O amor é nossa identidade
Redação DM
Publicado em 3 de agosto de 2016 às 03:10 | Atualizado há 10 anosToda pessoa nasce com um valor único e incondicional. Somos misteriosos e irrepetíveis no decorrer de toda história humana, feitos à imagem e semelhança de Deus. Há muitas coisas dentro de todos nós que gostaríamos de compartilhar. Todos temos um passado secreto, nossos vexames escondidos e ilusões perdidas, nossas esperanças disfarçadas. A maioria de nós vivenciou e fez coisas, conviveu com sensações e sentimentos que achamos que jamais teremos coragem de contar a alguém.
Não há dúvida de que a atitude que cada um de nós tem em relação a si mesmo é a mais importante de todas.
Há alguns anos, um psicólogo chamado Carl Rogers disse que, na verdade, todos temos o mesmo problema, mas temos sintomas diferentes. Sejam quais forem os sintomas o verdadeiro problema é sempre o mesmo, segundo Rogers: não entendemos, não aceitamos e não amamos a nós mesmos. E é fato que não conseguimos amar os outros, quando não amamos a nós mesmos. O Mandamento do Senhor é amar o próximo como a nós mesmos. A dura realidade é que somente à medida que nos amamos podemos amar verdadeiramente os outros, inclusive a Deus.
Quando nossa atitude em relação a nós mesmos deixa a desejar, nossa capacidade de amar reduz-se proporcionalmente. Quando nossa atitude em relação a nós mesmos deixa-nos com a dor do vazio, não temos força nem vontade de ir em direção aos outros. No entanto, quando nossa atitude em relação a nós mesmos se torna mais positiva e acolhedora, nosso sofrimento reduz-se e, nessa medida, ficamos mais livres para entender e responder às necessidades dos outros à nossa volta. O requisito do verdadeiro amor pelos outros é um amor genuíno por si mesmo. Temos duas pessoas para amar: nós mesmos e o nosso próximo. Não se pode realmente amar uma dessas pessoas sem amar a outra.
É bom repetir! Cada um de nós é uma pessoa única e original. Somos conhecidos e amados por Deus desde toda a eternidade e para toda a eternidade. Nunca houve e nunca mais vai haver alguém exatamente igual a mim, igual a você. Somos o produto daqueles que nos amaram ou que se negaram a nos amar, porque o amor é a única forma de realizar nosso destino humano e chegar aos pés de Deus, que é “Amor”. O amor é de fato a porta que nos leva a Deus e ao próximo, “e nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.” (1 João 4,16).
Portanto, nossa resposta a Deus é amar-nos uns aos outros como Ele nos ama.
(Pe. Luiz Augusto, Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus)