Xavier da ilustre e veneranda lavra do benfeitor espiritual André Luiz.
Dela pinçamos a belíssima e oportuna mensagem intitulada “No Reino da Palavra,” com a ousada pretensão de ter aquele renomado autor espiritual como parceiro na urdidura deste singelo artigo.
Avençamos conosco mesmo, naturalmente com o assentimento do venerável benfeitor espiritual que sua mensagem para não ser desvirtuada seria grafada na íntegra com letras maiúsculas. O singelo conteúdo do texto aqui escrito em letras menores ou em letras minúsculas é de única responsabilidade do irmão menor que assina a matéria. Diz o benfeitor, textualmente em sua esclarecedora mensagem:
“Não grite.” A palavra é o veículo encarregado de materializar a extraordinária força criadora da energia vibracional do pensamento fonte inesgotável de tudo. Ao demonstrar a força e a pujança do pensamento materializada na palavra articulada ninguém precisa gritar. Fale baixo e com moderação para fazer-se respeitado.
“Conserve a calma.” Manter a serenidade e o equilíbrio diante de toda e qualquer situação é demonstrar a sabedoria dos que já encontraram a paz interior.
“Fale com inteligência, sem exibição de cultura.” A simplicidade no falar, no escrever e no viver deve ser a tônica daqueles que norteiam suas condutas pelos princípios da balsâmica e veneranda doutrina dos espíritos. Embora seja ela uma doutrina de cultura conforme assevera em linguagem simples e escorreita a benfeitora Joana de Angelis, que ninguém olvide seu indelegável compromisso de reviver o Cristianismo em sua essência e maior pureza.
“Responda serenamente em toda questão difícil.” A resposta serena em qualquer circunstância é sábia e geradora de harmonia e paz. Exercer a calma é um gesto de sabedoria de quem já aprendeu a ouvir o próximo sem julgamento e sem o intempestivo desejo de revidar.
“Evite a maledicência.” Agindo sorrateiramente a maledicência é uma invirtude que em valendo se da hora vazia, aproveita a oportunidade para se instalar na mente e no coração daqueles incautos que ainda não vigiam sem cessar. A prática costumeira e contagiante desta perniciosa e indesejável epidemia moral só se evita com muita vigilância e com a oração que é o sustentáculo da alma.
“Fuja a comparações, afim de que seu verbo não venha a ferir.” O respeito ao semelhante e à sua maneira própria de pensar, falar e agir desautoriza-nos a fazer comparações a qualquer título. O dever impostergável de toda criatura é respeitar o pensamento, a palavra, as ações e a vida pessoal daqueles que os circundam compartilhando jornada afora novas e importantíssimas experiências vivenciais. Se nos ocuparmos exclusivamente com a tarefa pessoal e indelegável de fazer brilhar nossa própria luz, logo perceberemos que por não ser assunto da nossa conta, nós não temos nada a ver com o que as pessoas falam e pensam a nosso respeito. Com esse entendimento fenece-se o verbo desagregador que lesiona ferindo de morte o companheiro de jornada evolutiva ávido por viver sua própria experiência existencial.
“Abstenha-se de todo adjetivo desagradável para pessoas, coisas e circunstâncias.” Todo e qualquer adjetivo pernicioso, intempestivo e inadequado utilizado indevidamente para nominar ou caracterizar pessoas, coisas e circunstâncias revela o atraso moral de quem se valeu dele indevidamente. O nosso deve ser o esforço pessoal de ampliar o olhar existencial e enxergar no próximo um verdadeiro irmão em humanidade e exalçar suas virtudes. Adjetivar bem e sem maldade as coisas e as circunstâncias que ornamentam a senda de nossa trajetória evolutiva como prova incontestável de que estamos avançando a caminho da luz.
“Guarde uma frase sorridente amiga para toda situação inevitável.” O desempenho desta missionária tarefa que pode caracterizar um enorme desejo de amar e servir importa no saber cultivar bons e inspiradores pensamentos. Se a “boca fala daquilo que está cheio o coração”, quem traz consigo bons pensamentos na mente e no coração, haverá de saber articular uma frase edificante, harmoniosa e confortadora para qualquer situação dita inevitável.
“Recorde que jesus nos legou o evangelho, exemplificando, mas conversando também.” As suas foram sempre conversações edificantes e proveitosas do Mestre venerável que veio ao mundo com a sublime missão educativa de ensinar a prática do amor e da caridade. O espírito mais perfeito que Deus enviou à humanidade para nos servir de modelo e guia, passou pela vida física deixando pegadas de amor e um rastro de luz pelos caminhos percorridos. Ao ausentar-se de nós prometendo rogar ao Pai o envio de um Novo Consolador, recomendou-nos a pregação sistemática e permanente da boa nova, sobretudo de seu Evangelho de amor e de luz, o maior código de ética da humanidade grafado indelevelmente na consciência de toda criatura.
Se o ilustre leitor que nos honra brindando-nos com sua amorável presença desejar ficar apenas com a mensagem transcendental vinda de outras paragens através das preciosas mãos de Chico e autoria espiritual do renomado benfeitor André Luiz, leia apenas o que foi escrito com letras maiúsculas. Se ultrapassar estes limites e ler todo o conteúdo por certo avançará pouco ao iranizar a própria conduta.
Felizmente e inobstante as dificuldades passageiras deste tormentoso momento da gloriosa transição, Jesus Altaneiro e Soberano, sustentando o Reinado Permanente de Sua Palavra Edificante que consola e redime, continua no leme desta embarcação planetária.
(Irani Inácio de Lima, presidente da Associação Jurídico Espírita de Goiás)