Brasil

O peso das mídias sociais nas eleições municipais 2016

Redação DM

Publicado em 12 de maio de 2016 às 02:18 | Atualizado há 10 anos

O con­cei­to de Mí­dia So­ci­al vem da pro­du­ção de con­te­ú­do des­cen­tra­li­za­da, ou se­ja, sem o con­tro­le de gran­des po­ten­cias da mí­dia. Va­mos di­zer que é ter o pró­prio ve­i­cu­lo de mí­dia em seu po­der a qual­quer ho­ra do dia.

E is­so é óti­mo pa­ra mi­cro, pe­que­nos, mé­di­os em­pre­sá­rios e pro­fis­si­o­nais li­be­ra­is, pois se a mí­dia é sua en­tão vo­cê não pre­ci­sa gas­tar na­da pa­ra di­vul­gar o que qui­ser ne­la. O po­der das re­des so­ci­ais é de ex­tre­ma re­le­vân­cia.

O im­por­tan­te nis­so tu­do é a pos­si­bi­li­da­de de co­le­tar in­for­ma­ções do seu pú­bli­co-al­vo pa­ra me­lho­rar seus pro­du­tos/ser­vi­ços e tam­bém in­te­ra­gir di­re­ta­men­te por um ca­nal gra­tui­to, ge­ran­do um re­la­ci­o­na­men­to. Ali vo­cê po­de di­vul­gar, tro­car ex­pe­ri­ên­cias, en­si­nar, ven­der, in­te­ra­ção é a pa­la­vra cha­ve.

O que faz uma em­pre­sa cres­cer ver­da­dei­ra­men­te é o re­la­ci­o­na­men­to com o seu pú­bli­co-al­vo, por is­so as re­des so­ci­ais se tor­nam mais im­por­tan­tes ain­da, pois es­te é um meio que po­ten­ci­a­li­za o re­la­ci­o­na­men­to com o po­vo.

A no­va ge­ra­ção que es­tá aí já co­me­ça a vi­da te­clan­do e vi­ven­cian­do um mun­do rá­pi­do, ins­tan­tâ­neo, com tro­ca de in­for­ma­ções a ca­da ins­tan­te, con­vi­ven­do com um enor­me vo­lu­me de in­for­ma­ções.

Eles sa­bem o quan­to as re­des so­ci­ais são im­por­tan­tes no seu dia-a-dia. Têm de tu­do, da tro­ca de in­for­ma­ções e opi­ni­ões aos en­con­tros de ex-alu­nos, dis­po­ni­bi­li­za­ção de fo­tos, em­pre­go, es­tu­dos, con­cur­sos.

A in­te­ra­ti­vi­da­de são as mar­cas prin­ci­pa­is des­ses ve­í­cu­los. É pre­ci­so es­tar pre­pa­ra­do pa­ra re­ce­ber re­cla­ma­ções ou crí­ti­cas e res­pon­dê-las com ra­pi­dez e ob­je­ti­vi­da­de.

As re­des so­ci­ais de su­ces­so têm sem­pre uma ca­rac­te­rís­ti­ca em co­mum: pres­tam ser­vi­ço e ofe­re­cem con­te­ú­do a seus con­su­mi­do­res. Os in­ter­nau­tas não per­do­am marke­ting pes­so­al e pro­fis­si­o­nal se faz ne­ces­sá­rio.

O tra­ba­lho é lou­vá­vel, além do em­pre­en­de­do­ris­mo so­ci­al, a in­clu­são so­ci­al é ex­tre­ma­men­te pre­do­mi­nan­te. Nes­sas vi­vên­cias, pes­so­as de di­ver­sas ida­des, se­xo e di­fe­ren­ças, se en­con­tram vir­tu­al­men­te pa­ra vi­ver emo­ções úni­cas, ale­gri­as, cri­ar la­ços afe­ti­vos e ul­tra­pas­sar bar­rei­ras, ven­cen­do su­as pró­pri­as li­mi­ta­ções.

As pes­so­as des­co­brem que seu cor­po é um ve­í­cu­lo com o qual po­de­rão ex­plo­rar o mun­do atra­vés do mo­vi­men­to e da in­te­ra­ção com o ou­tro. Sua men­te, pen­sa­men­tos e opi­ni­ões são di­vul­ga­dos e com­par­ti­lha­dos.

A cul­tu­ra po­lí­ti­ca vem sen­do ex­plo­ra­da nas re­des so­ci­ais, exem­plo re­cen­te foi a pri­mei­ra vo­ta­ção do im­pe­achment, câ­ma­ra, se­na­do, on­de to­dos sem dis­tin­ção pu­de­ram opi­nar, mo­vi­men­tos so­ci­ais le­van­ta­dos pe­las re­des so­ci­ais fi­ze­ram e fa­zem mui­to su­ces­so.

 

(Lo­re­na Ayres, ad­vo­ga­da, co­men­da­do­ra e ar­ti­cu­lis­ta)

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