“O ‘Arrocha, Goiás’ de Ronaldo Neo-Autoritário Caiado
Redação DM
Publicado em 14 de agosto de 2018 às 23:48 | Atualizado há 8 anos
A pré-campanha eleitoral goiana tem revelado um nível de intransigência política que jamais presenciamos por aqui. Um nível de autoritarismo que tenta de todas as formas cessar o processo democrático de debates e discussões. Não há como se ter democracia sem aceitar o contraponto, sem permitir que ideias sejam colocadas. E o que venho assistindo, por parte do eleitor caiadista, é uma tentativa incansável de bloquear o debate, de desqualificar o eleitor da base governista, tentando, das formas mais autoritárias possíveis, impedir que esse fale e que manifeste o seu pensamento. Muito peculiar da personalidade do próprio candidato, que chegou a lançar como slogan de campanha a máxima “Arrocha, Goiás”, mudando após muitas críticas recebidas, acentua-se a truculência como característica marcante.
É sabido por todo o Estado que o Senador Ronaldo Caiado fez e faz inimigos por onde passa, já que quando a liderança local não o apoia ele vai até as cidades e as ataca com xingamentos e muito mais. Característica peculiar do próprio do candidato, que é seguida por seus eleitores.
Em uma campanha eleitoral é legítimo que a oposição questione quem está no poder, não há dúvidas quanto a isso, é direito da militância caiadista dizer que o tempo novo não é mais novo, que tem 20 anos no poder e seguir com outros questionamentos, isso é democracia, mas o que a democracia não lhes dá é o direito de censurar a militância da Base, os simpatizantes de José Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia tem o direito de falar sobre o que propõe de novo o “Novo Tempo Novo”, têm ainda o direito de levar as Praças Públicas, às Ruas, de casa em casa, ao Rádio, à TV, tudo o que foi feito nos governos do tempo novo, de falar sobre a Universidade Estadual de Goiás, grande conquista e que merece carinho e atenção contínuos dos governos do tempo novo.
Falar sobre saúde pública, lembrando do Credeq (Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química, do Hugol, do Crer (Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação). O militante do tempo novo tem o direito de falar sobre um estado moderno que foi reerguido a partir de 1998 com a ascensão de Marconi ao governo estadual, um estado gerador de empregos de renda, que valoriza os empreendedores que aqui querem implantar seus negócios e gerar vagas de trabalho para a gente goiana, lembrando que o salto do PIB goiano foi simplesmente espetacular nos governos do tempo novo.
Os simpatizantes da base vão falar das estradas, tantas novas pavimentadas, tantas recuperadas, infraestrutura, logística, Goiás preparado para crescer mais. A militância da base vai falar do Renda Cidadã, que levou a mão do poder público, com dignidade, até as mãos das famílias em condições extremas de vulnerabilidade social, que os programas sociais criados pelo tempo novo, esses que são modelos para o Brasil todo, esses programas apontam sempre para a dignidade humana, não para no Renda Cidadã, os filhos dessas famílias foram acolhidos em seu primeiro emprego pelo Jovem Cidadão/Jovem Trabalhador, mais adiante foram acolhidos pelo Bolsa Universitária, programa que formou grandes homens, grandes mulheres, que hoje estão tocando o Estado de Goiás.
Realmente são 20 anos no Tempo Novo e que tempo novo, em tudo, ações em todas as direções e Goiás está completamente diferente de vinte anos atrás, o que o militante da Base quer falar e tem o direito de falar é que o está sendo proposto não é continuísmo, é continuidade, o que está sendo proposto é a garantia da manutenção dos avanços e o caminho para “Goiás Avançar Mais”.
Esse tempo novo que é tempo de muito trabalho, de diálogo com o povo, sem viés autoritário, coronelista, que não aceita a opinião diferente, o contraponto, que ataca como inimigo aqueles que são adversários políticos.
A base governista tem o direito, senão o dever, de mostrar o que fez, o que faz, seus simpatizantes vão falar, a oposição tem o direito de opinar contra, de fazer questionamentos e dizer porque pensam o contrário, caberá ao povo goiano fazer a escolha e dar o veredito. Durante o processo o que se pede é mais democracia, é debate de ideias, é questionamento ao pensamento, não ao pensador, quando tenta-se calar alguém perdemos a razão e transformamos a beleza da democracia em terrorismo autoritário, tudo que o cidadão não quer em um momento tão importante.
(Humberto Gebrim, administrador e secretário de Planejamento de Ipameri)