O sol vespertino
Redação DM
Publicado em 24 de junho de 2016 às 02:44 | Atualizado há 10 anos
Era já ao cair da tarde
Os derradeiros raios
Do sol vespertino se inclinavam
No horizonte,
E se deitavam na floresta iluminando:
As folhagens dos arbustos,
Os arvoredos do bosque faziam festa
Se sacudiam lançando o orvalho da produção,
Até as vegetações rasteiras
Se erguiam em ritmo de prontidão
A espera dos cuidados noturnos
Para fazer o preparo fertilizante
Da face endurecida do chão
As árvores desabrochavam
Seus botões e desatavam em flores
Preparavam a transmissão do oxigênio
Indispensável à nossa respiração
Todas as plantações e vegetações
Grandes, médias ou pequenos portes
Pastagens, palmeiras e chapadões
Todas abrem seus tecidos externos
Para que o seu caule receba:
A seiva da vida descida nas gotas
De orvalho, e o seu cálice transborde
Com o sereno da madrugada
E os seus galhos batam palmas
Ao serem tocados e sacudidos
Pela brisa suavemente que passa!
Que sussurra! Nos mistérios noturnos
Os animais procuravam suas pousadas
Os pássaros dedicadamente saíam
A procura de seus companheiros
Cada família se ajeitava em seus ninhos
As andorinhas voavam anunciando:
O bem da coletividade,
Era nos campos, nos jardins
E pelos prédios da cidade
O pombo chamando sua companheira
Soltava seus gemidos piedosos
Parecia com uns sonidos saudosos
Mas, é assim que é feito a comunicação
E o agradecimento amoroso
Ao pai da criação o poderoso
Foi então, que eu percebi:
O som de muitos acordes
de uma orquestra celestial
Magnífico, eu começava a escutar
Era como o som de muitos instrumentos
Uma harmonia musical que executava
para eu apreciar
As notas agudas, graves e sustenidos
Cada nota em seu lugar
É a prece do agradecimento no altar
É o poema da celebração
Que o sofrimento vem suplantar.