O furto
Redação DM
Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 00:07 | Atualizado há 10 anos
O homem foi levado à presença do patrão.
Foi acusado pelos colegas de haver roubado um anel de brilhante de uma funcionária da firma.
– É verdade o que dizem? Indagou o diretor da empresa.
– Não, senhor! É calúnia o que falam! Vou processar todos os meus acusadores! Verão só! Eu seria incapaz de fazer isso! Os meus caluniadores, se não provarem o que dizem, vão me pagar bem caro!
– Acalme-se. Aconselhou o patrão. Queremos resolver o problema sem a interferência da polícia…
– O senhor pode, até, mandar me prender. Mas não fui eu! Não fui eu!
E num dos gestos que fazia, enquanto falava agitadamente, o anel de brilhante escapou de sob o cinto de suas calças, saltitando ao chão, diante do olhar espantado de todos.
O homem baixou a cabeça, emudecido e envergonhado.
A desonestidade, a mentira e o ódio não fazem barreira para a verdade.
A mentira só engana ao mentiroso.
O ódio, quando chega a prejudicar ao próximo, é que já anulou quem o conduz.
A maior vítima da desonestidade é o próprio ladrão.
Só o bem é o caminho certo.
Ninguém é pobre – se tiver, no coração, os tesouros dos céus.
(Iron Junqueira, escritor)