O gestor do século XXI
Redação DM
Publicado em 10 de dezembro de 2016 às 01:01 | Atualizado há 10 anosO tema Gestão nos dias atuais tem um forte apelo tanto aos que dirigem, como aqueles que são dirigidos. Livros, artigos e teses acadêmicos descrevem de diversas formas o modelo ideal do gestor do século XXI. Mas como encontrar esse gestor? Como poder identificá-lo? Primeiramente precisa-se mudar o conceito que muitos têm de que gestão é uma capacidade inata de cada pessoa.
As organizações podem e devem formar e desenvolver novos gestores, o primeiro passo para que isto aconteça é adoção de uma metodologia de gestão de pessoas dentro da organização.
Alguns desenvolvem metodologias para o relacionamento com os colaboradores, outras correntes vão buscar a autoajuda como fonte de inspiração. Porém a realidade tem demonstrado que na maioria dos casos essas teorias e formulas não estão funcionando.
Enquanto por um lado o gestor é estimulado a melhorar o relacionamento entre seus subordinados, por outro lado ele é implacavelmente cobrado pelos resultados de curto prazo. Dividido entre a pressão por produtividade imposta pela estrutura hierárquica das organizações e a busca pela satisfação pessoal, sua e de dos colaboradores, o gestor encontra-se cada vez mais desorientado, não conseguindo agradar nem a uns nem a outros.
Hoje em dia, as qualidades de gestão são reconhecidas universalmente como um elemento-chave em administração. Um bom administrador deve ser por definição, um gestor. Basicamente, o gestor deveria além de servir de exemplo, possuir e, talvez, até mesmo personificar as qualidades esperadas ou requeridas pelos grupos de trabalho.
O estudo das teorias sobre gestão tem por finalidade elucidar a natureza singular da figura do gestor através de várias abordagens teóricas da gestão. Os papéis dos gestores combinam habilidades técnicas, humanas e conceituais, que aplicam em diferentes graus e em diversos níveis organizacionais.
Devido às constantes mudanças globais, as empresas foram forçadas a se reestruturar e a perseguir o que se convencionou chamar de “excelência gerencial”. Neste contexto, as habilidades, o conhecimento, as destrezas e eficácia passaram a ser desejadas e mais requeridas na figura que as organizações denominam gestores do século XXI.
De maneira geral, a gestão é uma atividade que está diretamente ligada às pessoas. E, que para o trabalho seja desenvolvido de acordo com os objetivos propostos pelo gestor, é fundamental que haja uma relação muito grande de confiança entre os envolvidos. Porém, para adquirir essa confiança, o gestor deve se entregar ao desenvolvimento pessoal, de forma que busque continuadamente a atualização e qualificação, pois quando for exigida alguma de suas habilidades, ele deve estar preparado para demonstrar a sua competência.
(Ângela Dias, graduanda do Curso de Gestão em Recursos Humanos da Faculdade Estácio de Sá de Goiás. [email protected])