Brasil

Nova Era

Redação DM

Publicado em 19 de março de 2017 às 02:32 | Atualizado há 9 anos

Pelo bem geral da humanidade inteira vislumbra-se o alvorecer de um novo mundo. O salvo-conduto para nele transitar exige de nós  adaptação a novos valores; exige  que  aceitemos a continuidade da vida após a morte, considerando que somos  seres imortais. Isso  é um fato.

A ideia  decorrente é que só   teremos êxito em nosso objetivo se   enfrentarmos  a consequência de nossas ações, se quisermos  alcançar a desejada  paz de espírito, o que  dependerá da forma como administrarmos  a nossa vida.

O que conta é a preparação e a realização para a mudança  que, inevitavelmente,  se dará.

Sensatamente, escolhamos Jesus como Mestre e Guia.  Ele   trouxe para a humanidade a luz divina de um caminho novo.  Demonstrou, desde o início de sua atividade, que contava com o sentimento e a boa vontade de quem quisesse trabalhar com ele no estabelecimento do Reino de Deus no coração do homem.

Veio mostrar-nos o caminho de lá para cá, para podermos ir, após ele, daqui para lá, com a certeza do dever cumprido.

Como não poderíamos ir ter com ele, em seu elevado estado evolutivo, eis que ele vem até nós, aniquilando-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante a nós, por amor.

Jamais criatura alguma atingiu as culminâncias do Cristo.

Para assimilar-lhe a lição,  implica que  estabeleçamos  suas leis em nossos corações, o que gera mudanças, determinação e  esforço de muitas vidas.  Já sabemos que muito árduo é esse trabalho.

O próprio Cristo nos afirmou que é preciso querer beber do seu cálice, mas  também disse-nos que o seu Espírito se ilumina da sagrada certeza da vitória. A paz de consciência e a resignação suprema à vontade do Pai são objetivos de seu Reino.

No livro Boa Nova, (FEB 2010), Humberto de Campos  (Espírito) através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, transcreve a fala de Jesus registrada nos anais do Plano Espiritual Superior: “Os homens costumam falar de uma paz que é ociosidade do Espírito e de uma resignação que é vício de sentimento. Trago comigo as armas para que o homem combata os inimigos que lhe subjugam o coração e não descansarei enquanto não tocarmos o porto da vitória. Eis que o meu cálice agora tem de transbordar de fel, que são os esforços ingentes que a obra reclama.

“Há homens poderosos no mundo que morrem comodamente em seus palácios, sem  nenhuma paz no coração, transpondo em desespero e com a noite na consciência os umbrais da eternidade.

“Há lutadores que morrem na batalha de todos os momentos, muita vez vencidos e humilhados,  guardando , porém, completa serenidade de espírito , porque, em todo o bom combate, repousaram o pensamento no seio amoroso de Deus.

“Outros há que aplaudem o mal , numa falsa atitude de tolerância, para lhe sofrer amanhã os efeitos destruidores. Os verdadeiros discípulos das verdades do Céu, esses não aprovam o erro, nem exterminam os que os sustentam. Trabalham pelo bem , porque sabem que Deus também está trabalhando. O Pai não tolera o mal e o combate, por muito amar a seus filhos…vê, pois, que o nosso Reino é de trabalho perseverante pelo bem real da humanidade inteira.”

As sinalizações para endireitar os caminhos  são evidentes em todas as palavras de Jesus. Retratam a realidade das escolhas e atitudes que na vida de cada um apontam que os tempos são chegados.  A esperança fortalece-se ante o alvorecer de uma Nova Era.

 

(Elzi Nascimento, psicóloga clínica e escritora/Elzita Melo Quinta, pedagoga, especialista em Educação e escritora. São responsáveis pelo Blog Espírita: luzesdoconsolador.com. Elas escrevem  no DM às sextas-feiras e aos domingos. E-mail: [email protected] (062) 3251 8867)


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