Noite fria
Redação DM
Publicado em 4 de janeiro de 2016 às 21:41 | Atualizado há 11 anos
Vento toca o rosto, épocas diferentes, o espírito fica paralisado diante do que os olhos veem.
Olhares que se cruzam perdidos – noite fria, pensamentos quentes, desejando uma utopia de uma noite, ser feliz. Sentimentos voam.
Vontades, desejos, dentro d’alma que clama por amor, uma noite.
O gordo só vê o prato de macarrão à frente, os olhos maiores do que a vontade.
Os olhos de todos investigam,
mas não desgrudam dos celulares,
ausentes e presentes,
buscam o irreal, estão em frente à realidade, mas continuam envolvidos no mundo abstrato, o silêncio domina a alma e a timidez diante do real inibe a vontade.
O real assusta e o virtual desinibe, solta o desejo, se expõe, diz tudo, vazio, quer no real, mas mantém na obscuridade.
Frieza envolve e o insensível suprime o desejo,
solidão entre as quatro paredes, são frias, cerrando os olhos com a alma dilacerada.
Inacessibilidades,
mundo das ilusões presentes,
mas preferem a fantasia, que mundo triste que envolve o ser desta época.
(Amyn Daher Jr, escritor)