Brasil

Novos rumos para o Brasil

Redação DM

Publicado em 14 de julho de 2016 às 21:25 | Atualizado há 10 anos

Os primeiros meses do governo interino de Michel Temer demonstram a encruzilhada onde o Brasil está paralisado. Do ponto de vista da governabilidade, vivemos – país, Estados e municípios – autêntico regime de crônicos déficits, com dramática queda de receitas, imposta pela recessão profunda, contas estouradas e quase sem investimento.

Na maioria dos Estados, a situação geral é de enorme dificuldade. E até mesmo para aqueles que não frequentam, ainda, a proximidade do abismo há uma situação de grande penúria e frustração.

Em Goiás, apesar da crise, vivemos um momento diferenciado, pois o governador Marconi Perillo, fundado na criatividade e na ação voltada para a austeridade, conseguiu reequilibrar as contas públicas.

No plano nacional: déficit infinitamente maior do que o maquiado pela gestão Dilma Rousseff, que atinge quase duas centenas de bilhões.

Quando se sai das estatísticas para a realidade, o cenário é de terra arrasada. Obras paradas pelo país afora, crônica precarização dos serviços públicos, dificuldades imensas para fazer o básico.

Nesse ambiente de caos na gestão pública, o presidente interino agiu rápido e propôs a renegociação das dívidas dos estados com a União. Medida que vem trazer alívio temporário aos governadores.

O próximo passo do governo federal, certamente, será chamar os prefeitos e bater o martelo a favor do pacto federativo. Os municípios vivem situação de penúria financeira, o que leva os prefeitos a peregrinar, por Brasília, de pires na mão. Não se pode virar as costas para os municípios brasileiros. Chegou o momento de o Palácio do Planalto estender as mãos às prefeituras, como fez com os estados.

Além de mergulhar na busca de superação dos impasses do Executivo, como o gigantismo da máquina, o uso partidário de recursos públicos e as duvidosas escolhas de prioridades, o governo deve se voltar para duas outras áreas: a sociedade e o Congresso.

Há na própria sociedade, nas universidades e em outros espaços, inúmeras iniciativas desenvolvidas por meio de parcerias, com resultados já testados, medidos e conhecidos, que podem ser ampliadas e, assim, colaborar para a busca de soluções para alguns dos problemas que enfrentamos.

Esse é o caminho para que a nossa sociedade organizada seja respeitada como protagonista, ao invés de ser vista apenas como massa de manobra a ser conquistada.

Michel Temer terá dois anos e meio para dar os primeiros passos rumo à reconstrução do Brasil. É a oportunidade que o destino lhe oferece. O presidente precisa fugir das armadilhas políticas, principalmente aquelas que não permitem os avanços na gestão pública.

Há uma esperança enorme país afora. Temer tem a chance de mudar a história do País.

 

Iso Moreira, empresário, deputado estadual (PSDB)

 

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